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31 DE MAIO EM RG

Semifinais da Liga dos Campeões têm duelos Espanha x Alemanha

Bayern de Munique joga contra Barcelona, e Borussia Dortmund enfrenta o Real Madrid, em confrontos nos dias 23 e 24 de abril e 30 e 1º de maio


 A Liga dos Campeões da Europa pode ter uma inédita final entre os rivais Barcelona e Real Madrid ou um clássico entre os alemães Bayern de Munique e Borussia Dortmund. Em sorteio realizado na manhã desta sexta-feira na sede da Uefa, em Nyon, na Suíça, as bolinhas com os nomes dos clubes colocaram frente a frente os times espanhóis e germânicos nos duelos das semifinais. Mais uma oportunidade para duas das principais potências do continente nos últimos anos medirem forças*.
O Barcelona enfrenta o Bayern de Munique, com a vantagem de decidir em casa, no Camp Nou. O confronto abre e fecha a fase, nos dias 23 de abril e 1º de maio, e tem como curiosidade envolver o ex e o futuro time do treinador catalão Guardiola, de férias até julho, quando assume o comando da equipe alemã. Na outra chave, o Real Madrid duela com o Borussia Dortmund, primeiro atuando fora de casa, no Westfalenstadion, dia 24 deste mês, fazendo o jogo de volta no Santiago Bernabéu, dia 30.
Na última temporada, Bayern e Chelsea impediram a decisão entre Barcelona e Real Madrid na Champions. Nas semifinais, o time alemão eliminou os merengues, enquanto a equipe inglesa, campeã na final disputada na Allianz Arena, tirou os catalães do torneio.
Lizarazu bayern de munique e Zubizarreta Barcelona sorteio liga dos campeões (Foto: Agência Reuters)Lizarazu, ex-jogador do Bayern, Zubizarreta, ex-goleiro e dirigente do Barça, posam em frente à 'orelhuda': duelo entre time alemão e equipe espanhola decide quem disputará a taça (Foto: Agência Reuters)
Até hoje, só três decisões foram entre times do mesmo país. Na temporada 1999/2000, o Real Madrid derrotou o Valencia por 3 a 0, no Stade de France. Na edição de 2002/03, o Milan superou o Juventus nos pênaltis, por 3 a 2, após empate por 0 a 0 em 120 minutos de partida no Old Trafford, na Inglaterra. Mais recentemente, em 2007/08, o Manchester United também precisou da disputa da penalidades máximas para ser campeão diante do Chelsea, ganhando por 6 a 5 após o placar de 1 a 1 ao fim da prorrogação, no estádio de Lujniki, em Moscou.
- É uma eliminatória entre duas grandes equipes, com estilos diferentes. O Bayern é um grande time, um clube poderoso. Tentaremos fazer o que sabemos: desfrutar do futebol. Esperamos voltar a Wembley, este lugar que é mágico para nós - disse Zubizarreta, ex-goleiro e diretor esportivo do Barcelona, referindo-se ao estádio londrino de Wembley, palco da final no dia 25 de maio, onde o time catalão foi campeão do torneio há duas temporadas, vencendo o Manchester por 3 a 1.
Real e Bayern levam a melhor no histórico dos confrontos pela Champions
Emilio Butragueno real madrid e Lars Ricken Borussia Dortmund sorteio liga dos campeões (Foto: Agência Reuters)Butragueno, dirigente do Real, e Lars Ricken, do
Borussia, também posam após a definição do
confronto no sorteio (Foto: Agência Reuters)
Real e Borussia estavam no mesmo grupo na fase inicial da atual Liga dos Campeões da Europa e se enfrentaram duas vezes. Invicto no torneio e com 100% de aproveitamento em casa, o time alemão venceu por 2 a 1 no Westfalenstadion e arrancou um 2 a 2 no Santiago Bernabéu. No histórico total do confronto pela competição, porém, a equipe espanhola tem vantagem: ganhou duas partidas, empatou três e só perdeu uma.
A última vez que Bayern e Barcelona se enfrentaram em jogos eliminatórios da Liga dos Campeões, nas quartas de final da temporada 2008/09, quando o time catalão levou a melhor, ganhando por 4 a 0 no Camp Nou e ficando no 1 a 1 fora de casa. Mas, no retrospecto geral do confronto pelo torneio, o time germânico leva a melhor, com três vitórias em seis duelos - foram dois empates e uma derrota apenas.
- O Barcelona é a referência para mim na Europa. Eles ganharam a Liga dos Campeões mais do que qualquer outra equipe nos últimos anos. São a melhor equipe da Europa no momento, com potencial de ataque fantástico. Jogamos contra eles em 2009 e sofremos uma surra. Lembro bem daquele jogo. Não é uma recordação boa, porque foi muito doloroso de assistir. No entanto, é uma excelente oportunidade para mostrar que temos melhorado muito desde então - disse Rummenigge, presidente do Bayern, lembrando-se da goleada sofrida em 2008/09, a única vitória do Barcelona no histórico do confronto.
Confira o retrospecto dos quatro semifinalistas da Champions:
BAYERN DE MUNIQUE
Participações em semifinais: 9 vitórias e 5 derrotas
Última participação nas semifinais: 2011/12 (eliminou o Real Madrid)
Campanha na atual edição da Liga dos Campeões: 7V, 1E, 2D (22 gols pró, 10 gols contra)
Artilheiro do time no torneio: Thomas Müller, 5 gols
BARCELONA
Participações em semifinais: 6 vitórias e 7 derrotas
Última participação nas semifinais: 2011/12 (foi eliminado pelo Chelsea)
Campanha na atual edição da Liga dos Campeões: 5V, 3E, 2D (18 gols pró, 10 gols contra)
Artilheiro do time no torneio: Messi, 8 gols
BORUSSIA DORTMUND
Participações em semifinais: 1 vitória e 2 derrotas
Última participação nas semifinais: 1997/98 (foi eliminado pelo Real Madrid)
Campanha na atual edição da Liga dos Campeões: 6V, 4E, 0D (19 gols pró, 9 gols contra)
Artilheiro do time no torneio: Lewandowski, 6 gols
REAL MADRID
Participações em semifinais: 12 vitórias e 11 derrotas
Última participação nas semifinais: 2011/12 (3-3 no total frente ao Bayern de Munique, 1-3 no desempate)
Campanha na atual edição da Liga dos Campeões: 5V 3E 2D 23GM 14GS
Artilheiro do time no torneio: Cristiano Ronaldo, 11 gols
* Diferentemente do que informamos, Espanha e Alemanha não foram finalistas da última Eurocopa, mas semifinalistas. A matéria foi atualizada com a correção às 9h52.

 

Psy lança 'Gentleman', novo single após 'Gangnam Style'



Música em coreano tem batida techno e letra com trocadilhos.
Rapper canta versos como 'eu sou uma máfia da festa'.


Capa do single 'Gentleman', de Psy (Foto: Divulgação)Capa do single 'Gentleman', de Psy(Foto: Divulgação)O rapper sul-coreano Psy lançou um aguardado novo single nesta quinta-feira com a esperança de repetir o sucesso de "Gangnam Style", que fez dele o maior astro a surgir da crescente cena de música K-pop.
Os detalhes do seu mais recente single, "Gentleman", foram mantidos em segredo até que a canção foi lançada à meia-noite na Nova Zelândia (9h no horário de Brasília). A canção, com uma batida techno, é cheia de trocadilhos em coreano e contém versos como "eu sou uma máfia da festa!" e o refrão "eu sou um cavalheiro de pai e mãe" (em traduções livres).
O vídeo de "Gangnam Style" tornou-se o mais visto no YouTube, com mais de 1,5 bilhão de visualizações, e a dança imitando movimentos de equitação viraram uma mania internacional.
Psy, de 35 anos, vai apresentar "Gentleman" em público pela primeira vez no sábado, em um show no estádio de Seul da Copa do Mundo. Mas ele tem sido reservado sobre qual dança se esperar dessa vez, exceto ao insinuar que ele é baseada nos tradicionais movimentos coreanos. "Todos os coreanos conhecem essa dança, mas (aqueles em) outros países ainda não viram", disse Psy a uma televisão sul-coreana na semana passada.
Ele pediu aos fãs para vestirem branco no show de sábado e seu estilista disse à Reuters no mês passado que o conceito para a nova música seria novamente um terno formal com "uma reviravolta inesperada de diversão".
 

Inflação pesa no bolso e faz varejo recuar, segundo IBG


Volume de vendas caiu, mas receita cresceu, confirmando alta de preços.
Maiores recuos foram no setor de alimentação e de combustíveis.


Evolução das vendas no varejo (Foto: Editoria de Arte/G1)
A inflação oficial, que acumula alta de 6,59%em 12 meses, já pesa no bolso dos consumidores fazendo cair o volume de vendas do varejo no país em fevereiro. Segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (11), o volume de vendas no varejo recuou para 0,4%, contra um crescimento de 0,5% em janeiro.
De acordo com Reinaldo Pereira, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio doIBGE, o recuo no varejo se deve basicamente ao aumento de preços. Comparado com fevereiro de 2012, o recuo foi de 0,2%. O varejo não apresentava taxa negativa de crescimento e volume desde novembro de 2003, quando também marcou -0,2%.
O efeito da inflação pode ser percebido no aumento da receita do varejo em fevereiro, de 0,6%, em contraponto ao crescimento negativo do volume de vendas, ressaltou Aleciana Gusmão, técnica da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, ao apresentar a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC).

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Em fevereiro, no acumulado de 12 meses, a inflação no segmento de hiper e supermercados marcou 13,9%, bem acima da inflação geral de 6,59%, o que fez o consumidor comprar menos e pagar mais. De acordo com o IBGE, o volume de vendas em supermercados registrou recuo comparado com janeiro  (-1%) e na relação com fevereiro de 2012 (-2,1%). A retração foi a primeira registrada desde março de 2009, quando marcou -0,2%. O segmento tem peso de 45% na formação do índice do varejo.
Outro segmento que impactou o bolso do consumidor foi o de combustíveis. Segundo Aleciana, de janeiro de 2012 a janeiro de 2013, os combustíveis tiveram aumento de 0,2%, mas de fevereiro de 2012 a fevereiro de 2013, o aumento passou para 4,7%, por conta dos dois ajustes de preços de combustíveis somente este ano.
Também desestimulou o consumidor a retomada do Imposto sobre Produtos Industrializados nos móveis e eletrodomésticos e nos automóveis.
Aleciana Gusmão (Foto: Lilian Quaino/G1)Aleciana Gusmão, do IBGE, durante apresentação da pesquisa  nesta quinta-feira (Foto: Lilian Quaino/G1)

 

Para visita do Papa, Brasil terá artilharia de segunda mão




gepard (Foto: divulgação)Gepard, o novo blindado com artilharia antiaérea que
será usado na Copa das Confederações e na visita
do Papa (Foto: divulgação)
O Brasil comprou um sistema de artilharia antiaérea alemão, composto por 34 carros de combate Gepard capazes de abater mísseis, aviões, helicópteros ou drones (aviões não tripulados) a até 15 km de distância e até 3 km de altitude, para garantir a segurança dos grandes eventos.

Os blindados são usados, pertencem ao Exército da Alemanha, e sofreram uma remodelação, tendo sido "recuperados" em 2010, recebendo novas tecnologias que podem operar até 2030.

"O contrato será assinado ainda nesta semana ou, no máximo, na próxima (até o dia 19)", afirmou o comandante da Brigada de Artilharia Antiaérea, general Marcio Roland Heise, ao G1.

Oito blindados chegarão ao país em caráter emergencial até junho e ficarão em Brasília, para a abertura Copa das Confederações - o Brasil enfrenta o Japão no dia 15, no Estádio Nacional.

“Pretendo estar com toda a tropa preparada e treinada para atuar com o novo sistema na abertura e no encerramento da Copa das Confederações e na visita do Papa, para garantir a segurança de quem estiver nos estádios”, disse.
 

“As duas baterias antiaéreas, com 16 carros cada uma, não virão imediatamente. Os oito primeiros queremos que cheguem rápido. Passarão por ajustes no Brasil para a Copa das Confederações. Os demais serão enviados até 2015”, acrescentou ele. Outros dois outros carros ficarão em uma escola militar, para instrução.

Os blindados Gepard 1A2 pesam 47,5 toneladas, possuem 7,7 metros de altura e 3,7 de comprimento. São equipados com dois canhões Oerlikon de 35 mm, que trabalham em conjunto um sistema de radares com campo de visão de até 15 km de raio. A fabricante informa que eles atingem alvos até 5,5 km de altura, mas, no Brasil, serão usados a baixa altitude (até 3 km).

O Exército informou oficialmente que o contrato será assinado "nos próximos dias (com o Ministério da Defesa da Alemanha), com base em valores que ainda estão sendo negociados".

Em fevereiro, o vice-presidente, Michel Temer, assinou uma intenção de compra para adquirir um sistema de artilharia antiaérea da Rússia que tem capacidade de atingir alvos a até 15 km de altitude. O Brasil não tem atualmente esta tecnologia, que é uma exigência da Fifa para a Copa do Mundo. Em 2012, o G1 mostrou a situação do sucateamento do Exército, que possui armas antiaéreas da década de 70, classificados pelo general Heise na época como “defasados tecnologicamente”.
 
Gepard, novo blindado com artilharia antiaérea do Exército (Foto: Exército/Divulgação)Segundo o oficial, o valor da negociação só será divulgado após a assinatura do contrato. “Foi uma proposta muito boa que recebemos pela qualidade altíssima do material”, diz.

Notícias divulgadas pela imprensa alemã apontam que a oferta da empresa Krauss-Maffei Wegmann (KMW), que vende o sistema, seria de 30 milhões de euros (cerca de R$ 77 milhões). O representante da empresa no Brasil informou que, como a negociação é entre os Exércitos de Brasil e Alemanha, só iria se manifestar após a assinatura do contrato.

“Os carros foram reformulados, receberam novo sistema de radares e computadores, canhões de 35 mm e tecnologia de guiamento, que seguem o alvo mesmo se ele desviar. O Exército alemão iria o usar os blindados, mas a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) mudou algumas diretrizes em relação à defesa antiaérea e eles tiveram que deixá-los de lado”, afirmou o general.
34 unidades serão compradas da Alemanha;
8 chegam até junho (Foto: Exército/Divulgação)
Em 15 de março deste ano, o Boletim do Exército publicou uma portaria aprovando critérios para a aquisição e implantação do sistema antiaéreo Gepard. O texto apresentava como argumentos para a compra a proteção das duas brigadas do país que abrigam blindados e também de estruturas estratégicas, como usinas hidrelétricas, e que seriam essenciais para uma eventual guerra.

Elas estão localizadas em Ponta Grossa (PR) e em Santa Maria (RS). Entre 17 e 20 de março, 20 militares já receberam instruções em Hardheim, na Alemanha, para conhecer as novas armas.

O documento do Exército cita o Gepard como "um sistema de armas autônomo e
altamente móvel, com alta prontidão operacional, pequeno tempo de reação e capaz de fazer frente a uma variada gama de ameaças".

Em 2011, o Exército realizou um teste em Formosa (Goiás) para avaliar as capacidades dos canhões. “Nas nossas avaliações, ele foi o único que conseguiu destruir um aeromodelo na distância para o qual é habilitado”, argumentou o general Heise.

A oferta da KMW inclui ainda peças de reposição, suporte técnico, treinamento e transferência de tecnologia. Durante a Copa das Confederações e a visita do Papa, os blindados não ficarão "à vista do público", mas serão colocados em locais estratégicos em que possam ter visão de possíveis alvos.
 
Gepard, novo blindado com artilharia antiaérea do Exército (Foto: divulgação)Gepard, comprado pelo Exército, é equipado com
dois canhões de 35 mm (Foto: KMW/divulgação)
Artilharia para a Copa
A compra dos equipamentos alemães não supre a necessidade do Brasil para a Copa, pois eles não possuem a capacidade de atingir alvos a até 15 km de altitude, uma das exigências da Fifa. Atualmente, o Brasil não possui esta capacidade.
Para ter uma ideia da importância da artilharia de médio alcance, todos os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) têm esta capacidade de abate nesta altura. Nenhum na América Latina conta com o instrumento.

Em fevereiro, a presidente Dilma Rousseff recebeu em Brasília o primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, para negociar a aquisição deste sistema a médio alcance e uma carta de intenção de compra foi assinada. Brasil pretende comprar duas baterias antiaéreas do modelo Igla, de baixo alcance, e três do modelo Pantsir-S1, de médio alcance. O valor da negociação não foi informado pelo governo.
Segundo o general Heise, as negociações com a Rússia estão ainda em andamento. “A Copa do Mundo está em cima da hora, temos menos de um ano e meio para nos prepararmos, mas acredito que dará tempo para chegar tudo e prepararmos a tropa para operar os equipamentos”, disse ele.
Uma proposta para modernização do sistema brasileiro apresentada pelo Exército tinha o custo de R$ 2,354 bilhões. Contudo, o Livro Branco de Defesa Nacional, divulgado em 2012 pelo Ministério da Defesa, estimava em R$ 859,4 milhões a previsão de investimentos na área até 2023
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Palmeiras vence e estar na 2ª fase da libertadores


Alegria, frustração, confiança e superação. Principalmente superação. A história do Palmeiras na primeira fase da Taça Libertadores 2013 teve todos os elementos de um filme dramático, mas acabou com final feliz. Na noite desta quinta-feira, o Verdão venceu o Libertad, do Paraguai, por 1 a 0 (assista ao melhores momentos), no Pacaembu, e assegurou vaga nas oitavas de final da competição continental com uma rodada de antecedência.
Assim como já havia sido contra o Tigre, semana passada, a equipe apostou na determinação de seus jogadores e na força da torcida - que quebrou recorde de público da Libertadores nesta quinta - para, após atravessar um dos piores momentos de sua história (o rebaixamento à Série B do Brasileirão no ano passado), voltar ao mata-mata da principal competição de clubes da América.
Por uma noite, o trecho do hino “defesa que ninguém passa, linha atacante de raça” fez todo o sentido. O gol saiu dos pés de Charles, num lance casual - Wesley, que seria expulso minutos depois, errou o chute, e a bola caiu nos pés do volante, que decidiu. O sistema defensivo, tantas vezes criticado, teve atuação sólida diante de um adversário perigoso.
Com a vitória, o Palmeiras chegou a nove pontos - todos conquistados em casa -, assumiu a liderança do Grupo 2 e não pode mais deixar a zona de classificação. Os paraguaios, com oito, agora disputam a segunda vaga com o Tigre-ARG, que tem seis. O Sporting Cristal, com o triunfo alviverde, está eliminado - é lanterna da chave com cinco pontos

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Maradona participa de último dia de campanha de Maduro na Venezuela



Argentino era amigo próximo do líder morto Hugo Chávez.
Evento fechou a campanha de Nicolás Maduro para a eleição de domingo. 

O presidente interino da VenezuelaNicolás Maduro, realizou na tarde desta quinta-feira (11) um grande comício em Caracas, com a participação do ex-jogador argentino Diego Maradona, amigo próximo de Chávez. O evento fechou a campanha do herdeiro de Chávez para a eleição presidencial do próximo domingo.
"Aqui estou, sou o filho de Chávez, sou um homem do povo, estou pronto para ser presidente (...) os que quiserem pátria e os que quiserem futuro, venham com Nicolás Maduro", disse o candidato da situação em um comício em Zulia (noroeste), antes de encerrar sua campanha em Caracas.
Capitalizando a herança eleitoral de Chávez, e com chavistas saudosos e ainda de luto, Maduro, um ex-sindicalista, vai para as eleições com uma vantagem confortável, mas que vem diminuindo. Segundo a última pesquisa Datanálisis, realizada entre 1º e 5 de abril, e difundida esta semana pelo banco Crédit Suisse em seu boletim para clientes, Maduro tem vantagem de 9,7 pontos percentuais sobre o rival Henrique Capriles. A publicação de pesquisas está proibida esta semana na Venezuela.
Diego Armando Maradona cumprimenta chavistas ao chegar no comício de Maduro nesta quinta (11) (Foto: Ramon Espinosa/AP)Diego Armando Maradona cumprimenta chavistas ao chegar no comício de Maduro nesta quinta (11) (Foto: Ramon Espinosa/AP)
 

José Wellington é reeleito presidente da Assembleia de Deus

Com 9.003 votos, pastor continua à frente da igreja por mais quatro anos.
Wellington venceu o pastor Samuel Câmara, que teve 7.407 votos.

O pastor José Wellington, que foi reeleito presidente da Assembleia de Deus e vai chefiar a maior denominação evangélica do país pelos próximos quatro anos (Foto: Reprodução/TV Globo)O pastor José Wellington, que foi reeleito
presidente da Assembleia de Deus e vai chefiar a
maior denominação evangélica do país pelos
próximos quatro anos (Foto: Reprodução/TV Globo)
O pastor José Wellington foi reeleito presidente da Assembleia de Deus, com 9.003 votos. A eleição foi realizada nesta quinta-feira (11), em Brasília. Há 22 anos no cargo, Wellington vai chefiar a maior denominação evangélica do país pelos próximos quatro anos.
José Wellington, de São Paulo, disputou a eleição com Samuel Câmara, de Belém do Pará, que disputou o posto pela terceira vez. Ao todo, foram 16.747 votos, sendo 7.407 para Câmara, 162 em branco e 175 nulos Foi a segunda vez, em 12 anos, que a escolha do presidente da Assembleia de Deus aconteceu em Brasília
A eleição foi realizada no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade. A convenção geral começou no dia 8 e se encerra nesta sexta (12), prazo máximo para divulgação do resultado da votação. A cerimônia de posse do eleito vai ser realizada ainda no último dia do evento.
A Assembleia de Deus tem cerca de 12 milhões de fiéis e um patrimônio que inclui uma editora, uma fundação educacional, hospitais e creches. Além da eleição, durante o encontro são promovidos estudos bíblicos e cultos, estes últimos aberto ao público em geral.
Marco Feliciano
O pastor da Assembleia de Deus e presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Marco Feliciano (PSC), fez uma rápida visita ao evento para participar da votação da presidência da igreja. Ele chegou no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade por volta das 12h20 desta quinta.
O deputado Marco Feliciano (PSC-  SP),  presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, é assediado por fiéis durante a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, em Brasília, nesta quinta (11). (Foto: André Dusek/Estadão Conteúdo)O deputado Marco Feliciano (PSC- SP), durante a
Convenção Geral das Assembleias de Deus no
Brasil, em Brasília
(Foto: André Dusek/Estadão Conteúdo)
Feliciano visitou o estande da editora da Assembleia no local e posou para fotos ao lado dos fiéis.

Para o pastor da Assembleia de Deus em Salvador (BA) Miguel Pereira, a convenção geral, que acontece a cada dois anos, é importante para unir os membros, trocar experiências e traçar os rumos da denominação para os próximos anos.

"É sempre bom se reunir, encontrar velhos amigos de outros estados e ver a movimentação. A votação é feita de maneira democrática, com liberdade de expressão. É muito bonito ver isso", disse.
 

Fonte Nova, filme velho: Vitória bate Bahia na reinauguração do estádio



Na primeira partida realizada na nova arena baiana, Rubro-Negro chega a oito jogos sem perder do rival, dá goleada de 5 a 1 e derruba técnico tricolor


O mando de campo é do Bahia, mas a Fonte Nova continua sendo a segunda casa do Vitória. Seis anos depois da interdição, o estádio foi reinaugurado neste domingo com um público presente de 37.410, com 32.274 pagantes, que proporcionaram uma renda de:1.954.900,00. O cenário mudou, mas o roteiro continuou o mesmo. Assim como nos últimos oito clássicos disputados na antiga Fonte Nova, o Tricolor não conseguiu vencer. O Vitória levou a melhor, ganhou por 5 a 1, aumentou a invencibilidade no local e pode se orgulhar de começar a nova era com a mesma certeza com que terminou em 2007: clássico na Fonte Nova é sinônimo de alegria rubro-negra.
renato cajá bahia x vitória (Foto: LEOGUMP CARVALHO/FRAME/Agência Estado)Renato Cajá comemora o 1º gol do clássico e da Arena (Foto: Leogump Carvalho/Frame/Agência Estado)
Com enredo diferente, o primeiro Ba-Vi do principal estádio da Bahia teve o mesmo fim do último. Se em 22 de abril de 2007, em um jogo com três viradas, o Vitória precisou lutar até o último minuto para vencer por 6 a 5, o triunfo desta vez foi mais tranquilo. Melhor posicionado taticamente, o Leão passou quase todo o segundo tempo com a missão apenas de garantir o resultado feito nos minutos iniciais. Renato Cajá, Maxi Biancucchi, Michel, Vander e Escudero garantiram a festa. Zé Roberto fez o gol de honra do Bahia. Para piorar a noite tricolor, o técnico Jorginho deixou o comando do time após a partida.
Com o triunfo deste domingo, o Rubro-Negro chegou a oito jogos sem perder para o maior rival na Fonte Nova. A última vez que o Bahia deixou o estádio vencedor foi em fevereiro de 2004. Mas no geral, no entanto, a supremacia ainda é tricolor: 126 triunfos do Bahia e 79 do Vitória – houve ainda 102 empates.
Os três pontos conquistados no clássico dão ainda mais tranquilidade ao Rubro-Negro no Campeonato Baiano. O time de Caio Junior chegou aos 12 pontos conquistados – três a mais que o segundo colocado no grupo, o Juazeirense - e tem 100% de aproveitamento. Do outro lado, mesmo com a goleada sofrida, o Bahia se mantém na primeira colocação, com cinco pontos ganhos.
A bola volta a rolar para as duas equipes no meio da semana. Mas por uma outra competição. Vitória e o Tricolor vão estrear na Copa do Brasil. Na quarta-feira, o Rubro-Negro vai ao Mato Grosso para enfrentar o Mixto. No dia seguinte, o Bahia enfrentará o Maranhão.
Renato Cajá: um nome na história
De início, o que todos no estádio queriam saber era quem ia fazer o primeiro gol da Arena Fonte Nova. De qual pé ou cabeça sairia a bola que balançaria a rede do novo estádio pela primeira vez? Qual lado da rivalidade teria o prazer de vibrar e transformar em aquarela as arquibancadas verdes do estádio? A resposta demorou para chegar. Antes do grito solto e explosivo de gol, a Fonte Nova ouviu muitos “uuuh”, muitos "levanta" e "senta", e viu muita mão na cabeça por causa daquela bola que passou perto, mas, por um capricho do destino, não encontrou as redes.
bahia x vitoria fonte nova (Foto: AFP)Arena virou aquarela na tarde deste domingo
(Foto: AFP)
Quem viveu esse momento primeiro foi o lado tricolor. Logo aos três minutos, Adriano entrou por trás da zaga e bateu no canto. Deola se esticou e desviou com a ponta dos dedos. Ela passou tirando o primeiro pedaço de tinta da trave. O Bahia ainda teve oportunidades com Marquinhos, Magal e Obina, mas nenhum dos três conseguiu entrar para a história.
Do lado rubro-negro, a alegria inicial surgiu em forma de reclamação. Neto tocou com a mão na bola dentro da área, e o árbitro mandou o jogo seguir. Aos 31 minutos, Maxi Biancucchi cruzou da direita e, sem ninguém no gol, Escudero chegou atrasado. Mas dez minutos depois, apareceu, enfim, a resposta que todos queriam. Mansur foi derrubado na área. Pênalti marcado.
Dinei pediu para bater. Conversou com Renato Cajá, que decidiu assumir a responsabilidade. O meia caminhou lentamente e, com o pé esquerdo, mandou no canto direito do goleiro Marcelo Lomba. A pergunta estava respondida. A arquibancada verde do estádio se transformou em uma aquarela em êxtase vermelha e preta.
Vitória: também um nome na história
Seguindo os versos do hino, o Vitória gostou de provar o gosto de ser “um nome na história”. O Rubro-Negro voltou para o segundo tempo ainda com mais sede de gol. E de transformar a Fonte Nova em sua segunda casa. O que era um jogo disputado no primeiro tempo se transformou em chocolate na segunda etapa.
Com o Bahia perdido em campo, o Vitória se encontrou fácil no gramado da Fonte Nova. Logo aos cinco minutos, Maxi Biancucchi entrou na área e mandou de cobertura para fazer um belo gol. A festa que já era rubro-negra ficou ainda maior. No minuto seguinte, Obina chegou a balançar as redes, mas o auxiliar marcou equivocadamente impedimento do atacante tricolor.
O primeiro grito de gol da torcida do Bahia não saiu. O que se ouviu, na verdade, nos arredores do estádio, foi mais uma vibração do Leão da Barra. Depois de tabelar com Dinei, Michel bateu forte, contou com a ajuda de Marcelo Lomba e começou a transformar a vitória em goleada.
Jogadores do Vitória comemoram gol com a torcida na Arena Fonte Nova (Foto: Reprodução SporTV)Jogadores do Vitória comemoram gol com a torcida
(Foto: Reprodução SporTV)
Mesmo dominado em campo, o Bahia ainda tentou uma reação. Zé Roberto aproveitou cruzamento de Magal para fazer o gol que acabou sendo de honra do Tricolor. Poderia ser uma reação. Mas não foi. O Vitória não deu espaço para o rival acreditar em um empate. Vander, que foi dispensado do Bahia por deficiência técnica, e Escudero fecharam a goleada histórica na Fonte Nova.
Em clima de festa, a torcida do Vitória só queria saber de comemorar. Ziriguidum e “Ah, lelek lek lek” viraram a trilha sonora da inauguração da Arena Fonte Nova. Com mais da metade da torcida do Bahia já fora da Arena, os rubro-negros encontraram mais um estádio para chamar de seu. A segunda casa do Vitória: “A-ha, u-hu, a Fonte Nova é nossa”.
 

Virado', Leandro marca, e Palmeiras se classifica ao vencer a Ponte Preta


Verdão consegue 2 a 1 no Moisés Lucarelli, em Campinas, e alcança sua terceira vitória consecutiva. Macaca perde invencibilidade no campeonato
A Ponte Preta começou a 17ª rodada como a única equipe invicta do Campeonato Paulista. Isso antes de encarar um determinado Palmeiras, que mudou de postura após ser goleado por 6 a 2 para o Mirassol. Deste então, não perdeu mais. Com o 2 a 1 deste domingo, no Moisés Lucarelli, o Verdão chegou à terceira vitória consecutiva – algo que não acontecia desde outubro do ano passado – e subiu para a sexta colocação, com 31 pontos. Como o Linense, em nono lugar, aparece com 24, o Alviverde já está classificado para a fase mata-mata.
E quem marcou o gol do triunfo foi o “fominha” Leandro. Após disputar o amistoso da Seleção neste sábado, contra a Bolívia, e fazer um dos gols da vitória por 4 a 0, o atacante chegou ao Brasil na madrugada deste domingo, viajou para Campinas e foi titular. Após passar o primeiro tempo em branco, balançou as redes pelo segundo dia consecutivo e assegurou os três pontos para o Verdão.
Se por um lado o Palmeiras comemorou uma boa série que iniciou no fim do mês passado – contra Linense (2 a 1) e Tigre (2 a 0, pela Taça Libertadores) –, a Ponte Preta viu um recorde ir por água abaixo. A Macaca perdeu uma invencibilidade de 19 partidas. Desde as últimas rodadas do ano passado o time de Campinas não sabia o que era ser derrotado. Com o resultado, a equipe ficou em segundo lugar, com 34 pontos.
No próximo domingo, a Ponte Preta recebe o Mirassol pela penúltima rodada do Campeonato Paulista, às 18h30m (de Brasília). O Palmeiras, antes de jogar pelo estadual contra o Guarani, no mesmo dia, às 16h, no Pacaembu, terá um compromisso pela Libertadores. Na quinta-feira, o Verdão encara o Libertad, às 19h15m, no mesmo Pacaembu.
 

Vasco joga mal, sofre, mas vence o Friburguense na base da superação


Com o menor público de um grande no estadual (546 pagantes), time cruz-maltino faz 2 a 1 no Frizão e alcança primeira vitória na Taça Rio
O Vasco, enfim, conseguiu a primeira vitória no returno do Campeonato Carioca. Tarde demais. Em dia de pouco público (546 pagantes, o pior de um clube grande nesta edição, com renda de R$ 10.300) e protestos em São Januário, o time de Paulo Autuori entrou em campo neste domingo já eliminado da Taça Rio, fez primeiro tempo muito ruim, mas recuperou-se na etapa final e conseguiu vencer o Friburguense por 2 a 1. Tenorio e Dakson marcaram para o Cruz-Maltino, e Lucas fez para o Frizão. Com o resultado, o Vasco sai da lanterna do Grupo A, chega a quatro pontos e apenas cumprirá tabela contra Quissamã e Madureira, nas duas últimas rodadas.
Decisivo em seu primeiro toque na bola, aos 37 do segundo tempo, o meia Dakson elogiou a luta da equipe.

- Independentemente de quem tenha feito o gol, o que vale é a vitória. Espero que o time reencontre o caminho da vitória. Sempre coloco o grupo na frente. O espírito de luta foi o que valeu, e saímos vitoriosos - disse, em entrevista à "Rádio Globo".

As chances de classificação do Friburguense diminuem. O time está em quarto lugar na chave, com seis pontos, tem ainda três partidas a cumprir, e uma delas é contra o Botafogo, quarta-feira, às 16h, em Moça Bonita. Na sexta rodada, o time da Região Serrana encara o Madureira, no Eduardo Guinle, sábado, às 16h. No domingo, apenas para cumprir tabela, o Vasco recebe Quissamã no mesmo horário.
Nivelado... Por baixo
Eliminado, em crise, desencontrado. Motivado, disposto, mas limitado. Adjetivos atribuídos a Vasco e Friburguense, respectivamente, no entediante primeiro tempo em São Januário. Foram 45 minutos de futebol ruim, que pouca gente viu das arquibancadas. As organizadas do Cruz-Maltino decidiram não entrar no estádio e protestaram no portão principal. Dentro, houve quem pedisse a renúncia do presidente Roberto Dinamite.    
tenorio nei vasco x friburguense (Foto: Marcelo Sadio / Site Oficial do Vasco)Nei cumprimenta Tenorio, autor do primeiro gol do jogo (Foto: Marcelo Sadio / Site Oficial do Vasco)
Ainda com chances de ir à semifinal da Taça Rio, o Frizão lançou-se ao ataque e dominou as primeiras ações. Bidu chutou forte e assustou Michel Alves. Depois, Diego Guerra acertou uma cabeçada na trave. Desencontrado e desnorteado, o Vasco custou a chegar ao gol adversário de forma organizada. Só aos 21 minutos conseguiu levar perigo. Após o cruzamento de Fellipe Bastos, Pedro Ken cabeceou mal.
O lance deu ao Vasco uma melhora tímida, mas que resultou em gol, aos 24. Bernardo bateu da entrada da área, o goleiro Adílson deu rebote, e Tenorio concluiu para fazer 1 a 0. Na comemoração raivosa, expressão fechada e socos no ar. Gol que encerrou um jejum: a equipe não marcava há cinco partidas e pela primeira vez balançou a rede na Taça Rio.   
Em desvantagem, o Friburguense voltou a jogar melhor e chegou ao empate. Aos 35, Lucas chutou de muito longe, o goleiro Michel Alves demorou a saltar para tentar defender e viu a bola entrar no meio da meta: 1 a 1. O segundo gol vascaíno quase saiu aos 40. Tenorio tentou em chute forte dentro da área, mas Adílson defendeu.
Alterações de Autuori funcionam, e Dakson decide
BERNARDO VASCO X FRIBURGUENSE (Foto: ANDRÉ LUIZ MELLO/AGÊNCIA O DIA/Agência Estado)Bernardo levou perigo em chutes de fora da área (Foto: ANDRÉ LUIZ MELLO/AGÊNCIA O DIA/Agência Estado)
Paulo Autuori mandou o Vasco para o segundo tempo com uma mudança. O lateral-esquerdo Yotún saiu para a entrada de Elsinho, que assumiu a lateral direita, enquanto Nei foi deslocado para a esquerda. A alteração pouco acrescentou nos primeiros minutos, e as duas equipes jogavam em ritmo lento. A partir da segunda mexida de Autuori, no entanto, o Cruz-Maltino cresceu. Thiaguinho ficou com a vaga de Tenorio e deu mais velocidade ao time.
Em dois chutes da entrada da área, Bernardo obrigou o goleiro Adílson a se virar para evitar o segundo. Pela primeira vez na partida, os torcedores apoiaram o Vasco. O Frizão passou a tentar explorar contra-ataques, mas sem sucesso. Nem a necessidade de vitória para seguir firme na disputa pela classificação impulsionou o time, que errou passes ao extremo e pouco criou.   
O ímpeto do Vasco não diminuiu, apesar de o time não conseguir vencer a defesa do Friburguense. Depois de Bernardo, foi a vez de Romário parar no goleiro Adílson, que passou a ser o principal nome da equipe da Região Serrana. A terceira mudança de Autuori foi decisiva. Dakson entrou no lugar de Fellipe Bastos, muito vaiado na saída de campo, aos 36. No primeiro toque na bola, o meia recebeu na área e bateu no cantinho para conseguir fazer 2 a 1. Enfim, a primeira vitória cruz-maltina na Taça Rio. Tarde demais.
 

Em dia de Vitinho, Botafogo vence Olaria por 3 a 0 e elimina o Vasco


  Mesmo desfalcado e na maior parte do tempo sem apresentar um grande futebol, o Botafogo passou pelo Olaria neste domingo, no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, diante de 2.884 pagantes (foram 3.820 presentes, com R$ 38.710 de renda). Brilhante foi Vitinho, que entrou aos 28 minutos do segundo tempo e mudou o jogo. Com dois golaços, ele deu um belo desfecho a uma partida, até então, morna. Lodeiro abriu o placar. A vitória por 3 a 0 acabou definitivamente com as chances de classificação do Vasco para a semifinal da Taça Rio. Ainda houve uma polêmica: um gol mal anulado de Fellype Gabriel, por suposto toque de mão (a bola bateu na barriga do jogador).
Destaque do jogo, Vitinho tratou de dividir os louros pela vitória alvinegra (a sexta seguida) com o restante do time.
- Não é o mais importante (brilho pessoal), mas sim o próprio grupo. Se eu tiver que jogar só no segundo tempo, o importante é entrar para fazer isso aí: ajudar o time com gols - disse o jovem.
Com a vitória, os alvinegros, apesar de terem um jogo a menos, lideram o Grupo A. Eles chegaram a 12 pontos , mesmo número do Volta Redonda, mas levam vantagem no saldo de gols. Na próxima quarta-feira, às 16h, em Moça Bonita, o time de Oswaldo de Oliveira enfrenta o Friburguense, em jogo atrasado da terceira rodada.
O Olaria, por sua vez, permanece com cinco pontos e ocupa a quinta colocação no Grupo A da Taça Rio. O time, lanterna na clasificação geral, corre sério risco de rebaixamento. O próximo compromisso é no sábado, contra o Volta Redonda, no Raulino de Oliveira, às 16h.
Primeiro tempo morno
No Botafogo, Seedorf foi poupado para fazer um trabalho de condicionamento físico. Cidinho, submetido a uma cirurgia no joelho direito, e Andrezinho, com um problema no púbis, também ficaram fora. Jefferson e Dória, que serviram à seleção brasileira no sábado, completaram a lista de baixas no Glorioso. No Olaria, os desfalques foram do zagueiro Cléberson, expulso contra o Friburguense, além do goleiro Moreno, com dengue, e do veterano atacante Zé Carlos, machucado.
vitinho botafogo x olaria (Foto: Fabio Castro/Agif)Vitinho celebra um dos gols que marcou na vitória alvinegra em Volta Redonda (Foto: Fabio Castro/Agif)
A partida começou morna, com ambas as equipes demonstrando certa cautela. Mas não demorou para o Botafogo começar a criar chances. Aos 12, em jogada de Rafael Marques, Bruno Mendes apareceu livre na esquerda, mas finalizou em cima do goleiro do Olaria. Dois minutos depois, Lodeiro avançou sem marcação e bateu da entrada da área, pela esquerda, com perigo.
Com o meio de campo bastante congestionado, a partida voltou ao ritmo lento, com o Botafogo insistindo em jogadas pelo meio. Aos 22, uma bola alçada na vertical para a área interrompeu o marasmo e achou André Bahia, que tentou ajeitar de cabeça para Bruno Mendes, mas mandou pela linha de fundo. Os alvinegros passaram a tentar jogadas pelos flancos. Surgiram mais espaços, mas faltava qualidade nos cruzamentos. O chute torto de Bruno Mendes aos 31 minutos foi a síntese da partida até então.
A melhor chance alvinegra aconteceu aos 36. Em falta na entrada da área, pela direita, Lodeiro obrigou Gustavo a espalmar com a ponta dos dedos, apenas o suficiente para desviar a bola para o travessão.  Aos 42, Marcelo Mattos deu ótimo passe para Rafael Marques, que dominou com dificuldade, mas conseguiu limpar a marcação e bater para boa defesa de Gustavo. Fellype Gabriel reconheceu a dificuldade na criação no intervalo.
- Eles estão fechando bem o meio para conseguir o contra-ataque. Precisamos trabalhar mais a bola e ter um pouco mais de tranquilidade para fazer o gol - analisou o meia na saída para o vestiário.
Vitinho incendeia no fim
No segundo tempo, a história mudou. O uruguaio Lodeiro, melhor em campo, aproveitou uma falha do zagueiro Thiago, driblou o goleiro e marcou com o gol vazio: 1 a 0, logo aos quatro minutos. A partir daí, o Botafogo passou a ter ainda maior domínio ofensivo, mas com o Olaria retraído, as oportunidades voltaram a ficar escassas.
rafael marques botafogo x olaria (Foto: Fabio Castro/Agif)Rafael Marques é marcado. Atacante esteve perto de fazer gol na etapa inicial (Foto: Fabio Castro/Agif)
Aos 19 minutos, Lodeiro teve espaço e bateu para o gol. A bola desviou na zaga, facilitando o trabalho de Gustavo. A maioria das jogadas parava em erros de passe, impedimentos ou faltas. O Olaria não demonstrava muito interesse em partir para cima, e os alvinegros davam sinais de satisfação com o resultado.

Aos 30, o Botafogo teve um gol mal anulado pelo árbitro Rodrigo Carvalhaes de Miranda, que seguiu a orientação do auxiliar posicionado atrás da rede, João Batista de Arruda. Fellype Gabriel recebeu cruzamento de Lodeiro na medida e bateu em cima de Gustavo. A bola voltou, tocou na barriga do alvinegro e foi para o gol. O juiz anulou alegando toque inexistente de mão.
Mas não houve maiores problemas. Pouco depois, Vitinho, que entrara no lugar de Bruno Mendes aos 28 minutos, fez grande jogada individual, deixando três marcadores pelo caminho, e bateu com categoria: 2 a 0. Já nos acréscimos, o jovem aprontou de novo. Vitinho arrancou para cima da zaga do Olaria e bateu com força, na gaveta, e fechou o placar.
 

Mistão corintiano vence São Bernardo e garante classificação


  Após 17 longas rodadas, o Corinthians assegurou uma vaga nas quartas de final do Campeonato Paulista. E não precisou de muito para isso. Jogando com time misto e para o gasto, sem empolgar, o Timão fez 2 a 0 no São Bernardo, neste domingo, no Pacaembu, e pode pensar com maior tranquilidade na disputa da Taça Libertadores. Os gols de Jorge Henrique, no primeiro tempo, e Guerrero, nos minutos finais, deram a justa vitória à equipe alvinegra. Nem tudo é festa, no entanto. O Corinthians teve dois jogadores lesionados: Guilherme Andrade e Fábio Santos. Ambos serão avaliados.
Guerrero ainda chegou a perder um pênalti (Chicão havia pedido para bater, mas o peruano insistiu e chutou nas mãos do goleiro Wilson Junior). Foi a quarta penalidade desperdiçada pelo Timão no ano, em sete tentativas
O resultado leva a equipe de Tite aos 32 pontos, oito a mais do que o Linense, primeiro time fora da zona de classificação. O São Bernardo permanece com 17, ainda sob risco de rebaixamento.
O Corinthians volta a campo na quarta-feira, para enfrentar o San José, às 22h (horário de Brasília) no Pacaembu. Pelo Estadual, tem jogo no próximo domingo: contra o Linense, no interior paulista. O São Bernardo recebe o Mogi Mirim também no domingo, às 18h30m, no ABC.
romarinho CORINTHIANS X SÃO BERNARDO (Foto: Marcos Bezerra/Futura Press/Agência Estado)Romarinho éi um dos destaques do Timão neste domingo (Foto: Marcos Bezerra/Futura Press/Agência Estado)
‘Corintiano’ marca, mas maldição volta
A falta de entrosamento tem causado momentos de intranquilidade ao Corinthians em jogos menores do Campeonato Paulista. Com oito mudanças em relação à equipe que venceu o Millonarios, na Colômbia, na última quarta-feira, pela Libertadores, Tite tentou dar criatividade ao meio-campo com as entradas de Edenílson e Guilherme – Guilherme Andrade foi deslocado para a lateral direita. Sem um padrão definido, o Timão sofreu pressão do rápido ataque do São Bernardo.
Abertos pelas pontas, Gil e Ricardinho conseguiram abrir espaços na defesa corintiana, assim como Bady. O meia criou a melhor chance da equipe do ABC, cruzando na cabeça de Ricardinho, que acertou a trave. Faltava maior participação do artilheiro Fernando Baiano, bem marcado por Gil e Chicão. A posse de bola que Tite tanto cobra acabou ficando com o São Bernardo, que merecia até abrir o placar nos primeiros 25, 30 minutos.
O panorama só mudou quando Romarinho chamou o jogo. Ele é a aposta de Tite para resolver o problema da criação de jogadas enquanto Douglas e Renato Augusto não podem jogar. Em 15 minutos, o novo meia teve sua melhor apresentação jogando pelo setor, abriu espaços e deixou os atacantes mais livres. Foi o caso de Jorge Henrique, que teve caminho aberto para arriscar de fora da área e fazer 1 a 0 Corinthians, aos 37 minutos - antes de entrar, a bola desviou no zagueiro Luciano Castán, irmão de Leandro Castán, campeão da Taça Libertadores pelo Timão no ano passado, e atualmente no Roma.
guerrero corinthians jogo são bernardo (Foto: Daniel Augusto Jr./ Agência Corinthians)Guerrero perde pênalti, mas marca o segundo gol no fim (Foto: Daniel Augusto Jr./ Agência Corinthians)
Com Romarinho endiabrado, o Corinthians poderia ter matado o jogo antes do intervalo. Veloz, o atacante sofreu pênalti de Dudu aos 42 minutos, mas não contava com cobrança tão displicente de Paolo Guerrero - Chicão havia pedido para bater, mas o peruano insistiu. Foi a quarta penalidade desperdiçada pelo Timão na temporada, em sete cobranças.

Danilo no controle, vitória garantida
O chute certeiro de Fernando Baiano que foi salvo por Julio Cesar (e pela trave), aos 3 minutos, dava a indicação de que o São Bernardo tentaria o empate sem se importar com as consequências defensivas. Não passou de uma indicação. Logo no início do segundo tempo, Tite usou a experiência que tinha no banco de reservas e ganhou o jogo ali. Danilo substituiu Giovanni e deu a posse de bola que o Timão e seu técnico tanto queriam.
Um lançamento perfeito para Guerrero quase marcar foi o lance mais vistoso do discreto meia no Pacaembu. Mesmo sem aparecer tanto para a torcida, ele foi decisivo: segurou a bola, controlou o jogo, acionou Romarinho em várias oportunidades. Apesar do bom desempenho, o magro 1 a 0 incomodava. Não à toa: este Corinthians se acostumou a ceder empates improváveis no Paulistão.
Guerrero ia acumulando chances perdidas. O pênalti perdido o deixou engasgado, nervoso a cada chance perdida, mas ele insistiu, fazendo jus ao nome, e acabou recompensado aos 42. Romarinho recebeu de Danilo, mas adiantou demais a bola. O peruano vinha atrás e só empurrou para o gol.
O jogo não foi inesquecível, longe disso, mas ao menos serviu para o Corinthians confirmar a classificação à segunda fase.
 

Reservas do São Paulo vencem Botafogo-SP em noite sem brilho



Time de Ney Franco segue como líder isolado do Paulistão. Equipe de Ribeirão Preto ainda luta para se classificar para a próxima fase

O time reserva do São Paulo não brilhou em Ribeirão Preto, mas cumpriu bem o seu papel. Com gols no segundo tempo, o Tricolor venceu o Botafogo por 3 a 1 e se manteve isolado na liderança do Campeonato Paulista, com quatro pontos a mais que o segundo colocado (38 a 34) e um jogo a menos que os demais. Essa diferença vai chegar ao fim na próxima quarta-feira, quando o time de Ney Franco vai enfrentar o União Barbarense, em Santa Bárbara D'Oeste, às 19h30m. Já o rival se manteve na sétima posição, lutando para chegar às quartas de final.

Depois da derrota para o Strongest na Bolívia, na última quinta-feira, a comissão técnica do São Paulo preservou o elenco titular. Apenas Aloísio e Maicon viajaram para Ribeirão Preto, mas começaram o duelo na reserva. A formação são-paulina foi 100% reserva, com Wellington, Fabrício, Douglas e Cañete no meio, Ademílson e Wallyson na frente.

Os gols só saíram depois do intervalo: Lúcio, Aloísio e Ademílson garantiram a vitória tricolor, a 12ª neste paulistão - Dimba descontou. Caso a equipe vença na próxima quarta, já garante o primeiro lugar com duas rodadas de antecipação. Uma boa notícia para o time que, na Libertadores, precisa vencer o Atlético-MG na próxima semana, dia 17, e torcer para o Arsenal contra o Strongest.

- Temos de fazer o nosso papel e acreditar sempre - resumiu Lúcio.
São Paulo na frente, mas só no número de atletas

Com uma formação totalmente diferente do jogo na Bolívia, o São Paulo teve problemas com o entrosamento em Ribeirão Preto. A melhor jogada criada pela equipe logo no começo do jogo nasceu dos pés de Rodrigo Caio, que lançou Wallyson pelo lado direito. O atacante cruzou rasteiro para Marcelo Cañete, que chegou atrasado e não conseguiu completar para o gol. O argentino foi o responsável pela armação das jogadas ao lado de Douglas, que apanhou muito na etapa inicial.

Foi após uma falta dura em Douglas que Zé Antônio recebeu o cartão vermelho direto, aos 21 minutos de jogo.A vantagem numérica do Tricolor em campo não se refletiu nas ações. A partir daí, o time de Ney Franco só criou uma chance perigosa, quando Douglas arrancou pelo lado direito e cruzou rasteiro para Cañete, que chutou por cima. O Botafogo lutou muito, mas criou pouco. A cabeçada de Cris, que acertou a trave, foi o lance mais efetivo, que depois a arbitragem invalidou por causa da posição irregular do zagueiro.

O clima entre os atletas esquentou no fim do primeiro tempo. Os jogadores do Botafogo reclamaram da falta de fair play do São Paulo num lance em que o meia Danilo Bueno ficou caído no gramado, e os paulistas seguiram ao ataque. Rodrigo Caio recebeu o amarelo pela falta no camisa 10 do Botafogo, e Nunes, por reclamação dura com a arbitragem. O atacante do time de Ribeirão, que coleciona brigas este ano no Paulistão, deixou o campo irritado no intervalo.
- É assim mesmo, o São Paulo é o São Paulo e tem de ganhar. Mas não vai ganhar, não. Nem que seja na porrada - resmungou.
Lúcio sobe, Fabrício desce

O São Paulo precisou da bola parada de Lúcio e da falha do goleiro Rafael para abrir caminho para a vitória diante do Botafogo. Em cobrança de falta, com força, no meio do gol, o zagueirão voltou a ganhar confiança que havia perdido desde a derrota para o Arsenal, na Argentina, quando externou sua irritação com o técnico Ney Franco por causa da sua substituição.

O “irritadinho” da vez agora é Fabrício, que foi “preservado” por Ney Franco. O técnico tirou o volante temendo que ele pudesse ser expulso em Ribeirão Preto, após receber o cartão amarelo. Fabrício deixou o gramado balançando a cabeça, mostrando desaprovação, e disse:

- Calma, professor, deixa eu jogar...

Mesma atitude teve Marcelo Veiga no intervalo, quando sacou Nunes para a entrada de Francis. O técnico, que já estava com um homem a menos, temia uma nova expulsão. E ela aconteceu aos 17 minutos, com o vermelho de André. O Botafogo ficou apenas dois minutos com dois homens a menos, porque Rodrigo Caio também foi expulso após levar o segundo amarelo, ambos em falta no camisa 10 Danilo Bueno.

Com menos jogadores, o São Paulo cresceu, aproveitou os espaços e se manteve isolado na ponta. Ney Franco colocou Maicon e Aloísio em campo, únicos que estiveram na Bolívia e viajaram para Ribeirão. Após o gol de falta de Lúcio, o Botafogo se abriu. Aloísio aproveitou e fez um golaço, aos 34 minutos. Ademílson também fez o seu após bonita jogada individual e “tabela” com zagueiro da equipe de Ribeirão.
O Botafogo ainda fez o gol de honra, aos 46 minutos. Após um chute de fora da área de Giovanni, Denis espalmou no pé de Dimba, que não perdoou.
 

Mega-Sena acumula e deve ir a R$ 13 milhões

Dezenas sorteadas foram 01 - 35 - 39 - 53 - 55 - 56.
Quina teve 53 ganhadores, que vão levar R$ 38.750,70 cada.



Ninguém acertou os seis números do concurso 1.483 da Mega-Sena, realizado na noite deste sábado (6). O prêmio fica acumulado e, segundo a Caixa Econômica Federal, deve chegar a R$ 13 milhões no próximo sorteio, marcado para quarta-feira (10).
Veja as dezenas sorteadas: 01 - 35 - 39 - 53 - 55 - 56.
Embora ninguém tenha acertado os seis números, 53 apostadores fizeram a quina e vão levar R$ 38.750,70 cada. A quadra teve 4.817 ganhadores e pagará R$ 609,08 para cada um deles.
O sorteio foi realizado na cidade de Vassouras (RJ).
A Mega-Sena faz sorteios duas vezes por semana, às quartas e aos sábados. As apostas devem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio em qualquer uma das 11,9 mil lotéricas. A aposta mínima custa R$ 2.
 

Flu bate Resende com fim de jejum de Rhayner, mas vê Fred sair lesionado


Tricolor fica perto das semifinais e elimina o Flamengo do Carioca. Apesar disso, ganha dúvidas importantes para duelo decisivo na Libertadores
O Fluminense interrompeu neste sábado, no estádio Raulino de Oliveira, a série de quatro vitórias do Resende com grande estilo: gol do jovem promissor Michael, fim do jejum de mais de dois anos do atacante Rhayner, vitória por 2 a 0 que praticamente garante a vaga nas semifinais da Taça Rio e que assegura a eliminação do rival Flamengo no Campeonato Carioca.
- Fui cruzar a bola. Foi uma jogada de sorte. A sorte está virando. Importante é que pude ajudar a equipe da melhor maneira possível - admitiu Rhayner após o apito final.
Mas um lance em especial preocupou a torcida tricolor: o artilheiro Fred saiu de campo carregado, sem conseguir pisar no chão, com dores na perna direita. Ainda no segundo tempo, quando até Rhayner e o volante Valencia também saíram machucados, o camisa 9 deixou o estádio em Volta Redonda para fazer exames detalhados. Isso em uma semana importante: antes de tentar o ponto que falta para confirmar a classificação no clássico com o Flamengo, domingo que vem, encara um jogo importante contra o Grêmio, quarta, fora de casa, pela Taça Libertadores.
Além de Fred, Rhayner e Valencia, estão no departamento médico do Flu Thiago Neves, Wellington Silva, Diguinho, Marcos Júnior e Wellington Nem - este tem chance de jogar  quarta.
Com o resultado, o Tricolor chega aos 13 pontos, assume o primeiro lugar do Grupo B e se credencia como o principal adversário do Botafogo, campeão do turno e finalista, na luta pelo título carioca. O Resende, em segundo, com 12, continua com boa vantagem: se vencer o Audax Rio no sábado que vem, assegura uma das duas vagas da chave.
michael fluminense x resende (Foto: Photocamera)Michael comemora o primeiro gol do Flu, feito numa cabeçada certeira (Foto: Photocamera)
Suspense logo no início
A partida tinha apenas sete minutos, quando o principal candidato a protagonista pediu para ser substituído. Fred, ao tentar alcançar um cruzamento, sentiu dores no joelho direito e teve que sair de campo carregado, dando vaga ao garoto Michael. Em seguida, o Resende quase abriu o placar em grande estilo: Kim cobrou uma falta do meio da rua fazendo a bola explodir no travessão. Pelo Flu, Rhayner, ainda lutando contra o jejum que acabaria minutos depois, se enrolou com Leandro Eusébio na área após lançamento de Wagner. Aos 22, o zagueiro tricolor apareceu bem, mas o goleiro Mauro tirou a bola da sua cabeça com um tapa providencial.
Diego Cavalieri também trabalhou bem defendendo em dois tempos um chute à queima-roupa de Dudu, em contra-ataque do Resende. Mas, aos poucos, o Flu foi se organizando e tomando conta do jogo. Primeiro, Michael cabeceou para fora um cruzamento perfeito de Bruno pela direita. E aos 39, na melhor oportunidade tricolor na etapa inicial, Wagner recebeu de Rafael Sobis, cortou para dentro e bateu no canto. De novo o goleiro Mauro apareceu, desta vez se esticando para espalmar para fora.
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fred Resende x Fluminense (Foto: Photocamera)Fred sai carregado de campo logo no começo de Resende x Fluminense (Foto: Photocamera)
Michael resolve, Rhayner desencanta, e mais problemas
Mesmo com o empate garantindo a classificação, o Resende começou a etapa complementar atacando. Em duas avançadas seguidas pela esquerda levou perigo, um com Elias, defendida por Cavalieri, outra com Kim, esta furada pelo veterano uruguaio Acosta na área. Mas a estrela do garoto Michael brilhou mais. Aos oito minutos, em escanteio cobrado por Wagner, o jovem atacante apenas desviou com estilo, sem chance para o goleiro Mauro: o quarto gol dele no Carioca.
Mas o que levou o Raulino de Oliveira abaixo aconteceu em seguida. Aos 14, Rhayner botou fim ao jejum de 83 jogos sem marcar. O atacante fez ótima jogada pelo lado direito, indo até a linha fundo, e mesmo sem ângulo, arriscou. Ao tentar tirar com um leve toque, Mauro acabou ajudando na direção da bola ao gol. Os jogadores comemoram efusivamente com ele, e até o técnico Abel Braga o premiou com um beijo. A última vez em que Rhayner havia balançado a rede foi no dia 30 de janeiro de 2011, quando ainda atuava pelo Barueri, na derrota por 3 a 1 para o Mogi Mirim. Pouco depois de marcar, machucado, o camisa 22 saiu de campo preocupado, mas visivelmente aliviado e feliz pelos aplausos calorosos da torcida.
No fim, o Fluminense não correu riscos e administrou bem a vitória por 2 a 0.
rhayner fluminense x resende (Foto: Nelson Perez/Flickr Fluminense)Rhayner põe fim ao jejum de gols e comemora efusivamente (Foto: Nelson Perez/Flickr Fluminense)
 
 

IMPERDÍVEL!!
 
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