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31 DE MAIO EM RG

Horário de verão termina à 0h deste domingo, 17



Relógio deve ser atrasado em 1h em três regiões, além do DF e Tocantins.
Economia de energia no período foi de 2.477 MW, de acordo com o ONS.
Terrmina à 0h deste domingo (17) o horário de verão. Com isso, no início da madrugada de sábado (16) para domingo, moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país, além de Distrito Federal e de Tocantins, terão de atrasar em uma hora os seus relógios.

Segundo o Observatório Nacional, o horário de verão, que começou em 21 de outubro de 2012,  teve 88 dias. De acordo com o decreto 7.826, os estados que o adotaram foram Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e  Distrito Federal.

Segundo informação divulgada nesta sexta-feira (15) pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), no período houve redução de cerca de 2.477 megawatts (MW), ou 4,5% do consumo na demanda no horário de pico. No horário de verão anterior, a redução de demanda no horário de pico foi de 2.555 MW, representando 4,6%.
De 2011 para 2012, a mudança de horário gerou uma economia de R$ 160 milhões, já que reduziu a necessidade de uso das térmicas. No horário de verão de 2012 para 2013, a economia teria sido de R$ 200 milhões caso as térmicas não estivessem ligadas, o que a ONS chama de "despesa evitada".
A redução de gasto, no entanto, não ocorreu, já que todas as usinas térmicas estão ligadas e a diminuição no consumo de energia no horário de verão deste ano foi de 250 MW médios.
Melhor aproveitamento
O horário de verão foi criado em 1º de outubro de 1931, com o decreto 20.466. Desde  2008, o horário de verão se inicia no terceiro domingo de outubro e vai até o terceiro domingo de fevereiro.
Segundo a determinação, quando houver coincidência entre o domingo de carnaval e o término da medida, o encerramento se dará no domingo seguinte.
O objetivo do horário de verão é aproveitar os dias mais longos do verão, com mais tempo de luz solar, para economizar energia.

 

Libertadores 2013:Gêmio perde em casa para um time fraco e desconhecido

Grêmio 1 x 2 Huachipato
FASE DE GRUPOS - 1ª RODADA
Grêmio patina na chuva e perde pela 1ª vez na Arena: 2 a 1 para Huachipato
Barcos estreia com gol e boa atuação, mas não é o suficiente para ofuscar os erros defensivos do time de Luxemburgo na Libertadores
Era um jogo de extremos. O Grêmio turbinado por quatro reforços e entusiasmado pela classificação nos pênaltis diante da LDU. O Huachipato, desfalcado de três titulares, e em crise: sem vitória nem gol marcado no Campeonato Chileno, do qual é o atual campeão. Mas Libertadores é diferente. Na primeira partida com o espaço da Geral interditado e sem a chance da avalanche, o Tricolor jogou mal e encontrou um rival dedicado e eficiente. Resultado: patinou na chuva que caiu em Porto Alegre e perdeu por 2 a 1 na estreia da fase de grupos, o primeiro fracasso na Arena, que sofreu com um apagão no intervalo e recebeu 29.174 tricolores.

O revés determinou o mau começo do projeto de ser tri da América. É o terceiro na Chave 8, sem ponto. Tem à sua frente o próprio Huachipato, líder, e o Fluminense. Atrás, o Caracas. Os dois primeiros avançam às oitavas de final.

As duas equipes voltam a campo na próxima quarta-feira. O Tricolor desafia o Fluminense no Rio, enquanto o Huachipato recebe o Caracas. O primeiro é às 22h, o segundo às 19h45m.

grêmio huachipato barcos (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)Barcos estreou com gol na Arena (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)
Filme de terror

Com três caras novas, o Grêmio não se achou. Pareceu perdido em campo. As estreias de André Santos, Adriano e Barcos além do retorno de Cris (recuperado de problema muscular na panturrilha direita) não surtiram o efeito esperado de aumentar a qualidade. Pior: o desentrosamento ficou evidente. Os três treinos da semana, que determinaram as saídas de Alex Telles, Fernando e Marcelo Moreno, respectivamente, não foram suficientes. Foi a tônica do primeiro tempo.

O Huachipato, atual campeão do Chile, tratou de aproveitar o contexto. Com os jogadores bem postados atrás e uma marcação invejável, jamais permitiu a entrada dos rivais em sua área. E, apostando na velocidade de Brian Rodriguez, levou perigo nos contragolpes. Nem parecia estar em crise (perdeu dois e empatou um no campeonato nacional sem marcar um único gol) e com três desfalques (Merlo, Claudio Muñoz e Reyes).

Não demorou para criar oportunidades. A primeira, aos cinco minutos, foi um chute de fora da área de Sandoval, defendido por Marcelo Grohe. Falcone, aos 12, só não marcou, da pequena área, porque teve a finalização bloqueada por André Santos. Era o indício de gol, que saiu aos 16. Brian Rodriguez avançou pela direita e cruzou. Falcone, livre, só completou: 1 a 0.

A adversidade abalou os gremistas. Passes errados, chutões e um time mal posicionado fizeram a torcida reclamar. Nenhuma jogada combinada, nenhuma tabela, uma equipe sem conjunto. Algumas vaias foram logo ouvidas, além dos gritos de ‘Fernando’. Só aos 33, em chute de fora de área de Elano, o Grêmio ameaçou. O goleiro Veloso espalmou. Só não ficou pior pois Grohe fez duas defesas em chutes de Brian Rodriguez, o segundo ao ganhar de Saimon na velocidade e finalizar de dentro da área.

Apagão no estádio e no time

No intervalo, faltou luz na Arena. Os refletores do lado Leste ficaram apagados por quase 15 minutos. O sistema elétrico voltou a funcionar momentos antes de o jogo ser reiniciado. O apagão se refletiu no time.

Com Marcelo Moreno no lugar de Adriano, Luxa apostou no esquema com três atacantes. Mas foi o Huachipato que marcou. Contreras cruzou da direita, e Brian Rodriguez fez de cabeça. Um lindo gol, aos cinco minutos. O atacante se antecipou a Cris e finalizou ao chão, no lado contrário a Grohe: 2 a 0 e indício de tragédia.

O Grêmio teve o mérito de reagir rápido. Uma confusão na área do Huachipato resultou em pênalti. Contreras, literalmente, defendeu com as mãos chute de Barcos. O centroavante pegou a bola, deslocou o goleiro e descontou. A comemoração com gesto típico do Pirata teve a companhia de uma modesta avalanche, celebração proibida por autoridades e Conmebol, entre os corredores das cadeiras atrás do gol no Setor Sul.

Foi o sinal para o técnico Jorge Pellicer entrar em ação. Ele lançou mão de Nunez, um volante, e adotou o sistema de duas linhas de quatro. Eram, então, oito jogadores a bloquear as ações tricolores. Deu certo. Basta ver que só aos 25 Zé Roberto foi lançado e, dentro da área, chutou por cima na saída de Veloso.

Luxa fez a sua cartada final. Sacou André Santos e Vargas para as entradas de Marco Antonio e Welliton. Zé Roberto virou lateral-esquerdo. O Grêmio continuou com mais posse de bola, mas sem força para concluir. Teve em Barcos um atacante voluntarioso. Teve em Zé um oásis. Ele cruzou, após driblar três, para Welliton empatar, mas a bola saiu, aos 40.

O Grêmio perdeu. A primeira derrota na Arena, no seu terceiro jogo – ganhou o amistoso contra o Hamburgo e a partida diante da LDU, pela pré-Libertadores. Terá de se recuperar fora de casa.


 

Libertadores 2013:Palmeiras sofre Para vencer um Fraco time Peruano

Palmeiras 2 x 1 Sporting Cristal Gols: Henrique , Patrick Vieira Gols: Carlos Lobatón
FASE DE GRUPOS - 1ª RODADA
Com 'bênção' de São Marcos, Verdão vence Sporting Cristal na estreia
Em seu primeiro jogo na Libertadores da América, Palmeiras sofre para vencer fraco time peruano, mas deixa torcida satisfeita com entrega

De uma das tribunas do estádio do Pacaembu, o ex-goleiro Marcos assistiu ao jogo do Palmeiras nesta quinta-feira, contra o Sporting Cristal, pela primeira rodada do Grupo 2 da Libertadores. O ídolo alviverde pode até ter sentido falta daquele Verdão de 1999, campeão da América, mas certamente deixou o local satisfeito com a entrega de um time recém-rebaixado à Série B e que busca retomar o caminho do sucesso. Isso não faltou na vitória por 2 a 1 sobre os peruanos, com gols de Henrique e Patrick Vieira.
O pentacampeão Marcos era apenas um entre os 18.433 presentes (para uma renda de R$ 680.550,47) que ficaram apreensivos com a insegurança vista em diversos momentos na equipe de Gilson Kleina. Algo que permitiu ao Sporting Cristal ameaçar o gol do Verdão por diversas vezes. O time peruano, no entanto, é tecnicamente limitado e não aproveitou com eficiência os espaços dados pelos palmeirenses.
Mas o que importa para o torcedor, nesse caso, é que a ansiedade pela estreia na Libertadores passou. E passou com vitória, construída mais na base da raça do que na técnica. Talvez esse seja o caminho do Verdão no torneio sul-americano. Com o resultado, o time salta na frente no Grupo 2, com três pontos. Tigre, da Argentina, e Libertad, do Paraguai, estreiam no dia 21, em duelo no estádio Monumental Victoria, na Argentina.

O próximo jogo do Palmeiras é o clássico contra o Corinthians, pelo Campeonato Paulista, no domingo, às 17h, também no Pacaembu. Pela Libertadores da América, os comandados de Gilson Kleina voltam a jogar no dia 28, contra o Libertad, em Assunção, no Paraguai.
Wesley do Palmeiras e Lobatón do sporting Cristal (Foto: Miguel Schincariol / Ag. Estado)Wesley, do Palmeiras, e Lobatón, do Sporting Cristal (Foto: Miguel Schincariol / Ag. Estado)
Cabeçada certeira
O Palmeiras iniciou sua estreia na Libertadores da América de forma acelerada. Mas pouco eficiente. Ao mesmo tempo que pressionou o Sporting Cristal em seu campo de defesa, a equipe brasileira errou muitos passes e ficou vulnerável no setor defensivo. Mesmo assim, o Verdão foi quem deu início aos lances mais perigosos.
Logo aos cinco minutos, Patrick Vieira apareceu bem colocado no ataque, recebeu em profundidade e chutou cruzado. Empolgada, a torcida alviverde empurrou o time para cima dos peruanos. Tanto que três minutos depois o Verdão quase marcou. Souza lançou para Wesley na grande área. Mas o chute passou por cima do gol.
Muito embora estivesse melhor em campo, o Palmeiras, mais uma vez, ficou refém dos seus próprios erros. Precipitada, a equipe perdeu algumas bolas bobas no meio de campo, errou outros passes e permitiu ao adversário criar chances no ataque. Mas nada que preocupasse muito a torcida alviverde.
Quando deixava a afobação de lado, o time de Gilson Kleina era perigoso. Insistente muitas vezes. E foi assim que o Palmeiras chegou ao gol, aos 39 minutos. Wesley bateu o escanteio da direita, Henrique subiu na grande área e marcou de cabeça. A defesa do Sporting Cristal ainda tentou tirar em cima da linha, mas o arremate foi forte. Na arquibancada, a torcida do Verdão, tensa com a partida, fez a festa e gritou o nome do autor do gol, que apareceu com oportunismo para colocar o Verdão em vantagem.
Henrique gol Palmeiras x Sporting Cristal (Foto: Reuters)Henrique comemora seu gol, o primeiro do Palmeiras sobre o Sporting Cristal (Foto: Reuters)
Susto e alívio
A etapa final não começou bem para o Palmeiras. Logo de cara, aos seis minutos, o Sporting Cristal empatou a partida. Lobatón foi derrubado na grande área por Marcelo Oliveira e o árbitro uruguaio Martín Vazquez marcou pênalti. Na cobrança, o próprio Lobatón acertou o canto esquerdo do goleiro Fernando Prass: 1 a 1.
Na base da raça, da dividida e da vontade, então, o Palmeiras foi em busca do segundo gol. Mas a vulnerabilidade da defesa não permitia ao Verdão arriscar muito. Toda vez que saía demais ao ataque, o time brasileiro sofria com os contra-ataques peruanos. Afinal, o Sporting Cristal, recuado, jogava para surpreender dessa forma.
Com a intenção de colocar o Palmeiras mais à frente, Gilson Kleina sacou Márcio Araújo aos 15 minutos e colocou o atacante Caio. O problema é o que o volante substituído é, certamente, um dos jogadores mais entrosados com o time em 2013. Mas o técnico preferiu manter em campo o improvisado zagueiro Vilson no setor.
De qualquer maneira, a ideia de partir para o ataque deu certo. Aos 22 minutos, Patrick Vieira mostrou oportunismo ao receber ótimo passe de Caio. A jogada começou com cruzamento de Marcelo Oliveira da esquerda. Caio, de costas para o gol, tentou o domínio, errou, mas acabou ajeitando para o autor do gol encher o pé.
Voltar a ficar em vantagem no placar deu mais segurança ao Palmeiras e calou o princípio de pressão do time peruano. Deu também mais ânimo à torcida, que coloriu o Pacaembu com faixas verdes, brancas e vermelhas e cantou orgulhosa: "Chiqueiro, chiqueiro, festa no chiqueiro". A primeira vitória na Libertadores foi conquistada, mas com muito sufoco e graças a Fernando Prass, que fez duas belas defesas no fim, salvando o Verdão.
Patrick Vieira gol palmeiras (Foto: Levi Bianco / Ag. Estado)
 

Libertadores:Flu Ganha Fora de Casa

Uma vida nova começou para o Fluminense na Taça Libertadores. E a estreia foi com o pé direito. O pé direito de Fred, que acertou um chute preciso na vitória por 1 a 0 sobre o Caracas, no Estádio Olímpico, na Venezuela, na noite desta quarta-feira. A partida foi marcada pela pressão final venezuelana que quase resultou no empate. O triunfo deixa o Flu na liderança temporária do Grupo 8, já que Grêmio e Huachipato se enfrentam nesta quinta.
Apesar de ter conquistado os três pontos, o clima de tensão rondou o Fluminense ainda antes do jogo. O diretor executivo Rodrigo Caetano fez um comunicado, minutos antes de a bola rolar, para avisar que Thiago Neves estava fora por ter utilizado um remédio não prescrito pelo departamento médico do clube. Rafael Sobis foi o substituto. Fora isso existia um gramado irregular, com muitos buracos.
- O importante é sempre começar bem. Por mais que se jogue, que se tenha experiência, a estreia é complicada. Foi muita luta, e o campo, infelizmente, em más condições. Conseguimos jogar, criar, igualar as condições. O time está de parabéns pela entrega e principalmente pela vitória - avaliou o goleiro Diego Cavalieri após o jogo.
O Tricolor volta a campo na próxima quarta (20), contra o Grêmio, no Engenhão, às 22h (horário de Brasília). Já o Caracas visita o Huachipato, no Chile, no mesmo dia, mas às 19h45m.
Fred comemora gol do Fluminense sobre o Caracas (Foto: AP)Fred comemora o gol do Fluminense, marcado ainda no primeiro tempo de jogo (Foto: AP)
Fred garante
Assim como a irregularidade do gramado sugeria, o jogo foi devagar no primeiro tempo. Apesar das reclamações pré-jogo, o Fluminense tentou se adequar aos problemas enfrentados no Estádio Olímpico, localizado dentro de uma universidade em Caracas. Tocando a bola com calma e esperando as melhores oportunidades, o time conseguiu ter maior posse de bola. E foi criando aos poucos o espaço para o gol.
Chegou até a ter finalização na trave. Em um dos cruzamentos para a área, a bola sobrou para Fred, que escorou para o meio. Sobis completou, mas parou na baliza. Wellington Nem pegou a sobra, mas o árbitro colombiano José Buitrago assinalou o impedimento.
Enquanto isso, o perigo na defesa vinha do lado esquerdo, em cima de Carlinhos. Edinho, recuado quase como um terceiro zagueiro, ajudou na marcação, porém o Caracas encontrava espaço para insistir em bolas lançadas na área.
Para evitar problemas, estava lá Fred, com seu pé direito, para aliviar. Depois de pegar a sobra em um chute de Sobis que tocou na defesa adversária, ele chutou com força, preciso, para abrir o placar, aos 31 minutos.

Sufoco e pressão do Caracas

Na volta do intervalo, Abel Braga informou que Carlinhos estava tonto. Monzón chegou a aquecer para substituí-lo, mas o lateral seguiu em campo. Assim como seguiram as insistentes investidas pelo lado direito do ataque venezuelano. A defesa conseguiu se segurar, assim como Diego Cavalieri, em uma boa defesa logo aos cinco minutos.

Edinho e Otero, Fluminense x Caracas (Foto: EFE)Edinho disputa a bola com Otero, do Caracas (Foto: EFE)
Sem muita chance para carregar a bola no gramado, o Fluminense apostou em cobranças de falta e chutes de fora da área. Nada muito eficiente. E, assim como nos últimos anos, a estreia tinha de ser com sufoco, apesar de não ter sido derrotado em nenhuma delas. O técnico Ceferino Bencomo colocou o time para cima. E Abel Braga lançou Valencia no lugar de Wagner, para reforçar o setor defensivo.
Aos 44 minutos, o desespero bateu à porta tricolor. Valencia deu um chute para o alto, na direção do próprio gol, e Cavalieri pegou a bola - lance parecido com o que Wellington Nem fizera antes e nada fora marcado - e o árbitro assinalou tiro livre indireto. Após bola rolada, Otero chutou rasteiro, muito perto do canto direito do goleiro. Para fora. Alívio e três pontos para o Tricolor.
 

Libertadore:Galo Ganha Do São Paulo na primeira Rodada da Fase de grupo da Libertadores 2013

Belo Horizonte, MG / Independência, Quarta-Feira, 13/02/2013 - 22:00
Min:19 - Max:32 ºcSol com algumas nuvens
Atlético-MG 2 x 1 São Paulo
Gols: Jô , Réver Gols: Aloísio
FASE DE GRUPOS - 1ª RODADA
Com assistências e lance de 'sorte', R10 decide, e Galo vence São Paulo
No embalo do craque e maestro Ronaldinho Gaúcho, Atlético-MG faz 2 a 1 no Tricolor Paulista e larga bem na fase de grupos da Taça Libertadores

O confronto prometia ser espetacular. Em campo, três campeões mundiais pela seleção brasileira (Rogério Ceni, Lúcio e Ronaldinho Gaúcho), craques consagrados e jovens promissores. Além disso, um ambiente propício ao grande espetáculo: estádio lotado - 18.187 pagantes -, e tensão no ar garantiam dramaticidade à partida. A estreia de Atlético-MG e São Paulo na fase de grupos da Taça Libertadores teve todos esses ingredientes, e mais uma pitada de esperteza, na vitória do Galo por 2 a 1 na noite desta quarta-feira, no Independência, em Belo Horizonte.
Jô e Ronaldinho Gaúcho gol Atlético-MG (Foto: EFE)Jô e Ronaldinho Gaúcho e Jô comemoram o gol do Atlético-MG (Foto: EFE)
Com tantos craques e possibilidades, um dos lances decisivos da partida saiu numa jogada estranha, imprevisível, inesperada. Ronaldinho Gaúcho, o maestro do Atlético-MG, aproveitou-se de um descuido incrível da defesa são-paulina e, livre na área adversária, recebeu a bola após cobrança de lateral. Sem marcação, bastou tocar para o atacante Jô, que mandou para as redes. O detalhe curioso do lance é que R10, ao perceber que a bola estava parada, foi beber um pouco de água com Rogério Ceni, que lhe ofereceu a garrafa
- Foi sorte. Eu estava limpando a boca e, quando vi, o juiz autorizou a cobrança. Não foi nada ensaiado - afirmou Ronaldinho Gaúcho, na saída do primeiro tempo.
De propósito ou não, o lance contribuiu para garantir os primeiros três pontos ao Atlético-MG na Taça Libertadores 2013. E Em mais uma jogada sensacional de Ronaldinho Gaúcho, que driblou pela direita, passou por dois adversários e cruzou com perfeição, Réver cabeceou com estilo para marcar o segundo gol do Galo. Já no fim da partida, Aloísio ainda diminuiu o placar, em ótima enfiada de bola de Luís Fabiano. Mas já era tarde. Embora tenha crescido de produção no segundo tempo, avançado um pouco a marcação, o São Paulo não jogou o suficiente para conquistar o empate.
A torcida do Atlético-MG deixou o Independência com uma excelente impressão. Viu uma equipe focada em um objetivo, que é a conquista do título inédito da Libertadores. O torcedor tricolor segue com a esperança de que, nas próximas rodadas e diante dos adversários estrangeiros, a tradição possa prevalecer e os resultados apareçam. The Strongest, da Bolívia, e Arsenal, da Argentina, as outras duas equipes do Grupo 3, ainda se enfrentarão nesta quinta-feira, às 22h (de Brasília), em La Paz.
O próximo compromisso do Galo pela competição internacional será no dia 26, uma terça-feira, às 21h45m (de Brasília), em Sarandí, na Argentina, onde encara o Arsenal. Dois duas depois, o São Paulo enfrenta os bolivianos do The Strongest, no Morumbi, às 19h30m. Porém, pelos estaduais, as equipe voltarão a campo neste fim de semana. No sábado, o Tricolor receberá o Ituano, às 19h30m, na capital paulista. O Atlético-MG, novamente no Independência, terá o Araxá pela frente. A partida será realizada domingo, às 16h.
O mundo é dos espertos
Ronaldinho Gaúcho decide a partida para o São Paulo (Foto: Bruno Cantini / Site Oficial do Atlético-MG)Ronaldinho decide a partida para o São Paulo
(Foto: Bruno Cantini / Site Oficial do Atlético-MG)
Diante do São Paulo, o Atlético-MG voltava a disputar uma Libertadores depois de 13 anos. Aliada à defesa de uma incrível invencibilidade de 36 jogos como mandante e ao tabu de ainda não ter perdido em casa desde a reinauguração do Independência, em abril do ano passado, a saudade pela longa ausência foi o combustível para a torcida do Galo empurrar o time desde o início.
Somado a isso, também estava o fato de ser o primeiro jogo do atacante Diego Tardelli, que estava no Al-Gharafa, do Catar, e retornou ao Alvinegro após ser contratado na última semana. A atmosfera contribuía para uma verdadeira festa atleticana. Tanto que o torcedor alvinegro, sem parar de gritar, nem respeitou o minuto de silêncio antes da partida.
Porém, do outro lado, o adversário era o brasileiro de mais tradição na competição, com três títulos conquistados. O São Paulo, além de ser considerado um dos favoritos, mostrava as credenciais com grandes nomes, como Rogério Ceni, Lúcio, Jadson e Luís Fabiano.
Mas o Atlético-MG também tinha suas armas. Logo no início, Diego Tardelli sofreu falta, Ronaldinho Gaúcho cobrou da intermediária, e Jô cabeceou para brilhante defesa de Rogério Ceni. Com menos de cinco minutos, a partida pegou fogo, já que o árbitro Marcelo de Lima Henrique deixava o jogo correr solto e marcava pouquíssimas faltas.
E bastaram 13 minutos para a festa atleticana se tornar completa. Em lance de esperteza (ou "sorte"), Ronaldinho Gaúcho fez a diferença. A bola saiu pela lateral, e o craque do Galo se aproveitou para beber um pouco de água, oferecida pelo goleiro Rogério Ceni, enquanto o jogo estava parado. Porém, Marcos Rocha, atento ao lance, cobrou rapidamente o lateral e encontrou Ronaldinho livre, sem nenhuma marcação. Bastou a R10 receber a bola, girar o corpo e fazer um cruzamento perfeito para o atacante Jô tocar para as redes.
O São Paulo sentiu o golpe, e a pressão do Atlético-MG na saída de bola aumentou ainda mais. As tentativas tricolores eram contidas pela dupla de zaga alvinegra, em especial Réver. Cortez e Paulo Miranda, os laterais do São Paulo, com atenção redobrada em Tardelli e Bernard, não subiram ao ataque. O time de Ney Franco voltou para os vestiários sem arriscar sequer um chute ao gol do goleiro Victor.
Pressão e vitória do Galo
O São Paulo voltou para o segundo tempo sem modificações, assim como o Atlético-MG. E logo aos três minutos, Osvaldo foi o autor do primeiro chute a gol do Tricolor no jogo. A bola passou por cima, com perigo, num dos raros momentos em que o atacante teve espaço.
E o velocista do São Paulo passou a ser a maior arma da equipe. Com duas boas jogadas, um chute cruzado por cima e um drible em dois atleticanos, Osvaldo começou a incomodar o lado direito da defesa alvinegra. Ney Franco, ciente do crescimento da sua equipe, trocou Paulo Miranda, que havia sido amarelado, por Aloísio. A mudança ofensiva surtiu efeito, e a equipe paulista passou a tocar mais passes no campo do adversário. Luís Fabiano teve uma grande oportunidade, mas Victor fez excelente defesa ao mandar a bola para escanteio.
Cuca tirou Tardelli, já cansado, e colocou o também estreante Luan. Com a mudança, o Galo ganhou mais espaço ofensivo pelo lado direito. E foi dali que ampliou o placar. Ronaldinho Gaúcho fez bela jogada, driblou dois marcadores e cruzou na cabeça do zagueiro Réver, que apenas tirou de Rogério Ceni. Duas assistências de R10, dois delírios da torcida atleticana no Independência.
Ney Franco tentou Ganso no lugar de Jadson, e Maicon no lugar de Wellington. E o Tricolor ainda diminuiu, sob protestos dos atleticanos. Aloísio ganhou no corpo de Junior Cesar e chutou cruzado, rasteiro, na saída de Victor. O lateral alvinegro reclamou de ter sido empurrado no lance. No fim, Ganso ainda teve a chance de empatar, cara a cara com Victor, mas a bola passou rente à trave esquerda, indo para a linha de fundo.
 

Confira as notas da apuração do desfile do Grupo Especial do Rio


Doze escolas participaram do desfile do carnaval 2013.
Quatro jurados avaliaram dez quesitos para definir a campeã.
Do G1 Rio
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A escola de samba Unidos de Vila Isabel é a campeã  do carnaval do Grupo Especal do Rio de Janeiro em 2013. A Beija-Flor de Nilópolis e a Unidos da Tijuca ficaram na segunda e terceira colocações, respectivamente.
VALE ESTE 2 Carnaval Comparativo Rio resultado 2013 (Foto: Arte G1)
A Vila foi a vencedora com o samba-enredo "A Vila canta o Brasil, celeiro do mundo - Água no feijão que chegou mais um", em que trouxe a vida do campo para a Marquês de Sapucaí.
Com 291,1 pontos a escola Inocentes de Belford Roxo foi rebaixada para a Serie A do carnaval carioca em 2014. Em 2012, a escola havia subido para o Grupo Especial.
A ordem da leitura dos quesitos foi: harmonia, conjunto, mestre-sala e porta bandeira, enredo, comissão de frente, alegorias e adereços, bateria, samba-enredo, fantasia e evolução. O 
quesito evolução foi usado como criterio de desempate. No total foram 40 julgadores, com quatro para cada um dos dez quesitos. As notas variaram de 9 a 10 e a menor delas foi descartada.

 

Vila Izabel é a campeã do carnaval carioca

Quadra da Vila Isabel vibra com o tricampeonato no carnaval carioca

O ‘Caminho da roça’ da Vila Isabel empolgou jurados e o público.
Festa reuniu cerca de oito mil pessoas na quadra escola.

Mariucha Machado Do G1 Rio
Comente agora
O grito ‘É campeão’ ecoava na quadra da Vila Isabel desde o início da tarde desta quarta-feira (13). Aos poucos os torcedores apaixonados pela escola foram chegando e preenchendo a quadra, na Zona Norte do Rio. Os rostos já mostravam sinais de confiança. A certeza de ter dado um show na Marquês de Sapucaí deixava o clima cada vez mais quente.

Uma hora antes de começar a apuração na Apoteose, o público já cantarolava o refrão que parece não ter saído da cabeça nem por um minuto: ‘Ô, muié, o cumpadi chegou / Puxa o banco e vem prosear / Bota água no feijão / Já tem lenha no fogão / Faz um bolo de fubá’.  Embalados por este samba, a escola mostrou hábitos simples do povo do interior do país, a moda de viola, as visitas dos compadres, as festas no arraiá e a religiosidade.

O público e os jurados se identificaram com o homem do campo retratado pela Vila na avenida do samba. Algumas notas abaixo do tão esperado dez não tiravam a animação. Confiantes, integrantes da bateria misturavam o batuque do samba e do funk para animar a torcida.

Pouco depois de 17h30 o sonho virou realidade e a quadra explodiu de emoções. As lágrimas foram inevitáveis. A mistura de alívio, felicidade, recompensa pelo ano de trabalho e o título de tricampeã envolveu os integrantes e foliões que estavam de plantão para começar a festa.  Bandeiras espalhadas pela quadra eram agitadas com muito orgulho.

Os compositores André Diniz, Arlindo Cruz, Leonel, Martinho da Vila e Tunico da Vila capricharam no tempero da Vila e a voz do intérprete Tinga deu o toque final.

A escola, que tem como bases os morros do Macaco e do Pau da Bandeira e o bairro de Vila Isabel, reuniu cerca de oito mil pessoas na quadra. Uma multidão também acompanhou a festa nos arredores do pavilhão.

 A Unidos da Vila Isabel foi a última escola a desfilar na segunda-feira (11) e conquistou o terceiro título no grupo especial. A agremiação ganhou pela primeira vez em 1988, com o samba-enredo ‘Kizomba, a festa da raça’, e a segunda vez em 2006 com ‘Soy loco por ti, América: a Vila canta a latinidade’.
 

Mocidade Alegre Campeã do Carnaval Paulista!Mancha Verde e Vila Maria Rebaixadas

A festa pelo título de campeã do carnaval de São Paulo da Mocidade Alegre começou logo após a apuração, na tarde desta terça-feira (12), e só terminou na madrugada desta quarta (13). Torcedores lotaram a quadra da agremiação, na Zona Norte, e tomaram conta também da rua. A agremiação conquistou o bicampeonato com o enredo “A sedução me fez provar, me entregar à tentação... da versão original, qual será o final?”. (Veja abaixo os vídeos do desfile). A disputa pelo título foi apertada até o último quesito, enredo. A Mocidade estava apenas um décimo de ponto atrás da Rosas de Ouro, que até então liderava nas notas dos jurados.
Mas, no critério final, a agremiação sediada no bairro do Limão levou a melhor e alcançou o bicampeonato, mesmo ficando empatada em 268,9 com a Rosas. A Mocidade teve a nota máxima em enredo, e a Rosas perdeu um décimo de ponto. Por um sorteio realizado no sábado, esse era o critério de desempate mais importante.
A Mocidade já havia ficado em primeiro lugar no ano passado, e foi a terceira a passar pelo Sambódromo do Anhembi na segunda noite de desfiles, na madrugada de sábado (9) para domingo (10). Seu desfile contou com 3.200 componentes, cinco alegorias e 25 alas.
O carnavalesco Sidnei França conquistou três títulos com a agremiação. Ele disse que, neste ano, a comemoração será diferente do ano passado, quando houve a confusão das notas rasgadas. “Com certeza, este ano a escola está plena, está inteira”, disse.
Angelina Basílio, presidente da Rosas, lamentou a derrota por diferença tão pequena.
"A gente não sabe o que passa na cabeça dos jurados. Há notas que não concordo, vai ter que ter uma avaliação. Mestre-sala e porta-bandeira e enredo prejudicaram bastante", avaliou.
Medidas de segurança
Neste ano, por causa da confusão na apuração dos desfiles de 2012, as torcidas não acompanharam a leitura das notas no Sambódromo. No ano passado, um tumulto interrompeu a apuração.

Um representante da Império de Casa Verde invadiu o local onde eram lidas as notas e rasgou os envelopes durante a divulgação dos pontos do último quesito. Devido à invasão, a apuração teve de ser interrompida.
aline de oliveira (Foto: Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo)A rainha de bateria Aline de Oliveira comemora a vitória da Mocidade na quadra da escola, na Zona Norte de São Paulo. (Foto: Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo)
Torcedores na arquibancada começaram a jogar objetos na área dos organizadores até que conseguiram derrubar as grades e entrar no espaço restrito. Houve quebra-quebra e parte da torcida chegou a atear fogo em carros alegóricos que estavam na área da dispersão do sambódromo.
Em 2013, apenas dez representantes de cada escola, previamente cadastrados, tiveram acesso, e cada um deles recebeu uma pulseira com o emblema da escola. Nesta sexta-feira (14), Mocidade Alegre, Rosas de Ouro, Águia de Ouro, Dragões da Real e Império de Casa Verde voltam à passarela para o Desfile das Campeãs.
Águia penalizada
Para a Águia de Ouro, a terceira colocação tem sabor especial, já que foi a única escola a ser penalizada por estourar o tempo de desfile, e mesmo assim conseguiu se manter entre as primeiras colocações. Ela perdeu 1,1 ponto (1 ponto pelo fato de ter estourado o tempo, e mais 0,1 pelo minuto a mais que esteve na avenida, conforme as regras do carnaval paulista).

"Tem gostinho de primeiro lugar. Saímos atrás de todo mundo, somos terceiros colocados. Se a gente não perde esse ponto, era campeão com sobra", afirmou o presidente Sidnei Carriuolo.
Rebaixadas
A Mancha Verde e a Unidos de Vila Maria foram as duas escolas rebaixadas do Grupo Especial e vão para o Grupo de Acesso. "Difícil entender isso, a escola vem para disputar o campeonato e fica em último lugar, cabeça para frente", afirmou o presidente da Vila Maria, Paulo Sérgio Ferreira, logo após o anúncio dos resultados.

Pérola Negra e Leandro de Itaquera, por sua vez, conquistaram as duas primeiras posições no Grupo de Acesso e irão desfilar no Grupo Especial em 2014. A Pérola terminou com 269,6 pontos, contra 269,2 pontos da Leandro.
Carnaval 2013 resultado final ARTE (Foto: Arte/G1)
Veja abaixo como foi o desfile da Mocidade
Em seu desfile campeão, a Mocidade quis chamar a atenção do público e dos jurados com um convite à tentação e à subversão de valores.
(VÍDEOS AO LADO: a rainha de bateria Aline Oliveira; a bateria; o grito de guerra; o samba-enredo; ala de mortos-vivos; a destaque Lanna Moraes.)
A escola, que ficou em primeiro lugar no carnaval do ano passado com um enredo sobre o centenário do escritor Jorge Amado, foi a terceira a passar pelo Sambódromo do Anhembi na segunda noite de desfiles, na madrugada de sábado (9) para domingo (10).
Para encenar o enredo “A sedução me fez provar, me entregar à tentação... da versão original, qual será o final?”, a escola usou o bom humor. A ideia era recriar dogmas da humanidade, em uma tentativa de questionar as verdades e conceitos que são transmitidos de geração para geração.
O final de lendas e contos de fadas foi transformado ao longo do desfile: Branca de Neve virou uma moça malvada que come criancinhas, a rainha era a mocinha da história, Pinóquio quis continuar boneco de madeira e as madrastas viraram "boadrastas" -- foram representadas pelas baianas.
“De tudo aquilo que nos foi contado ao longo dos tempos, até que ponto podemos ser donos dos nossos caminhos e das verdades que nos são apresentadas? Assim, a nossa proposta é nos tornarmos donos dessas histórias e mudarmos esses finais”, disse o carnavalesco Sidnei França.
Pecado original
Batizada de "O poder da sedução", a comissão de frente convidava o público a morder a "maçã da tentação". Fantasiados de serpentes, os destaques eram Nani Moreira, que já foi rainha de bateria da Mocidade Alegre e voltou à escola após dois anos afastada, e Robério, que foi o primeiro Rei Momo magro do carnaval de São Paulo.

O carro abre-alas também representava a história do pecado original de Adão e Eva e tinha uma serpetente gigante segurando uma maçã. O rosto da serpente foi inspirado nas feições de Robério.
As alas que vieram depois representavam os pecados capitais. Integrantes vestidos com roupas cheias de doces mostravam a gula. Fantasias com "olhos gregos" (amuletos contra "mau olhado") encenavam a inveja, plumas de pavão, a vaidade e casais seduzindo-se, a luxúria. Cada um dos 240 ritmistas da bateria usava uma fantasia pontiaguda inspirada em um soco-inglês, mostrando o pecado da ira.
Depois de tantos pecados, veio a ala da redenção. Um carro alegórico subvertia a ideia clássica de céu, mostrando-o como uma grande festa de música eletrônica na qual São Pedro é o recepcionista, que permite ou não a entrada das pessoas. No universo da Mocidade, é para lá que vão os pecadores.
Em alguns momentos, a bateria de Mestre Sombra (que é casado com a presidente da escola, Solange Bichara) fez "paradonas", deixando o público e os componentes da escola cantarem o samba-enredo. A rainha da bateria era Aline Oliveira.
Acidente
Adriana Gomes, que por dez anos foi a primeira porta-bandeira da escola, não pôde desfilar no posto neste ano por ter sofrido um acidente. Ela machucou o joelho quando o elevador em que estava, em um prédio de Copacabana, despencou do sétimo andar.

Adriana foi destaque em um carro e foi substituída por Karina Zamparolli, que fez par com o mestre-sala Emerson Ramires.
Os filmes "Avatar", de James Cameron, "Inteligência Artificial", de Steven Spielberg, e "O Feitiço de Áquila", de Richard Donner, foram lembrados em algumas alas.
Também desfilaram componentes fantasiados de vampiros e zumbis, com figurino e maquiagem caprichados. Um dos casais de porta-bandeira e mestre-sala estavam vestidos de Romeu e Julieta.
O quinto setor fechou o desfile mostrando o final que a escola quer para todas as histórias: de muita felicidade. As alas representaram a paz mundial, fartura na mesa do brasileiro e também um carnaval unido em São Paulo.

 

Bomba!!!!Bento XVI renuncia cargo

Fiquei impressionado, diz bispo que viu renúncia de Bento XVI

Bispo mexicano Oscar Sánchez afirmou que Papa falou com 'sensatez'.
Papa Bento XVI deixará o cargo.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

O bispo mexicano Oscar Sánchez, que estava no consistório (reunião de cardeais) em que o Papa Bento XVI anunciou nesta segunda (11) sua renúncia ao pontificado, afirmou que todos ficaram "impressionados" com a decisão.
“[O Papa] disse com grandíssima sensatez ‘eu renuncio. Serei Papa até o 28 de fevereiro’. Ficamos impressionados. Os cardeais se olhavam uns aos outros”, afirmou.
“Foi estranhíssimo para todos”, afirmou o bispo, que conta ter telefonado ao México para dar a notícia a seus superiores. “Os cardeais lhe pediram uma última benção e disse que seguia orando pela igreja.”
O Papa Bento XVI anunciou que vai renunciar a seu pontificado em 28 de fevereiro, pessoalmente e falando em latim, durante o encontro de cardeais. O discurso foi feito entre as 11h30 e 11h40 locais (8h30 e 8h40 do horário brasileiro de verão), segundo o Vaticano.
O Vaticano afirmou que o papado, exercido pelo teólogo alemão desde 2005, vai ficar vago até que o sucessor seja escolhido, o que se espera que ocorra "o mais rápido possível" e até a Páscoa, segundo o porta-voz Federico Lombardi.
Em comunicado, Bento XVI, que tem 85 anos, afirmou que vai deixar a liderança da Igreja Católica Apostólica Romana devido à idade avançada, por "não ter mais forças" para exercer as obrigações do cargo.
O Vaticano negou que uma doença tenha sido o motívo da renúncia.
O pontífice afirmou que está "totalmente consciente" da gravidade de seu gesto.
"Por essa razão, e bem consciente da seriedade desse ato, com total liberdade declaro que renuncio ao ministério como Bispo de Roma, sucessor de São Pedro", disse Joseph Ratzinger, segundo comunicado do Vaticano.
Na véspera, Bento XVI escreveu em sua conta no Twitter: "Devemos confiar no maravilhoso poder da misericórdia de Deus. Somos todos pecadores, mas Sua graça nos transforma e renova".
FONTE: G1
 

veja os beijos dos folioes no carnaval pelo Brasil a fora

 

Navio militar que integra missão no Líbano atraca no Porto de Natal

Fragata "Liberal" integra Força Tarefa Marítima da ONU no oeste asiático.
Mais de 250 militares estão na missão. Navio ficará em Natal até quarta (13)

Jocaff Souza Do G1, em Natal
Uma embarcação da Marinha do Brasil que realiza ações de pacificação e treinamento à militares no Líbano atracou na manhã deste sábado (9) no Porto de Natal. A fragata, denominada “Liberal”, está há dez meses no mar Mediterrâneo, monitorando a costa do país asiático que faz fronteira com Israel. A região é considerada pela Organização das Nações Unidas uma das mais perigosas do mundo.
Fragata Liberal atracou no Porto de Natal neste sábado (Foto: Jocaff Souza/G1)Fragata Liberal atracou no Porto de Natal neste sábado (Foto: Jocaff Souza/G1)
O navio integra a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), entidade criada pelo Conselho de Segurança da ONU para impedir a entrada no território libanês de armamento ilegal e drogas, oriundos do país israelense, como também controlar todas as embarcações na área de operações marítimas, delimitada num espaço de mais de 100 milhas náuticas, o que corresponde a 200 quilômetros de área a ser fiscalizada. Uma parte desse contingente de militares atua na fronteira terrestre do Líbano com Israel e tem o objetivo de evitar confrontos armados entre israelenses e a milícia xiita Hezbollah. Seis forças militares integram essa força tarefa marítima, criada a partir de uma resolução: Brasil, Alemanha, Bangladesh, Indonésia, Turquia e Grécia.
Comandante José Luiz Ferreira Canela, Capitão de Fragata da Marinha do Brasil (Foto: Cleber Ribeiro)Com. José Luiz Ferreira Canela, Capitão de Fragata
da Marinha do Brasil (Foto: Cleber Ribeiro)
O comandante da embarcação é o capitão de fragata José Luiz Ferreira Canela, que há 27 anos faz parte da Força Militar Brasileira. Para o capitão, que lidera uma tripulação de mais de 250 militares, atuar no Oriente Médio é extremamente perigoso, devido ao clima de tensão nos países. “A região do Oriente Médio é um ambiente onde ocorrem diversos conflitos e para que a tripulação não ficasse apreensiva, fizemos um trabalho de conscientização, com o auxílio de um unidade de assistência social da própria Marinha brasileira, formada por psicólogos”, explica capitão Canela.
Outra forma de manter a serenidade dos militares foi com a ajuda da tecnologia. De acordo com o comandante da Fragata, um grande aparato tecnológico foi instalado no navio para que a tripulação pudesse se comunicar com os familiares. “Sabemos que essa missão tinha um clima diferente, porque existia a possibilidade real de entrarmos em conflito com outras tropas. Por conta disso, foi solicitado um esquema de antenas via satélite, para que a nossa tripulação tenha acesso à internet e possa conversar com sua família. Isso motiva o grupo e faz com que o trabalho fique menos estressante”, conta.
Segundo o capitão Canela, a passagem por Natal também serve como um “período de arejamento” para os militares, pois muitos estão há tempos longe de casa e em determinado momento tem o seu rendimento profissional diminuído. “Além da questão logística, nossa passagem por Natal é importante, por questões logísticas para o reabastecimento da embarcação e serve também para que a nossa tripulação possa sair um pouco do navio para manter a estabilidade emocional, já que ficamos muito tempo nesse ambiente de área de conflito. Muitos dos nossos homens são da região Nordeste do Brasil e as famílias acabam se programando para se encontrar e matar a saudade”, explica.
Percurso paradisíaco
A fragata Liberal embarcou para a missão o extremo oeste asiático no dia 10 de abril de 2012, para iniciar a “Operação Líbano II”. Durante o percurso, fizeram duas paradas para reabastecimento, sendo a primeira no Porto Las Palmas, nas Ilhas Canárias, e a segunda na Base de Taranto, na Itália. A chegada ao Líbano foi um mês após o embarque, com a responsabilidade de ser a primeira força de paz a serviço da ONU naquela região.
Durante o período em que permaneceu em operação, a fragata Liberal recebeu visitas protocolares e de membros da ONU para verificar o desenvolvimento da ação. Em território asiático, os militares brasileiros foram responsáveis por um “período de adestramento” com a tropa libanesa, que dispunha de pouco contingente e tecnologia. O comandante da embarcação explica que o treinamento é simples, mas que exigiu dos militares brasileiros uma motivação especial para auxiliar a Marinha do Líbano. “Ao chegarmos no Líbano, fomos convocados para um adestramento com os militares libaneses. Eles não possuem tanta tecnologia como a nossa Marinha, tão pouco um número equivalente a nossa tropa. Mas sobrou disposição e vontade de aprender as instruções. Isso motivou ainda mais os nossos homens, que puderam passar um pouco da experiência militar”, destacou o capitão de fragata Canela.
Existia a possibilidade real de entrarmos em conflito com outras tropas"
 Capitão de Fragata Canela, Comandante da Fragata Liberal
A saída da tripulação de Beirute, capital libanesa, aconteceu no dia 16 de janeiro deste ano. Segundo o capitão Canela, a volta foi bastante complicada, pois a embarcação enfrentou um mar revolto e com grandes ondas, que passavam dos três metros de altura. “Nossa embarcação balançava muito e a tripulação precisou redobrar a atenção. Foram alguns momentos de tensão, mas que serve de aprendizagem para todos nós”, conta.
Ao passar pela Itália, a fragata Liberal atracou no Porto de Civitavecchia, na cidade de Roma, onde participaram de uma audiência com o Papa Bento XVI e representantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). De lá, a embarcação passou pela região de Tenerife, maior ilha do arquipélago das Canárias, que pertence à Espanha. Em Natal, a Fragata e sua tripulação ficarão atracadas até a próxima quarta-feira (13), onde seguem viajem para o Rio de Janeiro.
Estrutura moderna
Comandante Canela mostra a cabine de manobra da Fragata Liberal (Foto: Jocaff Souza/G1)Comandante Canela mostra a cabine de manobra da Fragata Liberal (Foto: Jocaff Souza/G1)
A embarcação é o quarto navio da Classe Niterói, construída em janeiro de 1975, na cidade de Woolton, na Inglaterra. Sua estreia nos mares foi em 7 de fevereiro de 1977. Em 18 de novembro de 1978, a Fragata foi incorporada à Marinha do Brasil. Desde então, realiza operações com navios da Esquadra Brasileira em território nacional e internacional.
Sua tripulação é composta por 29 oficiais e 250 praças, dividida em quatro departamentos – armamento, operações, máquinas e intendência. Para a “Operação Líbano II”, um grupo do Destacamento de Mergulhadores de Combate, formado por nove militares, foi designado para ficar de prontidão, caso houvesse qualquer conflito. Outro grupo, formado por 19 fuzileiros navais, fez o suporte para a segurança da embarcação durante toda o período em operação.
Helicóptero Super Lynx AH-11A auxilia nas ações da Força Tarefa Marítima  (Foto: Jocaff Souza/G1)Helicóptero Super Lynx AH-11A auxilia nas açõa da
Força Tarefa Marítima (Foto: Jocaff Souza/G1)
As instalações são modernas e possuem equipamentos tecnológicos de alta precisão, como sensores aéreos e aquáticos para detectar e identificar embarcações, além de uma artilharia de combate, composta por lançadores de mísseis e foguetes, canhões, metralhadoras e uma aeronave, o helicóptero Super Lynx AH-11A, foi utilizada com armamento para a superfície, que serve de apoio para ações de combate e resgate de feridos.
O navio possui quatro motores e duas turbinas, que utilizados em força máxima, atingem uma velocidade de até 31 nós, o que representa em média 60 quilômetros.
“Filho da terra”
Uma experiência inesquecível. É assim que muitos militares relatam sobre as ações e os serviços praticados ao longo desses dez meses fora do país. Para um deles, a emoção da volta é ainda mais especial, já que é nascido aqui em Natal. O sargento Marcos Santos é especialista em operação de sonar e trabalha numa das áreas mais críticas da embarcação, o centro de operações de combate.

O local é fechado e todos os militares permanecem o dia inteiro concentrados numa sala fechada, atentos a qualquer embarcação que possa vir em direção à Fragata. Segundo o sargento, todo período fora de casa se torna um aprendizado a mais para a carreira do militar. “É uma experiência profissional e pessoal inesquecível. Conheci muitos lugares e vi muitas situações diferentes do meu dia a dia. Fica aquele sentimento de dever cumprido e de muito orgulho em fazer parte dessa força de paz”, conta o militar.
Natalense de nascimento, Marcos fala da emoção de reencontrar a família e da responsabilidade de honrar a sua atividade. “A felicidade é muito grande, principalmente por estar em Natal, já que sou filho da terra, como costumamos falar. Quando estamos em ação e dizemos que somos brasileiros, a recepção é diferenciada. Isso mostra a responsabilidade que temos com a nossa pátria e com o nosso serviço”, conta.
Sargento Marcos Santos reencontra a família após dez meses em serviço (Foto: Jocaff Souza/G1)Sargento Marcos Santos reencontra a família após dez meses em serviço (Foto: Jocaff Souza/G1)
Emoção compartilhada pelo pai dele, Manoel Bezerra. Sem encontrar seu há quase um ano, o pai não aguentou a saudade e chorou ao revê-lo. “É muito gratificante ter um filho participando dessa operação. Me traz muito orgulho, como também para toda a família”, relata.
 

IMPERDÍVEL!!
 
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