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31 DE MAIO EM RG

FLAMENGO VENCE O MACAÉ E MANTÉM FIO DE ESPERANÇA DE VAGA NA SEMIFINAL


Com 3 a 1, rubro-negros torcem contra o Fluminense, que enfrenta o Bangu neste domingo. Time depende de derrota tricolor e vitória nos tribunais
O início da partida entre Flamengo e Macaé, no Moacyrzão, levava a crer que a investida rubro-negra nos tribunais para manter a esperança na Taça Rio era em vão. Porém, com dois gols de Hernane e um de Nixon (Marco Goiano abriu o placar), o time se manteve vivo na competição, pelo menos até este domingo. A vitória por 3 a 1 veio com time quase que todo reserva, já que até a parada técnica do segundo tempo da partida deste sábado, Jorginho não mostrava muita fé na possibilidade de vaga na semifinal. Porém, na metade da etapa final, até ele passou a acreditar, a julgar pelos suas instruções aos jogadores.

- Como todos sabem, sobre o título, ainda tem coisas a acontecer após o final desse jogo. Mas creio que a gente foi determinado. Não foi o que tínhamos almejado, mas creio que a gente, independentemente do resultado, deu nosso melhor. Mas em alguns jogos claro que as coisas não aconteceram. Aqui no Flamengo tem dia que não vai na técnica, mas vai na raça, na vontade. Deixar uma boa imagem independentemente das coisas que estão acontencendo e mostrar para nós mesmos e para a nação, que sempre quer título, que sempre vamos dar o nosso melhor - disse o atacante Nixon.O clube da Gávea ainda tenta no Tribunal de Justiça Desportiva do Rio (TJD-RJ) a revisão do resultado da partida contra o Duque de Caxias, na qual um gol de Hernane foi mal anulado pela arbitragem. O Flamengo alega interferência externa no lance, já que o árbitro Pathrice Maia chegou a validar o gol, mas mudou sua decisão 40 segundos depois. Com a vitória neste sábado, o julgamento ainda pode colocar o Flamengo na briga. Tudo depende do resultado da partida entre Fluminense e Bangu, neste domingo. Os rubro-negros têm de torcer por derrota simples dos tricolores, além de sucesso no tribunal, para avançarem à fase semifinal da Taça Rio.
O próximo compromisso previsto para o Flamengo é contra o Confiança, pela segunda fase da Copa do Brasil, ainda em data a ser oficializada (será no mês de maio). O Macaé, que encerrou sua participação com seis pontos no Grupo B da Taça Rio, só volta a jogar em 2 de junho, contra o Caxias, em sua estreia na Série C do Brasileirão.
Macaé surpreende no início
Hernane gol jogo Flamengo Macaé (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)Hernane celebra gol do Fla: ele chegou a 12 e é artilheiro do Carioca (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)
Com a bola rolando, logo aos 5 minutos, o Macaé já teve sua primeira chance clara. Ricardinho aproveitou o cochilo de João Paulo, avançou livre e bateu para ótima defesa de Paulo Victor. Drama anunciado. Dois minutos depois, cruzamento para a área rubro-negra. Marco Goiano se antecipou a Frauches e mandou de cabeça para a rede: 1 a 0. O Macaé continuou atacando com consistência, mas um lampejo de Rodolfo por pouco não terminou em gol de empate. Aos 10 minutos, ele partiu como quis pelo meio, limpou a marcação e bateu para boa defesa Luís Henrique. No rebote, de voleio, Rodolfo mandou por cima do travessão.
O Flamengo começou a tentar dominar as ações, esbarrando um pouco na nítida falta de entrosamento, já que jogava com uma equipe reserva (o único titular escalado foi Hernane). Luiz Antonio arrisou um bom chute, uma falta perigosa e um ou outro cruzamento mais ameaçador. Era o que a equipe conseguia produzir. Aos 20, o que poderia ser outra grande chance terminou em cartão amarelo para Adryan, que exagerou na dividida que o deu a possibilidade de deixar Hernane de frente para o gol. A esta altura, o Macaé, retraído, aguardava um erro para partir em velocidade e começava a oferecer espaço demais ao rival.
Aos 28 minutos, Adryan aplicou bom drible em Édson e foi derrubado muito próximo à linha lateral da área. Tentou cobrar direto e facilitou a vida de Luís Henrique. Dois minutos depois, boa tabela entre Nixon e Rodolfo, que bateu cruzado para fora. Aos 39, mais uma chance perdida, desta vez por João Paulo que, cara a cara, bateu em cima do goleiro.
Brocador brilha e dispara na artilharia
Adryan jogo Flamengo Macaé (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)Adryan conseguiu bons passes contra o Macaé
(Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)
A segunda etapa começou da mesma forma que a primeira: com gol. Mas, desta vez, do Flamengo. Aos 2 minutos, depois de escanteio, a zaga desviou e a bola parou no pé de Frauches. Ele tentou o chute e a bola acabou na pequena área no pé de Hernane, que não perdoou: 1 a 1. Quatro minutos depois, Hernane teve a chance de virar o placar, em jogada de Nixon, que deu ótimo passe para o Brocador. Livre na área, ele bateu por cima do gol de Luís Henrique.

Mas a virada não tardou. Depois da tentativa de Luiz Antonio de fora da área, aos 10, Adryan recebeu na área aos 14 e fuzilou. Grande defesa de Luís Henrique. Mas, no rebote, Nixon encheu o pé: 2 a 1. Mais dois minutos, mais um gol. Aos 16, Hernane roubou a bola do zagueiro do Macaé e fez o seu 15º em 2013 - é o artilheiro do Campeonato Carioca, com 12. Na parada técnica, Jorginho, que antes dizia não acreditar nas remotas chances de classificação via tribunal, mudou o discurso:

- A gente precisa de gols! Tudo pode acontecer! De repente a gente chega nessa p...! - gritou o treinador.

Os rubro-negros continuaram a pressionar e, aos 35 minutos, Adryan deu ótimo passe para Lucas, que finalizou com um peteleco, facilitando a vida do goleiro do Macaé. Pouco depois, Lucas, que substituiu Hernane, teve nova grande chance de ampliar. Recebeu um presente de Rodolfo e, sozinho, não conseguiu vencer o goleiro Rerysson - Luís Henrique teve de sair por conta de lesão. O Flamengo ainda ameaçou, mas diminuiu o ritmo e apenas administrou o resultado.
 

Mega-Sena acumula e prêmio pode chegar a R$ 6,5 milhões


Dezenas sorteadas neste sábado (20) foram 04 - 09 - 17 - 23 - 28 - 53.
Quina teve 198 ganhadores, que vão levar R$ 8.062,23 cada.

Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 1.487 da Mega-Sena, realizado neste sábado (20) na cidade de Lins, em São Paulo. O prêmio acumulado para o próximo sorteio, previsto para ocorrer na quarta-feira (24), pode chegar a R$ 6,5 milhões, de acordo com estimativa da Caixa Econômica Federal (CEF).
Veja as dezenas sorteadas: 04 - 09 - 17 - 23 - 28 - 53.
Segundo a Caixa Econômica Federal, 198 apostas acertaram a Quina e cada uma vai receber R$ 8.062,23. Outras 9.593  apostas acertaram a Quadra e cada uma vai levar R$ 237,72.
A Caixa faz sorteios da Mega-Sena duas vezes por semana, às quartas e aos sábados. As apostas devem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio em qualquer uma das 11,9 mil lotéricas. A aposta mínima custa R$ 2.

 

Jurados condenam 23 PMs por mortes no Carandiru em 1992



Réus foram condenados a 156 anos de prisão, mas podem recorrer livres.
Júri terminou na madrugada de domingo (21) no Fórum da Barra Funda.


Os sete jurados condenaram, na madrugada deste domingo (21), 23 policiais militares pela morte de 13 presos, em 1992, na Casa de Detenção do Carandiru, na Zona Norte de São Paulo. A pena é de 156 anos de prisão para cada, mas eles podem recorrer em liberdade. Três dos 26 réus foram absolvidos. A sentença foi lida pelo juiz José Augusto Nardy Marzagão à 1h15 no Fórum da Barra Funda, na Zona Oeste.
A decisão dos jurados e a sentença ocorrem depois de um longo dia de debates entre defesa e acusação, com uso da réplica e da tréplica. A última fase antes da votação dos jurados começou durante a manhã e terminou às 21h25, com a fala da advogada de defesa, Ieda Ribeiro de Souza. Depois, os jurados responderam mais de 1,5 mil perguntas na sala secreta. Foram usadas 290 folhas de questionário para cada jurado.
O júri absolveu Maurício Marchese Rodrigues, Eduardo Espósito e Roberto Alberto da Silva, como havia pedido o Ministério Público. O promotor Fernando Pereira da Silva também pediu que os jurados desconsiderassem duas das 15 vítimas. Segundo ele, esses detentos foram mortos por golpes de arma branca, o que pode significar que foram assassinados pelos próprios presos. Por isso, os 23 PMs foram condenados por 13 mortes.
Advogada de defesa diz que já recorreu da sentença (Foto: Nathália Duarte/G1)Advogada de defesa diz que já recorreu da
sentença (Foto: Nathália Duarte/G1)
Os réus condenados são: Ronaldo Ribeiro dos Santos, Aércio Dornelas Santos, Wlandekis Antonio Candido Silva, Antonio Luiz Aparecido Marangoni, Joel Cantilio Dias, Pedro Paulo de Oliveira Marques, Gervásio Pereira dos Santos Filho, Marcos Antonio de Medeiros, Paulo Estevão de Melo, Haroldo Wilson de Mello, Roberto Yoshio Yoshikado, Salvador Sarnelli, Fernando Trindade, Argemiro Cândido, Elder Tarabori, Antonio Mauro Scarpa, Marcelo José de Lira, Roberto do Carmo Filho, Zaqueu Teixeira, Osvaldo Papa, Reinaldo Henrique de Oliveira, Sidnei Serafim dos Anjos e Marcos Ricardo Poloniato.
A advogada de defesa, Ieda Ribeiro de Souza, disse que já entrou com o recurso contra as condenações. "Eu vi com muita frustração. A diferença foi de um voto. Eu não esperava nenhuma condenação", disse ao deixar o fórum. "A condenação não reflete o pensamento da sociedade. Um único jurado definiu o futuro desses homens", lamentou.
O promotor disse que saiu "muito satisfeito". "A Promotoria de Justiça está absolutamente satisfeita. Tivemos a acolhida pelo Tribunal do Júri e a punição aplicada pelo magistrado foi adequada", afirmou. O outro promotor do caso, Marcio Friggi, defendeu a corporação e reforçou a necessidade de punição "a maus policiais".
Promotores comentam decisão ao deixar fórum (Foto: Nathália Duarte/G1)Promotores comentam decisão ao deixar fórum
neste domingo (Foto: Nathália Duarte/G1)
O promotor afirmou ainda não saber se haverá nova acusação sobre um dos réus absolvidos neste júri – por estar em um pavimento diferente do julgado neste caso. “Isso vai demandar ainda uma análise detalhada sobre a viabilidade jurídica de se apresentar ou não uma nova denúncia contra ele”, disse Fernando Pereira.
Questionado sobre o balanço da sentença, anunciado pela defesa, Márcio Friggi disse que não é possível afirmar que a decisão ocorreu por quatro votos a três. “O júri se decide por maioria de votos. Não sei qual é a base dessa afirmação [do placar de 4x3]. Isso não correu para todos os quesitos. As respostas não são todas abertas. Assim que é apontada a maioria, o juiz encerra a abertura. Então não foi possível definir esse número”, disse.

Desde 2 de outubro de 1992, quando a PM fez a invasão, somente um acusado havia sido julgado: o coronel Ubiratan Guimarães. Ele foi condenado em 2001 a 632 anos de prisão, em júri popular, por ter dirigido a operação. Em 2006, o júri foi anulado pelos desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Meses depois da absolvição, Ubiratan foi morto a tiros no apartamento onde morava, nos Jardins.
20 anos depois

O julgamento do massacre no Carandiru ocorreu mais de 20 anos após a invasão na Casa de Detenção, na Zona Norte de São Paulo. A ação terminou com a morte de 111 presos após a Polícia Militar entrar no Pavilhão 9 para controlar uma rebelião.
Neste júri, foram julgados 26 dos 79 policiais militares acusados de participar da invasão. Os 26 réus responderam em liberdade pela morte de 15 deles no 1º andar do Pavilhão 9. Dois deles não puderam comparecer ao júri devido a problemas de saúde, segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo.
Mais 53 PMs serão julgados posteriormente pelas mortes dos demais 96 detentos. O processo tem 57 volumes, 111 apensos e 50 mil páginas. Por conta do número de réus, no entanto, a Justiça desmembrou o caso em quatro partes ou júris diferentes, correspondentes aos andares invadidos. O critério será julgar o grupo de policiais militares que esteve em cada um dos pavimentos onde presos foram mortos.
Cronologia Massacre do Carandiru 8/4 (Foto: Arte/G1)
Defesa x acusação
Os promotores Fernando Pereira da Silva e Marcio Friggi e a advogada de defesa Ieda Ribeiro de Souza debateram durante todo o sábado, apresentando as teses para o caso. A defesa criticou a acusação “genérica”, que não especificou a conduta de cada policial, e a Promotoria pediu a absolvição de três dos 26 policiais militares acusados, além de reforçar a responsabilidade dos policiais sobre o excesso na ação dentro do presídio.
A advogada dos réus se baseou em três focos para pedir a absolvição: não há detalhamento sobre o que cada policial teria feito exatamente, eles estavam cumprindo ordens e agiram em legítima defesa. "Falta ao Ministério Público a individualização de conduta de cada um desses homens. Da forma como foi feita a denúncia, cada policial vai responder pelas 15 mortes, o que me faz crer que cada preso morreu 15 vezes.”
Outra estratégia da defesa foi desconstruir o depoimento do diretor de disciplina da Carandiru Moacir dos Santos, que afirmou que nunca viu uma arma de fogo no período em que trabalhou lá. "Assumir publicamente que entravam armas na Casa de Detenção era assumir que o sistema penitenciário já era falido, era assumir a própria incompetência", disse Ieda.
Ela também desqualificou o testemunho do perito Osvaldo Negrini Neto, que atesta em laudo ter vistoriado somente o térreo do Carandiru no dia do massacre e, depois, retornado no dia 9 de novembro. "Como ele pode dizer que os presos foram mortos no interior das celas se só esteve no segundo pavimento um mês depois?", questionou.
Dos 26 policiais, três tiveram a absolvição solicitada pelo próprio Ministério Público. O promotor explicou que Marchese e Espósito, que eram tenentes à época, pertenciam à tropa do canil.
Apesar de os dois estarem portando fuzis e dispararem contra a segunda barricada, eles não fizeram disparos dentro do segundo pavimento do Carandiru e portavam armas para dar proteção aos cães, disse Pereira. Em relação ao réu Roberto Alberto da Silva, o promotor disse que consta no inquérito militar que ele atuou no terceiro pavimento do Carandiru, e não no segundo. Por isso, ele deveria ser julgado em outra ocasião.
Sobre o argumento citado pelos réus em seus depoimentos, de que não era possível atirar com precisão devido à fumaça e pouca visibilidade, o promotor Márcio Friggi negou a condição ao reforçar o dado de que 85% dos presos foram atingidos na região da cabeça e do pescoço. "Isso sem precisão. Imaginem se tivesse precisão", disse.
O promotor reforçou ainda que não defende os presos mortos por seus delitos, mas que considera que eles estavam cumprindo suas penas adequadamente. "A lei também deveria ter sido aplicada para quem cumpria sua pena", afirmou
Julgamento
O juiz José Augusto Nardy Marzagão iniciou o julgamento na segunda-feira (15). Os trabalhos deveriam ter começado dias antes, mas uma integrante do júri passou mal e o início do julgamento foi adiado em uma semana.
No primeiro dia de julgamento, três sobreviventes do massacre afirmaram que PMs executaram presos e alteraram a cena do crime. Um agente carcerário e um perito criminal também foram ouvidos e disseram que as tropas invadiram o segundo pavimento do Pavilhão 9 e, depois de matar presos, atrapalharam a perícia e impediram o socorro às vítimas.
No dia seguinte, foram ouvidas as testemunhas de defesa. Foi a vez de dar voz ao secretário da Segurança Pública à época, Pedro de Franco Campos, à juíza Sueli Armani, de execuções penais, e ao ex-governador de São Paulo, Luiz Antônio Fleury Filho. Fleury afirmou que a decisão de entrar no presídio foi "necessária" e "legítima", apesar de ressaltar que não estava à frente da operação.
O terceiro dia de trabalhos ocorreu após uma pausa na quarta-feira (17), quando um dos jurados passou mal. Mesmo com os trabalhos retomados na quinta-feira (18), o juiz terminou a sessão no plenário por volta das 18h45, depois de diversas interrupções. Nesse dia, defesa e acusação mostraram vídeos de reportagens da época.
No quarto dia de trabalhos e quinto dia de julgamento, os réus falaram ao júri. Disseram ter ouvido disparos ao entrar na cadeia, denunciando o suposto uso de armas de fogo pelos detentos. Um dos policiais admitiu ter usado uma metralhadora durante a ação. Apenas quatro dos 24 PMs presentes deram depoimento. Vinte decidiram permanecer calados, mas se declararam inocentes das acusações.
 

Senado torna crime venda de álcool a menor de idade




Proposta aprovada pela CCJ prevê de dois a quatro anos de prisão e multa para dono de estabelecimento que vender bebida a menores de 18 anos. Projeto segue para a Câmara se não houver apresentação de recurso para ser votado em plenário

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (17), proposta que torna crime “vender, fornecer ainda que gratuitamente, servir ou entregar bebida alcoólica” a pessoas com menos de 18 anos de idade. Caso o projeto seja transformado em lei, o proprietário de estabelecimento comercial que for flagrado vendendo bebida alcoólica a menor de idade poderá ser punido com pena de dois a quatro anos de prisão e multa de até R$ 10 mil por cada infração. Como tramitava em caráter terminativo, a proposta segue diretamente para a Câmara, sem passar pelo plenário, a não ser que seja apresentado recurso assinado por oito senadores.

O Projeto de Lei 508/2011, de autoria do senador Humberto Costa (PT-PE), previa, inicialmente, punição mais severa: pena de três a seis anos de reclusão, com multa de R$ 30 mil a R$ 100 mil, para os responsáveis por estabelecimentos comerciais que venderem bebida alcoólica a menores. A revisão da pena foi feita pela Comissão de Direitos Humanos e confirmada hoje pela CCJ, onde a proposição foi relatada pelo senador Benedito de Lira (PP-AL).


O texto, aprovado em turno suplementar, altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Lei das Contravenções Penais, que define hoje a venda de bebida a menores de 18 anos como contravenção. O relator disse considerar “meritória” a iniciativa ao possibilitar mecanismos de mais rigorosos para coibir a “prática nefasta” da venda de bebida a crianças e adolescentes. Mas defendeu a adequação das sanções para justificar a redução da pena de prisão e da multa. “A pena e a medida administrativa propostas afiguram-se demasiadamente rigorosas quando comparadas às reprimendas mais brandas estabelecidas no ECA para condutas inegavelmente mais graves”, justificou o relator, dando como exemplo a punição menos severa para a venda de produtos que causam dependência física ou psíquica.

Ao justificar o seu projeto, Humberto Costa argumentou que a definição de crime vai resolver “controvérsia jurídica” acerca da prática, ao eliminar a dúvida sobre a natureza do ato (contravenção ou crime). Alguns magistrados tratam a venda de bebida a crianças e adolescentes como crime, mas a maioria, como contravenção, com punição mais branda.



Fonte: Congresso em foco

 

Barbosa visita presidio e faz condenação ao Rio Grande do Norte


O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, irá acompanhar de perto as reformas no sistema prisional do Rio Grande do Norte, considerado por ele um dos piores do país. Em visita ontem a Natal, o ministro se comprometeu em retornar ao Estado e mediar um diálogo entre o Executivo estadual e o Ministério da Justiça para “remover os entraves administrativos”, relatados pela governadora Rosalba Ciarlini, em atender a demanda “urgente” por construção de unidades prisionais  “minimamente adequadas às condições humanas”. O cenário do sistema carcerário potiguar definido como “desesperador” foi reafirmado após célere visita ao presídio de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na tarde de ontem, que não durou mais que quinze minutos. Esta é maior unidade prisional do Estado, com cerca de 1,1 mil detentos.
A comitiva do ministro, acompanhada da diretora do presídio Dinorá Simas e do juiz Henrique Baltazar, verificaram as condições do Pavilhão 2, onde constatou infiltrações e mofo nas paredes e tetos e esgotos correndo a céu aberto. Das celas, alguns detentos pediam “ajuda” ao ministro para agilizar o julgamento dos processos a que respondem. 

“As consequências desse abandono, desse descaso se refletem no desassossego social. É muito desumano ver o que nós vimos hoje aqui”, lamentou. Questionado sobre quais recomendações foram dadas ao governo do Estado, o ministro foi enfático ao dizer que o executivo conhece há dois anos as recomendações feitas pelo CNJ para a melhoria do sistema prisional. 
 

2º suspeito por atentado na Maratona de Boston é capturado vivo nos EUA



Dzhokar Tsarnaev, de 19 anos, foi cercado e preso no jardim de uma casa. 
Ele e o irmão, morto nesta sexta, são suspeitos pelo atentado que matou 3.


Dzhokar Tsarnaev, de 19 anos, suspeito de participar do atentado terrorista na Maratona de Boston, na segunda-feira (15), foi preso pela polícia americana na noite desta sexta (19) em Watertown, cidade do estado de Massachusetts. O desfecho da caçada policial ocorreu após mais de 20 horas de perseguição e uma hora de cerco ao jovem, que conseguiu fugir da primeira vez em que foi encurralado e que estava refugiado em um barco no quintal de uma casa.
Após localizar o suspeito, a polícia montou um bloqueio na área. Testemunhas dizem ter ouvido diversos disparos de armas de fogo. Depois de algum tempo, a cobertura do barco foi retirada, tendo sido encontrado sangue no local, segundo informações do jornal Boston Globe e da rede WCVB, respectivamente. (Ao lado, veja vídeo de tiretio publicado no YouTube por TitusF2.)
MAPA_boston_cronologia_VALE-ESSE (Foto: Editoria de Arte / G1)
Rede CNN divulga imagem que mostra o suspeito rendido e cercado de policiais (Foto: Reprodução/Twitter/CNN)Rede CNN divulgou imagem que mostra o suspeito
rendido pela polícia (Foto: Reprodução/Twitter/CNN)
O Boston Globe disse que a polícia utilizou "flash bangs", bombas não-letais que emitem luz e produzem muito barulho, para deixar o suspeito desorientado. Segundo a emissora NBC, a polícia fez uso de um negociador durante a ação.
Minutos depois, por volta das 20h50 locais (21h50 em Brasília), a polícia de Boston confirmou a prisão de Dzhokhar Tsarnaev. A notícia foi recebida com aplausos pelas pessoas próximas ao local do cerco.
A polícia confirmou que o suspeito está em estado grave no hospital e que não houve troca de tiros no barco. Segundo a agência de notícias Reuters, a polícia chegou ao suspeito por informações de vizinhos que disseram ter visto sangue perto do barco.
O irmão mais velho de Dzhokar, identificado como Tamerlan Tsarnaev, de 26 anos, também suspeito de participação no atentado, foi morto durante a madrugada após uma troca de tiros nas imediações de um shopping center no subúrbio de Boston. Mais de 200 munições foram usadas pela polícia.
Os irmãos de origem chechena moravam em Cambridge, na região de Boston, segundo as autoridades. Uma autoridade federal ouvida pela Reuters disse que a suspeita é que a motivação para o ataque tenha sido o "extremismo islâmico". O atentado na reta de chegada da maratona deixou 3 mortos e 176 feridos, em crime que chocou o país.
Segundo o policial Davis, o primeiro rapaz morto é o suspeito do "boné preto", o mesmo cuja foto foi apresentada pelo FBI, a polícia federal dos Estados Unidos. No dia do atentando ele também usava óculos de sol e carregava uma mochila, na qual a polícia acredita que uma das duas bombas usadas no atentado terrorista estava.
O segundo suspeito, preso na noite desta sexta, usava boné branco no momento dos ataques e aparece em diversas imagens no local das explosões. Em um perfil em uma rede social russa, questionado sobre sua "visão de mundo", Dzhokar Tsarnaev afirma que é islâmico.
Um homem que se identificou como pai dos jovens disse à agência russa Interfax que os rapazes "são inocentes" e que foram vítimas de uma armadilha. Alina Tsarnaeva, irmã dos suspeitos que reside em Nova Jersey, disse que "jamais poderia esperar" que os familiares se envolvessem nisso.
Um tio, entrevistado pela imprensa americana, afirmou que os rapazes são "perdedores" e culpados, além de uma vergonha para a família. Outra tia, moradora de Toronto, no Canadá, afirmou acreditar que os garotos são inocentes e pediu mais provas ao FBI.
Região central de Boston é vista quase deserta nesta sexta-feira (19) (Foto: John Tlumacki/The Boston Globe/The New York Times)Região central de Boston ficou quase deserta com
"caçada" policial aos irmãos suspeitos (Foto: John
Tlumacki/The Boston Globe/The New York Times)
Perseguição policial
A polícia chegou até os irmãos suspeitos pelo atentado após um incidente no campus do MIT (Massachusetts Institute of Technology), em Cambridge. O local é separado de Boston pelo Rio Charles. Segundo o coronel Alben, houve um assalto a um mercado próximo de onde os irmãos estavam escondidos. Assustados, eles teriam atirado contra um policial.
Pouco depois, os policiais receberam informações sobre um roubo de carro. O motorista teria sido mantido refém por meia hora e solto em um posto de combustíveis. A polícia localizou o veículo e, durante uma perseguição, a dupla atacou os agentes com explosivos e tiros.
Foi nesse momento que Tamerlan Tsarnaev, o irmão mais velho, foi baleado, detido e levado para o hospital, onde acabou morrendo. Um policial foi ferido.
Richard Wolfe, chefe do pronto-socorro do hospital que recebeu o suspeito ferido, disse que ele sofreu múltiplas lesões, provavelmente por tiros e explosões, o que causou uma parada cardiorrespiratória. Questionado sobre a quantidade de tiros que ele levou, o médico disse: "Incapaz de contar".
O irmão mais novo, no entanto, conseguiu escapar do local e desencadeou uma grande ação policial, que contou com contingente do FBI, agentes armados com fuzis, especialistas do esquadrão antibombas, veículos blindados e helicópteros Black Hawk. Os policiais, federais e locais, fizeram uma busca "casa por casa" na região.
Obama fala sobre fim do cerco a último suspeito de ataques à Matarona de Boston, na noite de sexta-feira (19), em Washington (Foto: Kevin Lamarque/Reuters)Obama fala sobre fim do cerco a último suspeito de
ataque em Boston (Foto: Kevin Lamarque/Reuters)
[...] Por que homens jovens que cresceram e estudaram aqui como parte de nossas comunidades e país recorrem a esse tipo de violência?
Barack Obama
Imagem de fotógrafo amador mostra pânico logo após explosão durante Maratona de Boston. (Foto: Ben Thorndike / AP Photo)Imagem de fotógrafo amador mostra o pânico logo
após explosões (Foto: Ben Thorndike / AP Photo)
'Muitas questões sem resposta'
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, saudou o trabalho das forças policiais que permitiu a captura de Dzhokar Tsarnaev, mas destacou que ainda há "muitas questões sem resposta" sobre os atentados.
"Obviamente, esta noite ainda há muitas perguntas não respondidas Entre elas: por que homens jovens que cresceram e estudaram aqui como parte de nossas comunidades e país recorrem a esse tipo de violência? Como eles planejaram e realizaram esses ataques, e eles receberam alguma ajuda?"
Em um breve discurso na Casa Branca, o presidente reconheceu que esta foi "uma semana difícil", em referência ao atentado que deixou três mortos e 180 feridos e à explosão que devastou uma cidade na região de Waco, no Texas. Segundo o presidente, os autores do atentado fracassaram porque os americanos "se negaram a ser aterrorizados".
Explosões em maratona
As duas fortes explosões ocorreram no momento em que milhares de corredores terminavam a 117ª edicão da maratona, considerada a mais antiga do mundo, disputada desde 1897. Muitas pessoas estavam no local, em clima festivo, esperando pela chegada dos corredores.
A primeira explosão ocorreu perto de uma loja de equipamentos esportivos e a outra próxima a uma arquibancada. As duas explosões foram quase simultâneas e ocorreram por volta das 14h50 locais (15h50 de Brasília), na segunda (15). Testemunhas relataram ter visto feridos graves, com membros amputados, e muito sangue na rua.
A prova deste ano era disputada por pelo menos 131 corredores brasileiros. O Itamaraty afirmou que não houve registro de vítimas brasileiras.
Em vídeos divulgados pelo FBI na quinta (18), os dois indivíduos são vistos andando juntos antes dos ataques. Richard DesLauriers, que chefia a investigação, disse que eles estavam "fortemente armados" e eram "perigosos".
No dia do ataque, os dois suspeitos levavam mochilas que, acredita-se, carregavam as duas bombas detonadas, feitas com explosivos acondicionados em panelas de pressão.
 

Confira os confrontos definidos das oitavas da libertadores

 

PALMEIRAS PERDE NO PERU, MAS FICA NA PONTA GRAÇAS A GOL NO FIM DO LIBERTAD


Sabem o tão falado clima de Libertadores? Jogos tensos, pressão da torcida, ambiente hostil e muita raça? Esqueçam tudo quando falarem de Sporting Cristal x Palmeiras, disputado nesta quinta-feira, em Lima, no Peru. Um dos jogos de Libertadores com menos cara de Libertadores que já se viu. Nem a cara do Palmeiras foi a mesma das últimas cinco vitórias. Longe do time aguerrido que os empolgados torcedores apoiaram, da organização e do bom futebol, a equipe foi derrotada por 1 a 0 (veja os melhores momentos no vídeo). O resultado, porém, não alterou a situação do Verdão, que avança às oitavas de final na liderança grupo 2. Até os 45 minutos do segundo tempo, o Tigre vencia o Libertad por 5 a 2, e garantia a ponta no saldo. Só que o terceiro tento paraguaio, já nos acrescimos, recolocou o time alviverde na primeira colocação. No primeiro mata-mata, o Verdão vai enfrentar o Tijuana, do México. As datas ainda serão definidas pela Conmebol.

Sem clima
Palmeiras e Tigre terminam a primeira fase com nove pontos. O time brasileiro tem saldo zero. Os argentinos ficaram com menos um. Essa é a diferença que fez o gol do Libertad.
A vinte minutos de os times entrarem no gramado do estádio Miguel Grau, nenhum torcedor estava na arquibancada. Nenhum! Só funcionários, convidados e loiras estonteantes com pequenas blusinhas dos patrocinadores da competição. Os portões foram abertos, e cerca de 300 pessoas entraram. E nem para ficarem juntos... Um bloco de peruanos no centro da arquibancada, outro atrás do gol, e palmeirenses do outro lado.
No camarote reservado para o Sporting Cristal, apenas uma mulher. Ninguém do clube. Já a comitiva palmeirense, inclusive o presidente Paulo Nobre, sentou-se nas cadeiras numeradas, logo abaixo das câmeras de televisão. De uma cabine de imprensa confortável, mas sem luz, os jornalistas brasileiros relataram a partida.
Em campo, muitos erros de finalizações, posicionamento, marcação... Erros que o Verdão terá de corrigir para as oitavas de final, ainda sem datas confirmadas. Antes disso, domingo, pegará o Ituano para tentar melhorar sua posição na última rodada da primeira fase do Paulistão - atualmente é quinto, com 34 pontos.
Charles jogo Sporting Palmeiras (Foto: AFP)Charles disputa lance com Lobatón no jogo disputado no Peru nesta quinta-feira  (Foto: AFP)

Primeiro tempo muito fraco
Com o desfalque de Ronny, vetado em razão de uma amigdalite, o Palmeiras teve Caio e Emerson adiantados, e a falta de entrosamento prejudicou demais o setor ofensivo. Os lances de perigo dependiam do apoio dos jogadores de meio e do lateral Ayrton, que, por exemplo, recebeu bom lançamento em profundidade, mas teve de finalizar sem ângulo porque não havia ninguém na área.
Já no eliminado Sporting, nada tinha muita qualidade, mas tudo parecia ser mais bem pensado. A começar pelos volantes Lobatón (e que time peruano não tem um Lobatón?) e Cazulo, e pela visão de jogo de Calcaterra. Ele achou Ávila livre na área após vacilo de Vilson, mas Fernando Prass impediu o gol. A outra grande chance foi de Rengifo. A bola caiu em seus pés no chute de Cazulo. Sozinho, girou por cima do gol palmeirense.
Já agasalhadas porque a temperatura baixa bastante quando cai a noite no Peru, as loiras seguiam passando por trás da diretoria, dos torcedores, e sendo fotografadas. Poucos queriam saber do jogo. Até no time do Palmeiras. Havia um buraco no meio, e Maurício Ramos atuava pelo lado esquerdo da zaga, algo que não está acostumado. O Verdão foi para o intervalo, e os resultados até então apontavam o Tijuana, do México, como adversário alviverde nas oitavas.
Ayrton jogo Sporting Palmeiras (Foto: AFP)Ayrton teve atuação apenas regular na partida em que o Verdão perdeu para o Sporting por 1 a 0  (Foto: AFP)
Pouca luz, pouco futebol
Na precária iluminação do estádio, escolhido porque o Nacional, primeira opção, recebeu um show de rock na véspera, e o Alberto Gallardo, casa do Sporting, nem refletores possui, o Palmeiras também foi opaco. Escuro. E a substituição do técnico Roberto Mosquera ainda melhorou sua equipe. Chiroque substituiu Ross, e a marcação palmeirense teve mais um para se preocupar. Ele abriu espaço para Ávila, de longe, acertar belo chute de esquerda e acertar o ângulo esquerdo alto de Prass.
Golaço que parte da torcida festejou com os instrumentos de bandinha de colégio, outra aplaudiu com um ar blasé, como se fosse um winner de Novak Djokovic. O narrador local, estranhamente, só gritou um minuto depois. O Tigre logo fez 4 a 2, e a liderança do Palmeiras ficou no fio da navalha. Mais um gol dos argentinos ou do Sporting jogaria o Verdão para baixo.
Mas os comandados de Kleina seguiram passivos, e os anfitriões marcando com todos os jogadores no campo de defesa, à espera de um contra-ataque que não veio. O técnico, então, resolveu mostrar que queria a vitória. Tirou dois jogadores defensivos, Marcelo Oliveira e Charles, para a entrada do meia Tiago Real e do atacante Maikon Leite. Saiu dos pés deles a melhor chance brasileira. Tiago, pela esquerda, invadiu a área e cruzou para Maikon bater por cima.
Gol! Do Tigre... E lá se foi o Palmeiras para a segunda colocação. Talvez por isso os atletas passaram a ocupar o campo ofensivo com mais intensidade, mas não foram felizes na armação e nas conclusões. Mesmo sem conseguir fazer sua parte, o Verdão ganhou um presente inesperado nos acréscimos, com o terceiro gol do Libertad em Assunção, fato que recolocou o alviverde na primeira colocação do grupo 2.
 

GRÊMIO SOFRE, EMPATA E BRIGA COM O HUACHIPATO PARA AVANÇAR ÀS OITAVAS


Está salvo, vivo e renovado o “Projeto Libertadores”. O Grêmio não fez chover, como sugere a cidade de Talcahuano, cuja tradução é “céu trovejante”, mas arrancou um empate em 1 a 1 sofrido e brigado com o Huachipato para se classificar às oitavas de final. Literalmente brigado. O espetáculo em campo deu lugar a um clima de guerra assim que o árbitro encerrou a partida. O técnico do Huachipato, Jorge Pellicer, invadiu o campo e se estranhou com Vanderlei Luxemburgo, gerando confusão generalizada, com direito a invasão de torcedores. Na ida para o vestiário, na entrada do túnel de acesso, o treinador tricolor escorregou e caiu no gramado, sendo agredido. A polícia agiu rapidamente e impediu um problema ainda maior.
Luxemburgo confusão jogo Huachipato Grêmio  (Foto: Marcelo Hernandez / Photosport / AFP)Luxa sorri diante das provocações, antes da confusão ficar pior (Foto: Marcelo Hernandez / Photosport / AFP)
Com o triunfo do Fluminense sobre o Caracas, o Grêmio acabou em segundo do Grupo 8 e vai enfrentar o Santa Fé-COL, decidindo o mata-mata fora de seus domínios, em data a ser definida. A equipe não terá Zé Roberto no jogo de ida. Autor do gol tricolor contra os chilenos, ele levou o terceiro cartão amarelo.
Apesar do gol sofrido no fim - Aceval empatou aos 43 do segundo tempo, dando contornos dramáticos ao até então jogo mais importante do semestre para o Grêmio -, a partida desta quinta, na portuária Talchuano, a 500 quilômetros da capital Santiago, mostrou que, da clarividência do capitão Barcos às defesas seguras de Dida, o time de Luxemburgo tem algo além daquela equipe insossa, sem brilho nem gols dos últimos jogos do Gauchão. O estadual, aliás, é a próxima parada gremista. Enfrenta o São Luiz, na segunda, pelas quartas de final da Taça Farroupilha.
Casa cheia e Barcos de capitão
Sempre abaixo dos cinco mil na Libertadores, a torcida do Huachipato desta vez atendeu ao chamado, aproveitou a promoção de dois ingressos por um e encheu o pequeno estádio CAP. Encheu, mas não lotou. Com alguns espaços vazios, não chegou a dez mil espectadores. Mesmo assim, todos os chilenos gritaram em uníssono por dois nomes em especial: o então artilheiro da Libertadores, Braian Rodríguez, e... Vargas. Sim, valeu mais a nacionalidade do atacante gremista do que a momentânea rivalidade.
A novidade mesmo ficou por conta de Vanderlei Luxemburgo, que alçou Barcos a capitão. Uma exceção à regra, para aproveitar o castelhano afiado do argentino. A longo prazo, o dono da braçadeira segue sendo Zé Roberto. Aliás, o meia virou atacante, compondo uma linha de três, com Vargas e Barcos. Foi a surpresa maior de Luxa, sem poder contar com Elano, lesionado, e usando também três volantes.

O estádio, enfim, se transformou num caldeirão com o frisson pelo gol iminente. Mas logo voltaria a emudecer. Aos 17, Barcos tinha à frente dois zagueiros e um balão torto da zaga. Transformou o obstáculo em chance de gol. Desvencilhou-se dos dois e chutou por cima. Poderia até ter servido a Zé Roberto, que passou zunindo ao seu lado. Pouco tempo depois, Pará demorou a passar para o camisa 10, que levou as mãos ao céu enquanto saltitava tamanha a bronca com o erro do colega.E o jogo começou à feição do Grêmio. Um Huachipato afobado, primando pelo atropelo, deu espaço ao tão almejado contragolpe tricolor. Vargas se sentiu à vontade no lado direito, enquanto Zé ocupava a ponta oposta. A primeira chance, inclusive, foi brasileira. Pará cruzou, a bola viajou às costas da zaga e caiu na cabeça de Barcos. O Pirata, sem cavanhaque, mas com fome de gol, até porque não marca há seis jogos, torneou, mas errou o alvo, aos seis minutos. A resposta foi instantânea. Pelo alto, conforme anunciado e alertado pelo próprio Grêmio. Braian Rodríguez levou a melhor sobre Bressan, substituto de Cris, suspenso. Mas parou nas mãos gigantes de Dida.
Zé do ataque resolve a parada
Quem errou mesmo foi Fernando. Saiu jogando de maneira displicente, perdeu a bola, que foi aberta para o lado direito. Caiu no pé de quem? Braian Rodríguez. O artilheiro ingressou livre na área. O chute forte só não virou gol porque Dida espalmou, em milagrosa defesa. Isso aos 29. Cinco minutos antes, Alex Telles entrara na vaga de Adriano, lesionado. André Santos assumiu o meio-campo, e o garoto foi à lateral-esquerda - estava fora desde 24 de fevereiro, quando fraturou a face no Gre-Nal, pelo Gauchão.
Zé Roberto gol Grêmio x Huachipato (Foto: AP)Zé Roberto marca e comemora o gol do Grêmio (Foto: AP)
Aos 32, André Santos, mais avançado, lançou Barcos, que aparou de cabeça. Ela chegou até Zé com o camisa 10 de costas. Mas, enfim, chegou, após duas tentativas frustradas. Criativo, tirou um movimento de puxeta para não precisar dominar a bola. Veloso sujou o impagável uniforme rosa em vão: Grêmio 1 a 0, com Zé Roberto, o Zé da galera, do gol e, nesta noite, do ataque.
Luxa, que deu pulinhos e urros de indignação com o erro anterior de Fernando, desta vez abriu o sorriso, abraçou os integrantes do banco de reservas. Um gol que valia muito, pois o Huachipato precisaria virar para arrancar a classificação do Grêmio. O que não conseguiu no primeiro tempo, que chegou ao fim com inabalável cantoria dos “hinchas” chilenos.
Fora da partida por lesão, Marco Antonio acompanhou a partida ao lado de Cris, Busatto, Willian José e Jean Deretti. Ao deixar o espaço e ir ao corredor, foi abordado por um torcedor. Eufórico, ele recomendou.
- Agora, tem que furar a bola!
Huachipato assusta, mas vaga é brasileira
Que nada. O Grêmio seguiu fazendo o que, em tese, o seu grupo sempre teve potencial: jogar bom futebol, em vez de apenas se retrancar. Mas é fato que foi bastante fustigado pelo Huachipato, embora sem chances claras de gol. O perigo maior eram os cruzamentos, que muitas vezes passavam como se fossem chutes, de tão venenosos. A melhor delas foi aos oito minutos, em cobrança de falta de González raspando o poste.
Coube a Zé Roberto, tomando gosto pelo ataque, tirar o marasmo do embate. Aos 23, invadiu a área e colocou de pé canhoto. O ângulo estava à espera da bola, mas ela teimou em fazer a curva pela linha de fundo. Mas Zé já havia marcado uma vez. E havia Dida, em noite até ali mais do que inspirada. A vaga seria do Grêmio, mas com drama de novela mexicana no final.
Werley sentindo dores musculares deixou o time com um a menos, afinal, Luxa havia feito as três trocas - Alex Telles, Welliton e Kleber entraram. Assim, Souza virou zagueiro. O defensor pulava em campo, não conseguia correr. Foi para o ataque só para fazer número. Sem um marcador, o Huachipato pressionava. Fernando, na entrada da área, tocou a bola com a mão. Falta perigosa, que Aceval cobrou e empatou, aos 43 minutos. Dida nem saltou, e pareceu ter pedido desculpas aos companheiros.
Praticamente com um a menos, o Grêmio segurou a pressão. Teve três escanteios contra em sequência. Mas o sufoco passou. Está nas oitavas.
confusão jogo Huachipato Grêmio  (Foto: AP)Delegação do Grêmio fica encurralada no túnel de acesso ao vestiário (Foto: AP)

 

FLUMINENSE LEVA SUSTOS, MAS VENCE O CARACAS, ACABA LÍDER E PEGA O EMELEC


O Fluminense fez o dever de casa. Contra um limitado time do Caracas-VEN, os tricolores chegaram a levar sustos, mas nos pés de Rafael Sobis encontraram a salvação. O atacante fez o gol da vitória por 1 a 0, na noite desta quinta-feira, em São Januário, e ajudou a garantir a primeira colocação do Grupo 8 da Libertadores, com 11 pontos. O Grêmio, que empatou com o Huachipato (1 a 1), no Chile, ficou em segundo. Com a classificação de cariocas e gaúchos, é a primeira vez que seis times brasileiros avançam às oitavas de final. O adversário do Flu na próxima fase é o Emelec, do Equador. O Tricolor disputa a segunda partida em casa. As datas ainda serão divulgadas. Se passar pelo Emelec, o Fluminense enfrentará o vencedor do duelo entre Olimpia e Tigre.
- É bom se sentir importante, num momento importante. Fizemos um jogo para classificar, fomos inteligentes na medida do possível, vínhamos de uma sequência forte de jogos. O que vale é o resultado final - disse Rafael Sobis, herói do jogo.

Antes de voltar à Libertadores, os comandados do técnico Abel Braga têm um compromisso pela última rodada da fase de grupos da Taça Rio, domingo, contra o Bangu, às 16h (de Brasília), em São Januário.Antes de a bola rolar, uma pequena parte do público presente (12.158) chamou a atenção no espaço destinado aos torcedores do Caracas. Nada a ver com futebol. Opositores ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, levaram cartazes pedindo a recontagem dos votos que elegeram o chavista por uma margem pequena. Porém, houve ameaça por parte de quem é a favor do mandatário atual. E os opositores deixaram o estádio. O público pagante foi de 10.224, com renda de R$ 223.070,00.

Faltou sorte, faltou tamanho
Rafael Sobis gol Fluminense Huachipato (Foto: AFP)Rafael Sobis corre para comemorar o gol da vitória tricolor em São Januário (Foto: AFP)
A torcida afagou seu lateral-esquerdo com cantos de “Força, Carlinhos” - na última semana, sua esposa, que estava grávida, perdeu o bebê. O incentivo parece ter mexido com o jogador. Eram pelo lado esquerdo as investidas preferenciais. Mas o Fluminense também encontrava certa facilidade. René Flores dava espaço e não recebia muito auxílio dos seus companheiros de meio de campo, que deixavam os passes de Wagner e Rafael Sobis chegarem sem problemas. Além disso, o time venezuelano entregava a bola para os tricolores em seguidas saída de jogo. O caminho para o gol tricolor parecia simples.
Em um dos lances de Carlinhos, faltou a Wellington Nem mais um pouquinho de altura para mandar a bola para a rede. O atacante, de 1,65m de estatura, finalizou de cabeça na pequena área. Direto para fora. A Rhayner faltou foi aquela sorte que teve ao tentar cruzar e estufar a rede contra o Resende, auxiliado por um toque do goleiro Mauro, em seu primeiro e único gol com a camisa tricolor. Desta vez, ele deu um chute bonito, colocado, que parou no travessão.
O Caracas chegou a dar sustos em lances de bola parada. Mas os sustos maiores foram dados pelo goleiro Renny Vega. Sempre atabalhoado para cortar cruzamentos, desguarneceu por vezes a baliza. No entanto, fez o milagre quando solicitado. Saiu mal, como de costume, mas voltou a tempo de evitar o que parecia já estar decretado. Leandro Euzébio só poderia lamentar a defesa.

Ah, Gum! Boa, Sobis!
Edinho jogo Fluminense Caracas (Foto: Felipe Dana / AP)Capitão do Flu, Edinho se estica para afastar o perigo (Foto: Felipe Dana / AP)
Na volta do intervalo, Wellington Nem mudou para o lado direito do ataque para explorar o cansaço do lateral-esquerdo brasileiro Amaral. Uma estratégia para confundir e surpreender o adversário. Confuso mesmo ficou Gum. O zagueiro vacilou na saída de jogo e entregou o doce para Peña. O meia finalizou bem, mas a bola foi para fora, raspando a trave direita de Cavalieri.
O Fluminense parecia não ter entrado em campo ainda na segunda etapa. Ninguém acreditava muito no cruzamento que virou finalização de Cure. A bola explodiu na trave de Diego Cavalieri e pipocou no meio da área até a defesa tricolor afastar, aos sete minutos. Aos oito, João de Deus entrou em ação para aliviar o sofrimento. Carlinhos cruzou, Rhayner dividiu, e a sobra, na medida, caiu nos pés de Rafael Sobis. O atacante bateu firme, sem chances para Vega. Preciso, anestésico. A torcida inflou os pulmões. Gritos de alegria soltos.

Entre um ataque e outro, os comandados de Abel ajudavam a aumentar os batimentos dos torcedores. Cabezas cruzou todo torto, parecia mandar na lua, mas a bola caiu no travessão. Depois, Cure recebeu na área e bateu no cantinho. Diego Cavalieri salvou. Felipe ainda entrou no lugar de Wagner para cadenciar a partida. Jean quase ampliou. Houve um bate-rebate na área, mais uma chance para marcar, mas a classificação estava garantida com o 1 a 0. Fim de papo, e os jogadores, que durante o jogo se perguntavam quem seria o adversário, tiveram a resposta: Emelec.
 

IMPERDÍVEL!!
 
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