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31 DE MAIO EM RG

Mais um Brasileiro:GRÊMIO É DEVORADO POR MEDINA, LEVA 1 A 0 NA COLÔMBIA E DEIXA LIBERTADORES


Tricolor sustenta empate até os 34 minutos do segundo tempo, mas sofre gol da derrota justamente do atacante que prometeu 'comer' o adversário
Não adiantou se preparar com antecedência, minimizar os efeitos da altitude de 2,6 mil metros de Bogotá. Tampouco ignorar as provocações de Medina. Em uma má atuação, na noite desta quinta-feira, no El Campín, o Grêmio deu adeus ao sonho do tri da Taça Libertadores. Perdeu por 1 a 0 para o Santa Fé, gol justamente do polêmico atacante que prometeu "comer" o time gaúcho. E comeu. O resultado encerrou oitavas de final a trajetória tricolor.

A verdade é que o Grêmio não acertou quase nada. Apostou no empate, resultado que lhe daria a vaga, afinal, havia vencido a primeira partida por 2 a 1 na Arena. Melhor para o time local, que, com o apoito de um torcida entusiasmada, tenta se superar na principal competição sul-americana: o máximo que conseguiu foi chegar à semifinal, em 1961.
A chance gremista de ficar com a vaga até que surgiu. No apagar das luzes, aos 47 do segundo tempo. Após cruzamento de Pará, a bola sobrou limpa para Vargas, que, completamente livre, mandou por cima do gol. Agora resta ao Tricolor o Brasileirão. Estreia no dia 26 contra o Náutico no Alfredo Jaconie, Caxias do Sul – a Arena está interditada. O Santa Fé encara o Real Garcilaso, do Peru. A Conmebol ainda vai divulgar as datas exatas de todos os confrontos das quartas de final.

Festa, pressão e... Dida
Tudo o que o Santa Fé prometeu, cumpriu. Tudo o que o Grêmio pretendia fazer, não fez. Foi assim que o primeiro tempo se apresentou. O estádio tinha grande público – não lotou por detalhe –, linda festa com fumaça vermelha, uma faixa com os dizeres "Queremos a Copa" e, claro, a pressão inicial. O time local partiu para cima. Tinha de reverter a desvantagem. E encontrou um adversário nervoso e cheio de erros, embora o começo promissor.

Logo a cinco minutos, em grande assistência de Elano, o chileno surgiu na entrada da área: bateu firme para boa defesa do xará Vargas. Foi só. Não conseguiu manter a posse de bola, não trocou passes e tampouco atacou. Quando Zé Roberto, em vez de apresentar a qualidade normal, perde o tempo de bola e acerta um chute em Torres, era porque as coisas não estavam bem. Apesar de o veterano meia ter escapado do cartão vermelho no lance.
Os gritos, as buzinas e o técnico Wilson Gutierrez, ao escalar três atacantes, turbinaram o Santa Fé. Sem o lateral-direito Roa, o comandante apostou no atacante Cristian Borja – deslocou o volante Anchico. Mas demorou a dar certo. O Grêmio de Vanderlei Luxemburgo, na cabine número 16 do estádio, afinal, continua suspenso pela Conmebol, soube aproveitar a velocidade de Vargas.
Souza jogo Grêmio Santa Fé (Foto: Reuters)Souza disputa a bola contra o rival do Santa Fé (Foto: Reuters)
Sorte que Dida, sim, foi uma grande figura. Primeiro, a sorte. Borja ganhou de Werley, no alto, e acertou a trave. Enquanto os demais jogadores abusavam da cera, o goleiro ainda defendeu cabeçada de Torres e chute de Cuero. Só não foi pior porque a equipe colombiana, igualmente, deixou a desejar.
- Temos de manter a posse de bola. Marcamos bem, mas não conseguimos atacar - diagnosticou Zé Roberto no intervalo.
Altitude gera cansaço
A pausa entre os tempos, aliás, reservou mais um espetáculo da torcida. Um bandeirão de quase 300 metros tomou meio estádio. Com a inscrição "A força de um povo", o público tratou de dar o incentivo final. Embora a invasão parcial de alguns aficcionados.
Deu certo. A bandeira não tinha sido totalmente recolhida, e o Santa Fé teve a grande chance do jogo. Werley errou, e a bola sobrou a Medina. Cara a cara com Dida, ele bateu fraco, facilitando a defesa do goleiro. O Grêmio parecia tentar administrar o empate. Seus jogadores mantinham os defeitos da etapa inicial. Mais: passaram a discutir em campo.
Torcedores do Santa Fé fazem festa no El Campín (Foto: Hector Werlang/GLOBOESPORTE.COM)Torcedores do Santa Fé fazem festa no El Campín (Foto: Hector Werlang/GLOBOESPORTE.COM)
Pérez desperdiçou falta. Pará impediu cabeçada de Borja. E quando o gol parecia maduro, de novo Dida salvou. Valdés cabeceou rasteiro, e o goleiro se esticou para espalmar. Na sequência, ainda teve reflexo para defender o rebote. Seriam as defesas do jogo. As defesas da classificação tricolor. Mas...
A situação gremista era tão precária que o primeiro ataque saiu de um erro do Santa Fé. Meza recuou fraco. Permitiu que Vargas, com a sua velocidade, tivesse a chance de chegar à bola. Porém, o goleiro Vargas impediu o gol com um carrinho. O lance animou. Vargas, em linda jogada individual, serviu a Barcos, que não teve pernas para chutar.
Naquela altura, o Grêmio parecia cansado. Eram 30 minutos, e a equipe passou a fazer tempo. André Santos, por retardar o lateral, levou amarelo. E o que estava para acontecer, aconteceu. Medina tabelou com Pérez, ganhou dos dois zagueiros - Bressan, então, não parecia estar disputando um jogo de Libertadores. Foi mole no lance, permitiu a invasão do rival. Na saída de Dida, Medina balançou a rede, e a torcida, o estádio: 1 a 0, aos 34 minutos.

Em desvantagem, o Grêmio não conseguiu reagir. As entradas de Kleber, Marco Antonio e Welliton pouco adiantaram. Aos 47, surgiu uma luz. Após jogada pela direita, Pará cruzou, o goleiro rebateu, e Vargas, com o gol livre, chutou por cima. Devorado por Medina, o Grêmio deu adeus a Libertadores.
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Senado aprova MP dos Portos a 4 horas e meia de texto perder validade


 

A quatro horas e meia de perder a validade, a medida provisória conhecida como MP dos Portos foi aprovada nesta quinta-feira (16) pelo Senado por 53 votos a favor, sete contra e cinco abstenções. Pela manhã, o texto tinha sido aprovado pela Câmara.
O plenário derrubou todas as nove propostas de alteração da matéria apresentadas pela oposição, e o texto agora segue para sanção presidencial.
A presidente Dilma Rousseff terá 15 dias úteis para sancionar ou vetar parcial ou integramente o projeto. O prazo passará a ser contado a partir do dia que o texto for protocolado na Casa Civil.
O governo corria contra o tempo para aprovar a medida, porque o texto perderia a validade após a meia-noite desta quinta (16). A MP estabelece um novo marco regulatório para o sistema portuário brasileiro, com o objetivo de modernizar os portos e atrair investimentos.
Enquanto senadores governistas defendiam a proposta e tentavam aprová-la a tempo, a oposição usava instrumentos previstos no regimento para obstruir a votação.
Apreensiva, a ministra responsável pela articulação política, Ideli Salvatti, acompanhava a votação do Planalto, pela TV Senado, e fazia telefonemas aos técnicos para saber detalhes. O ministro da Secretaria de Portos, Leônidas Cristino, também acompanhou parte da sessão do Senado.
O que é a MP dos Portos
A medida provisória  595/2012, conhecida como MP dos Portos, estabelece novos critérios para a exploração e arrendamento (por meio de contratos de cessão para uso) para a iniciativa privada de terminais de movimentação de carga em portos públicos. Leia mais
G1 presenciou uma funcionária do Senado atendendo a uma ligação da ministra de Relações Institucionais. A servidora deu detalhes do andamento da votação e explicou, no telefonema, que a oposição tentava obstruir com inscrição para discursos e apresentação de requerimentos.
As negociações para aprovar a MP no Congresso se arrastaram desde a semana passada. Depois de mais de 41 horas de debates no plenário, somando dez sessões realizadas nas últimas terça e quarta, a Câmara concluiu a votação da medida e enviou o texto, com 50 páginas, ao Senado, que tinha pouco mais de 12 horas para debater e votar. Os senadores votaram o texto em oito horas.
As duas primeiras horas de sessão no Senado foram de discursos com protestos de parlamentares da oposição e até da base aliada contra a votação “em cima da hora” da medida provisória. Os senadores alegaram que não tiveram tempo de ler a proposta aprovada com modificações pela Câmara às 9h43 desta quinta (16).

A estratégia de DEM, PSOL e PSDB para postergar a sessão consistiu em apresentar destaques (propostas de alteração do texto), inscrever o maior número de senadores da oposição para debater a proposta, e apresentar questões de ordem em meio às discussões.
As questões de ordem são questionamentos dos procedimentos de votação que devem ser decididos pelo presidente do Senado. Mais cedo, a oposição protocolou mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal, pedindo para que a corte suspenda a votação. A corte não chegou a decidir sobre o pedido dos parlamentares.
Da tribuna do Senado, o líder do DEM, José Agripino Maia (RN), argumentou que a votação “de última hora” da medida provisória compromete o papel constitucional da Casa legislativa de “revisar” propostas aprovadas pela Câmara.
“Estamos sendo obrigados a rasgar aquilo que somos obrigados a fazer, que é revisar as mudanças feitas na Câmara. Qualquer mudança que fizermos vai fazer com que a proposta volte à Câmara. Os governistas não vão aceitar fazer isso e vamos rasgar o nosso papel de Casa revisora”, disse José Agripino.
O líder do PSOL, Randolfe Rodrigues (AP), afirmou que seria melhor “extinguir” o Senado, já que seu papel constitucional não foi observado. “Depois de hoje é melhor extinguir o Senado e estabelecer o unicameralismo”, afirmou, em protesto pela análise de última hora da MP dos Portos.
Já senadores do PMDB e do PT defenderam a MP dos portos, alegando que ela é necessária para o desenvolvimento do país. O senador Romero Jucá (PMDB-RR) negou que o Senado esteja apenas “carimbando” a proposta aprovada pela Câmara.
“Estamos cumprindo a discussão e agora queremos entrar no mérito. O projeto do senador Eduardo Braga foi aprovado por unanimidade na comissão especial. Houve minúsculas modificações na Câmara e que não mexeram em nada na estrutura. Por isso, voto consciente no projeto porque é o melhor para o Brasil e um dever do Senado votar essa matéria hoje”, disse.
Na Câmara 
A Câmara dos Deputados concluiu na manhã desta quinta-feira, após mais de 41 horas em dois dias de longas sessões, a votação da MP dos Portos.
A sessão para votação da MP dos Portos foi iniciada por volta das 11h de terça-feira (14). O texto base foi aprovado por volta das 20h35, mas os destaques não foram apreciados nas quase 18 horas de trabahos - a sessão foi interrompida às 4h55.


Cerca de cinco horas depois, às 11h30, a sessão foi reaberta. No esforço para acelerar a votação, o governo cedeu e fechou acordo com o PMDB para incluir uma emenda que derrubava outras emendas e destaques com conteúdo semelhante.
Todos os destaques foram votadas até 1h40. Na sequência, muitos deputados foram embora acreditando que a votação havia acabado, mas faltava a apreciação da redação final do texto. A sessão aberta às 2h19 arrastou-se até as 7h19 sem atingir quórum suficiente - 257 deputados. Por volta das 8h, a sessão atingiu o quórum e com 353 deputados, a MP dos Portos foi aprovada às 9h43. O relatório final tem 50 páginas.
Depois de decretar o encerramento da sessão que se estendeu por quase 23 horas, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, se emocionou no plenário. Sentado na poltrona da Presidência, ele ficou com os olhos marejados e a voz embargada no momento em que agradeceu o empenho dos parlamentares na votação da MP.
Em entrevista coletiva logo após o fim da votação, o peemedebista fez questão de ressaltar a “valentia” dos partidos oposicionistas, que conseguiram arrastar por quase 40 horas a apreciação do projeto do Executivo nos últimos dois dias.
“Quero reconhecer a valentia, o aspecto lutador, da oposição, que nos deu muito trabalho. De maneira correta, ética, fez o seu papel. E quero reconhecer aqui a base do governo, que de maneira muito lúcida e competente também fez a sua parte. Acho que hoje não há vencedores nem vencidos”, destacou.

 

VERGONHA VERGONHA VERGONHA! ARBITRAGEM PARA O CORINTHIANS NA LIBERTADORES!


Não há o que falar! Ouvi durante a transmissão que o Corinthians não foi o time que se esperava, que deixou o Boca Juniors jogar e que o time argentino foi superior. Mas não tem como deixar todos os elementos do jogo de lado. Sim, o Boca venceu na bola, não foi desleal.
Carlos Amarilla, arbitro de Corinthians 1 x 1 Boca Juniors
No entanto, tenho que deixar claro que em minha opinião o Corinthians foi superior ao Boca, sofreu um gol em uma falha do goleiro Cássio, mas não podemos deixar de lado os erros 'grosseiros' de arbitragem. Não foram um, dois ou três, foram exatamente quatro erros que culminaram com a eliminação corintiana na Libertadores da América.


Tudo começa aos nove minutos do primeiro tempo quando Emerson invade a área e na hora do arremate, 
 o lateral Marín, que já tinha cartão amarelo, dá um tapa na bola. Pênalti escandaloso para o Corinthians, mas o senhor vestido de preto nada marcou.

Emerson, aos 23, enfia para Romarinho, que sai na cara do gol e marca. Mas a arbitragem marca impedimento do atacante, mais um erro e prejuízo para o Timão. O jogo ainda apontava empate sem gols e logo no minuto seguinte, Riquelme marca para o Boca.


No início do segundo tempo, o Corinthians assume uma postura mais agressiva, vai para cima do Boca e marca aos cinco minutos com Paulinho em belo cruzamento de Emerson. Mas o impeto corintiano é mais uma vez parado por outro erro de arbitragem.

Paulinho balança as redes mais uma vez. Mas a comemoração é logo interrompida pelo auxiliar que anota impedimento inexistente do volante corintiano. Mais uma falha grosseira e o Corinthians era assaltado em seus domínios.

O senhor Carlos Amarilla estava premeditado a prejudicar de forma acintosa  não se intimidou com a torcida e antes de apitar o fim do jogo tratou de mostrar suas reais intensões. O lance aconteceu aos 36 minutos, Emerson invade a área, passa pela marcação e recebe um empurrão pelas costas, o arbitro apenas olha e manda seguir.

Os 38.445 torcedores presentes ao Pacaembu, presenciaram um dos maiores 'assaltos' dos últimos anos da história recente do futebol mundial.

Na primeira fase, com o episódio de Oruro, cogitaram excluir o Corinthians da Libertadores, antes tivessem o feito. Seria menos vergonhoso que instituir uma arbitragem dessas para eliminar em campo o atual Campeão da Competição.








 

Vídeo flagra presos usando celular e drogas dentro de penitenciária no RN


Imagens foram gravadas por um guariteiro durante horário de visitas.
Seis detentos foram identificados e materiais apreendidos após revista.


Vídeos gravados por um dos guardas da Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP), na Grande Natal, flagraram presos consumindo drogas e usando aparelhos celulares durante o horário de visitas (Veja vídeo ao lado) dentro da unidade.

As imagens foram feitas nesta quarta-feira (15), do alto de uma guarita de vigilância. Segundo o diretor Robson Gomes, telefones e drogas foram encontrados com os presos e apreendidos após uma revista. Seis presos foram identificados e devem sofrer sanções disciplinares. Na semana passada, três presos foram punidos em Alcaçuz, na maior unidade prisional do Rio Grande do Norte, por postarem fotos no Facebook.

Nos vídeos, os presos aparecem no pátio da unidade. Um dos apenados percebe que está sendo filmado. Mesmo assim, ele não se intimida e olha para o alto da torre. Em seguida, baixa a cabeça, sorri, e usa o celular. Em outra cena, presos consomem entorpecentes, provavelmente cocaína. Com o tubo de uma caneta, eles cheiram o pó.
Ainda de acordo com o diretor, o vídeo foi feito durante o horário de visitas íntimas. A direção ainda tenta descobrir como os materiais entraram na unidade. “Eu avaliei todas as imagens das câmeras de vigilância interna e não consegui identificar alguma ação suspeita dos servidores”, acrescentou Robson.
Para o diretor, é possível que as próprias mulheres, que foram visitar os companheiros presos, tenham levado as drogas e os telefones. “Nós só temos cinco agentes. Ontem só tínhamos quatro para vigiar os presos e revistar 200 mulheres e as coisas que elas trouxeram”, relatou. O PEP possui atualmente 506 homens presos para uma lotação de 386 detentos.
Seis presidiários flagrados pelas imagens foram identificados pelos agentes. Após assistir ao vídeo, a direção isolou os presos e fez uma revista nas celas, que começou às 16h e durou duas horas. Alguns gramas de drogas e 13 aparelhos celulares foram apreendidos. Na manhã desta quinta-feira (16), a Coordenadoria de Administração Penitenciária do Rio Grande do Norteenviou uma equipe do Grupo de Operações Especiais (GOE) para realizar nova revista com os agentes. Mais dez celulares foram encontrados.  “Já foi aberta uma sindicância e vamos encaminhar o caso para a Justiça”, concluiu Robson Gomes
.
 

Alves reconhece 'valentia' da oposição em votação de 41 horas


Para presidente da Câmara, oposicionistas 'deram muito trabalho'.
Segundo Alves, votação da MP dos Portos é a mais longa que presenciou.


Ao final da sessão desta quinta-feira (16), que se estendeu por quase 23 horas, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves (PMDB-RN), afirmou que a oposição foi valente ao arrastar a apreciação da MP dos Portos por 41 horas (entre terça e quinta). Parlamentar mais antigo da Câmara, Henrique Alves também ressaltou que, ao longo dos 43 anos em que atua no Legislativo, nunca havia visto uma votação se estender por tantas horas consecutivas.
“Quero reconhecer a valentia, o aspecto lutador, da oposição, que nos deu muito trabalho. De maneira correta, ética, fez o seu papel. E quero reconhecer aqui a base do governo, que de maneira muito lúcida e competente também fez a sua parte. Acho que hoje não há vencedores nem vencidos”, destacou.
O que é MP dos Portos
A medida provisória  595/2012, conhecida como MP dos Portos, estabelece novos critérios para a exploração e arrendamento (por meio de contratos de cessão para uso) para a iniciativa privada de terminais de movimentação de carga em portos públicos. Leia mais
Indagado sobre a possibilidade de os senadores não conseguirem votar a proposta antes de ela caducar, Alves disse que, “agora”, o assunto é responsabilidade do Senado.
“Em relação ao Senado, vocês querem demais. Nós cuidamos da Câmara. Agora, o Senado vai cuidar também da sua responsabilidade. Espero que o Senado faça de maneira respeitosa com a oposição aquilo que a Câmara soube fazer”, brincou o presidente da Câmara.
Alves afirmou que nunca havia visto uma votação se estender por tantas horas consecutivas. “Participei da Constituinte e não vi nada igual. Foram 18 horas ontem [terça] e 23 horas hoje [quarta]. Quase 41 horas de discussão, de debate, de controvérsia e de respeito”, observou.
Validade
Após chegar ao Congresso, uma MP tem 60 dias para ser analisada pelos parlamentares, prorrogáveis por mais 60 (não são contados os dias de recesso parlamentar). A MP dos Portos foi editada pelo Executivo e enviada ao Congresso em dezembro de 2012. No dia 8 de março deste ano, antes de completar o primeiro prazo inicial, o presidente do Senado assinou o ato de prorrogação por mais 60 dias.
De acordo com a assessoria de imprensa do Senado, se não for votada até esta quinta, a MP perde a validade completamente e todos seus efeitos deixam de vigorar. Cabe, então, ao governo editar uma nova medida provisória sobre o assunto ou editar um decreto com normas para a área dos portos.
Uma nova MP, segundo a assessoria do Senado, terá de percorrer todo o trâmite novamente no Congresso. Isso significa que ela precisará ser analisada em uma comissão especial mista e depois passar pelos plenários da Câmara e do Senado. O prazo para o Congresso analisar a MP também será o mesmo: 60 dias prorrogáveis por mais 60.
Já um decreto do Executivo não precisa ser aprovado pelo Congresso, mas tem o alcance limitado, segundo a assessoria do Senado. Isso porque o decreto é uma ação unilateral do Executivo e não tem o poder de promover reformas na legislação, como deseja o governo com a MP dos Portos. O decreto acaba apenas regulamentando normas já existentes. A edição de um decreto, no entanto, não exclui a possibilidade de edição de uma nova MP
.
 

Chuva desta terça-feira foi a maior do ano em Natal, diz Emparn


O volume acumulado até as 19h foi de 72,6 milímetros.
Precipitação causou transtornos e deixou o trânsito lento na capital potiguar.


Sem sinalização e sob chuva, carro cai em buraco em Cidade Satélite (Foto: Rilyonaldo Marques)Sem sinalização e sob chuva, carro cai em buraco em Cidade Satélite (Foto: Rilyonaldo Marques)












A chuva que caiu em Natal nesta terça-feira (14) já é a maior do ano na capital potiguar. Choveram 72,6 milímetros até as 19h, de acordo com os registros da estação pluviométrica da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn). O metereologista Gilmar Bistrot avaliou o volume de precipitação como "moderado".

Antes dessa, a maior precipitação do ano havia sido registrada no dia 29 de abril, quando choveram 42.9 milímetros. "Toda chuva que tem concentração de 15 a 20 milímetros em áreas urbanas, como é o caso da Grande Natal, é considerada moderada. Nessas regiões mais urbanizadas o solo não tem infiltração", explica Bistrot.
 Os registros da estação pluviométrica da Emparn mostram que a chuva começou às 2h e se intensificaram entre 13h e 19h. O pico ocorreu às 15h, quando choveram 16.4 milímetros.

As chuvas causaram problemas na Grande Natal. O Corpo de Bombeiros da Polícia Militar recebeu durante a tarde três chamados sobre quedas de árvore. No hospital Deoclécio Marques de Lucena, em Parnamirim, o teto de um banheiro desabou, o que causou a inundação da sala de repouso dos funcionários da unidade. Alagamentos, acidentes e trânsito lento também puderam ser vistos durante o dia.
 

Rio Grande do Norte tem 1.455 casos confirmados de dengue em 2013

Natal é a cidade com o maior número de notificações (552).
Números tiveram redução em relação à 2012.


larva do mosquito da dengue (Foto: Tita Mara Teixeira/G1)
larva do mosquito da dengue (Foto: Tita Mara Teixeira/G1)
Rio Grande do Norte registrou 1.455 casos confirmados de dengue do início do ano até o dia 27 de abril. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (14) pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). De acordo com o boletim, os cinco municípios que apresentam as maiores notificações de casos suspeitos são: Natal(552), Parelhas (456), Pau dos Ferros(408), Santa Cruz (322) e Jardim de Piranhas (236).

O Programa Estadual de Controle da Dengue alerta a população e gestores de saúde sobre alguns cuidados básicos diante da doença: eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegypti, não jogar lixo em terrenos baldios e evitar recipientes que acumulem água.
A secretaria informou que foram notificados 5.685 casos suspeitos de dengue no estado e, destes, 1.455 casos foram confirmados. No mesmo período do ano de 2012, esses números foram, respectivamente, 16.398 e 6.356, o que aponta um decréscimo no quantitativo de casos.

 

Em Natal, Valcke elogia: ‘Satisfação ver o projeto dentro do cronograma’


Ao lado de Ronaldo e Bebeto, secretário-geral da Fifa se mostra satisfeito com os trabalhos na Arena das Dunas. Operários ganham ingressos simbólicos


Jérôme Valcke elogia avnaço nas obras da Arena das Dunas, em Natal (Foto: Tiago Menezes)Jérôme Valcke elogia avanço nas obras da Arena
das Dunas, em Natal (Foto: Tiago Menezes)
Depois de 11 meses, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, voltou às obras de construção da Arena das Dunas, em Natal. Ao lado dos ex-jogadores Ronaldo e Bebeto, membros do Comitê Organizador Local (COL), e de Luis Fernandes, do Ministério dos Esportes, o francês visitou o local na manhã desta segunda-feira e gostou do que viu. Segundo o dirigente, é importante saber que o projeto está dentro do cronograma e que tudo ficará pronto para ser testado antes da Copa do Mundo.
- É uma grande satisfação estar aqui. Sinto muito pela correria, mas queria agradecer pelo empenho de todos. Sabem que o estádio deve ser entregue no fim do ano e as obras de mobilidade em maio para que sejam testados. Três eventos-testes devem ser feitos em Natal. Estão construindo um belíssimo estádio. Os jogos aqui são importantes e é uma satisfação ver o projeto dentro do cronograma - elogiou Valcke.
A Arena das Dunas entra em um ritmo acelerado para ser entregue em perfeitas condições até dezembro. Na última semana, o consórcio responsável pela obra divulgou que o estádio atingiu 66,18% de conclusão. Para junho está prevista a instalação da cobertura metálica. Nessa etapa, os atuais guindastes serão desmontados e acrescidos de outras ferramentas para atuarem na execução das tarefas.
- É um momento muito importante porque evidencia que Natal vai promover também uma Copa do Mundo.  Melhora a nossa autoestima. Aproveitamos para dizer que não mediremos esforços para fazer com que esse evento deixe aqui um grande legado, principalmente nas obras de infraestrutura. Não tivemos atrás um momento tão importante como esse e dificilmente teremos outro. Temos consciência dessa responsabilidade – disse o prefeito, Carlos Eduardo.
Assim como fez na Arena Pernambuco e no Mineirão, o dirigente entregou ingressos simbólicos para distribuir para os representantes dos operários dos respectivos estádios. A Fifa vai doar para os trabalhadores de cada uma das 12 arenas da Copa do Mundo de 2014 duas entradas para o primeiro jogo do estádio em que eles trabalharam.
Jérôme Valcke, Ronaldo, Bebeto elogiaram as obras da Arena das Dunas, em Natal (Foto: Tiago Menezes)Comitiva da Fifa faz entrega de ingressos simbólicos ao operários em Natal (Foto: Tiago Menezes)
Na manhã de terça, Jérôme Valcke visita as obras de reforma do Estádio Nacional de Brasília. Logo depois, ele desembarca no Rio de Janeiro para conhecer o novo Maracanã na quarta.
Arena das Dunas acelera os trabalhos
O estádio da capital potiguar terá capacidade para 43 mil torcedores, sendo 10 mil assentos removíveis. O investimento na construção da nova arena, que tomou o lugar do antigo “Machadão”, demolido, será de R$ R$ 417 milhões. A infraestrutura inclui mais de 2.600 vagas de estacionamento, dois placares eletrônicos, sistema de sonorização, 23 áreas para concessão de alimentos e bebidas, espaço VIP com lounges de hospitalidade, 40 camarotes com banheiro exclusivo, vestiários, centro de mídia e TV, áreas para restaurante, academia e espaços comerciais.
A Arena das Dunas será palco de quatro partidas na Copa do Mundo de 2014, todas válidas pela primeira fase do torneio. O quarto jogo na arena é o que promete atrair mais atenções. Em campo estará o cabeça de chave D1, disputando a última rodada do grupo.
 

COM FRANGAÇO DE BRUNO, PALMEIRAS PERDE PARA O TIJUANA E É ELIMINADO


Falha do goleiro desestabiliza o time, que até tenta esboçar reação, mas para em suas próprias limitações. Mexicanos vão enfrentar o Atlético-MG



O Palmeiras chegou até as oitavas de final da Taça Libertadores no embalo de sua torcida. Jogando sem muito requinte, mas com garra, raça. Nesta terça-feira, contra o Tijuana, no Pacaembu, o clima estava propício: estádio cheio, torcedores animados, time aceso. Só que ninguém contava com uma falha impressionante do goleiro Bruno. Num chute fraco de Riascos, aos 26 minutos do primeiro tempo, ele deixou a bola escapar e desestabilizou o time, que acabou perdendo por 2 a 1 (assista no vídeo aos melhores momentos) e está eliminado. Arce marcou o segundo dos mexicanos, e Souza descontou, de pênalti.

Agora acabou. É pensar na Série B do Brasileirão, juntar os cacos e se preparar para voltar à elite. O Tijuana, em sua primeira Libertadores, avança às quartas de final para enfrentar o Atlético-MG.
O Verdão, que era considerado o azarão entre os times brasileiros na Libertadores, vinha fazendo uma campanha empolgante, mas caiu no primeiro mata-mata, após conseguir voltar do México com um empate por 0 a 0. Bastava uma vitória "simples" no Pacaembu. Mas quem disse que vencer é simples? Principalmente no torneio continental?
Bruno goleiro Palmeiras frango (Foto: Alex Silva / Ag. Estado)Bruno se abaixa para encaixar a bola, mas ela escapa e entra (Foto: Alex Silva / Ag. Estado)
Ah, Bruno...
Parecia um jogo tranquilo para o Palmeiras. Não que o time estivesse conseguindo criar muitas jogadas. Era uma partida brigada, lances ríspidos, divididas fortes, chutões, típico de mata-mata de Libertadores. O Verdão até acertou a trave, em cobrança de falta de Ayrton, aos 24 minutos. Até então, nenhum lance que alarmasse os palmeirenses lá atrás.

Até que, aos 26 minutos, uma jogada capital, que marcará para sempre a carreira do goleiro Bruno. Martínez invadiu a área e rolou para Riascos. O atacante colombiano pegou mal: o chute saiu fraco, no meio do gol. Bruno se ajoelhou para segurar. Só que o camisa 1 não segurou. Ela escapou e entrou mansa no gol do Verdão. O palmeirense baixou a cabeça, depois tentou pedir desculpas. De um camarote no Pacaembu, o ex-goleiro Marcos parecia não acreditar na falha incrível do seu pupilo.

Após o gol, não houve mais futebol. Só pancadas. Confusa, a arbitragem enervou sobretudo o time palmeirense - aos 31, o árbitro Juan Ernesto Soto, da Venezuela, se enganou e expulsou Ruíz pelo acúmulo de dois amarelos. No entanto, o jogador do Tijuana ainda não havia recebido o primeiro. O juiz reconheceu o erro e desconsiderou a punição. A confusão chega a ser compreensível: os jogadores abusaram tanto das pancadas que foram aplicados oito cartões amarelos na primeira etapa. Um retrato do que foi a partida.

Arbitragem vacila
No intervalo, a torcida palmeirense se mostrou compreensiva. Aplaudiu e gritou o nome de Bruno, que agradeceu a manifestação. Iniciada a segunda etapa, não houve muito tempo para o Verdão se assentar em campo. Em uma bola esticada da intermediária, Henrique tentou afastar de cabeça e mandou nos pés de Arce, que acertou um belo chute, de primeira, ampliando o placar e o sofrimento verde.
No banco, Gilson Kleina abatido. Sentado num canto, cara desanimada. O seu Palmeiras não parecia mais aquela equipe aguerrida, que se embalava pelo canto das arquibancadas e ia para cima compensando falta de técnica com garra. A torcida fazia sua parte, gritava, cantava, mas o time parecia perdido. A impressão era que o terceiro gol do Tijuana seria questão de tempo. Eis que, aos 16, a bola bateu na mão do zagueiro Aguilar dentro da área - não houve intenção de corte. Mesmo assim, o árbitro apontou para a marca de pênalti. Souza, que não tinha nada com o erro do juiz, chutou com categoria para renovar a esperança palmeirense.

O jogo mudou. O gol e a presença de Maikon Leite acenderam o Palmeiras, que passou a rondar com mais perigo a área adversária. Aos 22, explosão no Pacaembu. Era o segundo gol, marcado Kleber. No entanto, a arbitragem marcou impedimento do atacante. Mais um erro do trio, já que o palmeirense estava na mesma linha da zaga no momento do cruzamento.
Com o passar do tempo, o Palmeiras foi se tornando vítima da ansiedade, do nervosismo e, principalmente, de suas próprias limitações. O time foi para cima, mas sem nenhum senso de coordenação. Erros de passes, de finalizações, de posicionamento. No fim, a eliminação. E a sensação de que foi bom enquanto durou.
 

IMPERDÍVEL!!
 
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