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31 DE MAIO EM RG

Começa amanha a festa de são José 2013 comunidade Teixeira



CONVITE
Convidadamos você, sua familha e sua comunidade para participar da nossa festa de são José no sitio teixeira.com o tema: ‘’A fé se concretiza no amor’’
Você é nosso convidado especial.
Venha participar!

PROGRAMAÇÃO
Dia 16/03 sabádo
Noite das comunidades das familhas umarizalense, rafaelense e olhodaguense
05h00minh da manha oficio e queimas de fogos.
19hs celebração as palavra de Deus e hasteamento das bandeiras
Tema: Crer, confiar e Amar.
‘’Vos soes o sol da terra e a luz do mundo’’
(MT 5, 13,14)
Pregador: Alaede Dias
Atração: Apresentação do grupo arte Riso e pescaria
Animação: forró mini saia
Garota: Gardênia Lorhany silva Rodrigues
Promoção: Janta comunitario
Responseveis: Integrantes da capela
 

Dilma promulga Lei dos Royalties, informa Planalto

Ela recebeu mensagem do Congresso e tinha 48 horas para promulgar.
Parlamentares derrubaram os 142 vetos presidenciais à legislação.


A assessoria do Palácio do Planalto informou na noite desta quinta (14) que a presidente Dilma Rousseff promulgou a nova Lei dos Royalties do Petróleo. Pela manhã, a Presidência recebeu o projeto enviado pelo Congresso após as alterações feitas pelos parlamentares, com derrubada dos 142 vetos presidenciais ao texto.
Após a chegada do texto ao Planalto, a presidente tinha até 48 horas para promulgar a lei, o que permitiria que ela fizesse isso até a manhã de segunda. De acordo com a assessoria do Palácio do Planalto, o texto da nova lei será publicado na edição desta sexta (15) do "Diário Oficial da União".
Os principais estados produtores de petróleo (Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo), que deverão perder receitas com a derrubada dos vetos, aguardam a publicação no "Diário Oficial" para ingressar no Supremo Tribunal Federal (STF) com ações contra a legislação.
No último dia 7, após sessão tumultuada do Congresso, senadores e deputados derrubaram todos os 142 dispositivos vetados pela presidente na nova lei. Com isso, alteraram o sistema de distribuição dos tributos da exploração petrolífera de contratos em vigor.
A nova legislação prevê um rateio mais igualitário dos royalties do petróleo entre estados e municípios; a derrubada dos vetos estende a nova divisão para blocos atualmente em operação.
Antes mesmo de o Congresso rejeitar as alterações feitas pela presidente, ela afirmou, em entrevista no dia 5 de março, que seria "obrigada" a acatar a decisão dos parlamentares.
"Nós vivemos em uma democracia, sabe? O que o Congresso decidir, é que vai estar decidido. Essa era a minha intenção [vetar os dispositivos]. Agora, o Congresso vai avaliar isso. Se o Congresso resolver, eu lamento muito, mas se o Congresso resolver também não considerar os contratos já feitos, aí eu serei obrigada a seguir. Como eu disse, a gente não tem que gostar das leis, a gente tem de aplicá-las", afirmou na ocasião.
 

Mizael é condenado pela morte da ex-namorada Mércia Nakashima



Pena é de 20 anos de prisão em regime fechado, segundo sentença.
Decisão dos jurados saiu nesta quinta-feira no Fórum de Guarulhos.


O policial militar aposentado Mizael Bispo de Souza foi condenado na tarde desta quinta-feira (14) pela morte da advogada Mércia Nakashima, ocorrida em 2010. A pena é de 20 anos de prisão em regime inicial fechado.
O júri popular durou quatro dias e terminou por volta das 17h40 no Fórum de Guarulhos, na Grande São Paulo. O juiz Leandro Cano afirmou, na sentença, que o réu demonstrou "insensibilidade" e conduta "desprezível e repugnante".
Mércia era ex-namorada de Mizael e foi encontrada morta em uma represa em Nazaré Paulista, no interior de São Paulo, em junho de 2010. Ela havia desaparecido em 23 de maio, após sair da casas dos pais em Guarulhos.
O juiz falou, na sentença, sobre uma das qualificadoras do crime, motivo torpe ou fútil. Segundo o magistrado, não foi "amor", mas "delírio de posse" que levou ao crime. "Sentimento amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, é que faz sofrer."
Presente em plenário, a família de Mércia ficou feliz com a decisão. A irmã Cláudia Nakashima comemorou a pena e gritou "assassino" e "maldito". Enquanto isso, a mãe, Janete Nakashima, chorou. Mizael ouviu a sentença quieto e cabisbaixo.
Debates
Antes da decisão dos jurados, houve os debates entre defesa e acusação. O promotor Rodrigo Merli Antunes afirmou que Mizael tinha motivos para cometer o crime. Segundo ele, o réu se sentia rejeitado pela ex-namorada. O promotor ainda declarou que, para tirar o PM aposentado da cena do crime, seria preciso que todas as provas presentes no inquérito fossem coincidências.

"O réu Mizael Bispo de Souza matou, sim, Mércia Nakashima e tinha, sim, motivos para isso, se sentia rejeitado, se sentia 'o lixo dos lixos' em email trocado [com a vítima] em abril de 2010", declarou o promotor.
Na sua fala, ele rebateu a tentativa da defesa de Mizael de desqualificar a série de provas. "Não existem excesso de coincidências. É preciso acreditar que o sangue não é sangue, que a alga não é alga, que a prostituta existe, que o rastreador falhou, que o Evandro foi torturado para que ele seja inocente", afirmou o promotor.
Para o Antunes, as provas técnicas colocam o réu na cena do crime. “As antenas de celular demonstram que ele ficou no encalço da vítima junto com o senhor Evandro", observou. Ele lembrou que Mizael tinha uma linha telefônica cujo número não foi informado para polícia. Com ele, Mizael fez diversas ligações no dia do crime para o vigia Evandro Bezerra da Silva. Ao ser questionado por que parou de usar essa linha após dia 23 de maio, segundo Antunes, Mizael responde: “[Parei] porque eu virei suspeito”. “Para mim, isso é confissão. Se não fez besteira nenhuma, não precisava [parar de usar]”, observou.
Caso Mércia arte (Foto: Arte/G1)
O advogado de defesa, Samir Haddad Júnior, afirmou que o réu “é incapaz de matar alguém”. A apresentação da defesa durou cerca de duas horas, e Mizael acompanhou a argumentação sentado, com a cabeça baixa e as mãos no rosto. O Ministério Público abriu mão da réplica.
O defensor afirmou que a equipe de advogados que representa Mizael ‘desmontou’ toda a tese da acusação e disse que nos autos existem “pinóquios e mentirosos”. A crítica foi na mesma linha da feita pelo advogado Ivon Ribeiro, que disse que o promotor Rodrigo Merli e o assistente de acusação “não foram capazes de abrir um volume e mostrar onde está a prova".
Ribeiro chamou de "fanfarrão" o delegado Antônio de Olim, que investigou o caso no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e disse que "todo mundo quis a cabeça" de Mizael. "O doutor Olim chegou aqui com a maior cara de pau. Estou para ver um cara mais mentiroso do que ele", afirmou. "Precisaram mudar o horário do crime para encaixar as ligações", disse, em relação às ligações feitas por Mizael em Guarulhos e que tirariam o réu da cena do crime.
Interrogatório do réu
Nesta quarta-feira, Mizael depôs no Tribunal do Júri. A acusação afirmou que não faria perguntas em razão de ele já ter apresentado diferentes versões sobre o caso e que as provas são claras.
O réu mostrou a mão direita, onde não tem um dos dedos, afirmando que não consegue atirar com essa mão. Mizael é destro. O policial reformado usou a palavra "Deus" diversas vezes e afirmou que não tem "coragem de tirar a vida de nenhum ser humano". Suas duas armas estavam regularizadas, relatou, e tinham até "casa de aranha dentro" pela falta de uso.
Sobre o fato de ter ficado foragido, o policial reformado disse que é atitude normal de um inocente. "Quem deve tem que pagar. Quem não deve tem que se rebelar", afirma. "Estou sofrendo tanto com isso. Três anos. Melhor a morte do que ficar preso", afirmou.
Mizael afirmou que foi vítima de uma armação da polícia, que "queria um culpado". Foi o argumento usado para justificar a alga compatível com a da represa de Nazaré Paulista achada em seu sapato. "Levaram meu sapato lá [para a represa]. Eu nunca estive na represa de Nazaré. Juro pela vida da minha filha." Mizael afirmou que foi torturado, assim como seus irmãos, e que policiais chegaram a apontar-lhe uma arma em um posto de gasolina obrigando que ele confessasse que tinha matado Mércia.
O réu disse que tinha um relacionamento normal com Mércia, e que tinha apenas brigas de casal comuns. Um jurado perguntou por que a família quer culpar Mizael. O réu recordou então que não foi ao casamento da irmã de Mércia, no qual seria padrinho, e que isso causou mágoa na família.
Testemunhas
As testemunhas de defesa e acusação falaram nos três primeiros dias de julgamento. Entre os ouvidos, estavam o delegado Antonio Assunção de Olim e o irmão da vítima, Márcio Nakashima. O delegado foi o responsável por investigar o caso pelo Departamento de Homicídio e de Proteção à Pessoa (DHPP). “Eu não tenho dúvida nenhuma de que o Mizael matou a Mércia”, disse Olim no júri.
Durante mais de cinco horas, o delegado falou sobre o percurso feito pelo réu no dia da morte de Mércia, com base no rastreador instalado no veículo. Segundo Olim, Mizael desconhecia o fato de seu veículo possuir um rastreador que foi instalado pela seguradora a pedido de Mércia. O delegado falou também sobre ligações telefônicas feitas por Mizael e que, segundo o registro das antenas de telefonia, mostram que o réu esteve em Nazaré Paulista.
Durante quatro horas, Márcio Nakashima alinhou os argumentos que sustentam sua desconfiança em relação a Mizael , que ele o descreveu como possessivo. "No início era um relacionamento normal. Depois ele se transformou, virou um sujeito possessivo", afirmou.
Júri
Segundo o Tribunal de Justiça, o julgamento de Mizael foi o primeiro do país transmitido ao vivo. Pelo vídeo foi possível acompanhar não só os depoimentos como as brigas quase que diárias entre acusação e defesa, que já chegaram a chamar a outra parte de 'mentirosa'.
O vigia Evandro Bezerra Silva, que também é réu do caso, acusado de ajudar Mizael, só será levado a julgamento no dia 29 de julho.
 

Arsenal-ARG vence e complica vida do São Paulo na Taça Libertadores

Três vezes campeão da América, o São Paulo ficou nesta quinta-feira mais próximo de um vexame histórico. Considerado um dos favoritos ao título da edição de 2013, o Tricolor Paulista se complicou ao perder por 2 a 1 para o Arsenal, em Sarandí, na Argentina, nesta quinta-feira à noite, e corre risco de ser eliminado ainda na primeira fase. Aloísio fez o gol paulista, e Ortiz e Braghieri deram a vitória aos argentinos.
O time do Morumbi permanece em segundo, com os mesmos quatro pontos do Arsenal, mas em vantagem no saldo de gols. O Atlético-MG lidera com 12, já classificado às oitavas de final e praticamente garantindo o primeiro lugar da chave. O que complica a vida do Tricolor é a sequência da tabela: Strongest, na Bolívia, e Atlético-MG, no Morumbi. Dependendo do que acontecer na próxima rodada, o Tricolor terá de fechar o grupo pressionado pela necessidade de uma vitória sobre o Galo.

O jogo na Bolívia será dia 4 de abril. Pelo Paulistão, o São Paulo recebe o Oeste, domingo, às 16h, no Morumbi.
Denilson São Paulo Arsenal de Sarandí Libertadores (Foto: EFE)Denilson, do São Paulo, é travado por jogador do Arsenal de Sarandí (Foto: EFE)
São Paulo perdido

Os treinos fechados realizados por Ney Franco ao longo da semana esconderam pouca coisa. O técnico trocou o esquema 4-2-3-1 pelo 3-5-2, adotado pela primeira vez na temporada. A alteração deixou o Tricolor mais cauteloso no primeiro tempo, mas não impediu que os erros defensivos continuassem. Todos quase fatais. Não fosse má pontaria do Arsenal, a situação da equipe brasileira poderia se complicar logo no começo.

O trio de zagueiros causou calafrios na pequena torcida são-paulina presente em Sarandí. Furch perdeu grande chance depois que Rafael Toloi errou o domínio na área. Rapidamente, os argentinos notaram que o lado esquerdo era o caminho. Em bobeada de Cortez e Edson Silva, Carbonero obrigou Rogério Ceni a fazer grande defesa. Marcone, em chute de longa distância, também levou perigo.

O São Paulo teve também problemas no ataque. Jadson não repetiu as exibições de partidas anteriores. Coube a Osvaldo, convocado para a seleção brasileira, ser o mais lúcido, com arrancadas que abriram a defesa rival. Em duas oportunidades, deixou Aloísio em condições de marcar, mas o substituto de Luis Fabiano falhou. Em ambas, parou no goleiro Campestrini.
Osvaldo São Paulo Arsenal de Sarandí Libertadores (Foto: EFE)Convocado pela Seleção, Osvaldo foi um dos melhores em campo pelo São Paulo (Foto: EFE)
Arsenal guerreiro

O Tricolor voltou do intervalo menos cauteloso. Jadson despertou na criação e fez a equipe ganhar mais força ofensiva. Osvaldo quase tirou proveito disso ao receber passe do camisa 10, escapar da marcação e chutar. Campestrini pegou. A resposta foi imediata. Rogério Ceni não segurou uma finalização de longe, Benedetto cruzou, e Edson Silva salvou antes que Carbonero cabeceasse na pequena área.

Ney Franco, porém, optou por duas trocas imediatas que mexeram no esquema tático. Lúcio e Douglas foram substituídos por Maicon e Paulo Henrique Ganso, fazendo o time retornar ao 4-2-3-1. Nada, porém, que fizesse a defesa ficar menos vulnerável nos momentos em que o Arsenal usou a pressão para tentar ficar em vantagem no placar.

O número de bolas cruzadas para a área aumentou, e os argentinos não demoraram a marcar, aos 20 minutos. Rogério Ceni espalmou após chute forte de Carbonero. O rebote caiu nos pés de Ortiz, que disparou outra bomba no canto direito alto. Indefensável para o capitão tricolor.

Mesmo sem jogar bem, o São Paulo respondeu quase imediatamente graças ao novo integrante da seleção brasileira. Osvaldo escapou da marcação pela esquerda em velocidade e cruzou. Aloísio precisou finalizar duas vezes, a segunda de cabeça, para empatar.
A nova igualdade colocou o Arsenal novamente no campo tricolor. A 12 minutos do fim, Furch fez Rogério Ceni acrescentar mais um milagre à sua lista, após cabeçada. Em seguida, o capitão, parado no meio do gol, arrancou com os olhos o forte chute de Ortiz que passou rapando a trave esquerda.
Os são-paulinos também tiveram sua chance de vencer, sempre partindo dos pés de Osvaldo. Novamente pela esquerda, ele cruzou para Aloísio ganhar do goleiro e, quase sobre a linha, ver o zagueiro adversário afastar. Aos 39, porém, em mais uma bomba de fora da área, Ortiz acertou o canto esquerdo, fez o segundo e instalou a crise no Morumbi.
 

Base potiguar lança primeiro foguete de treinamento do ano

O Foguete de Treinamento Básico foi lançado às 15h desta quarta (13).
Outros 3 lançamentos estão previstos para este ano no CLBI.


Foguete de Treinamento Básico lançado nesta quarta (13) na Barreira do Inferno. (Foto: Fernanda Zauli/G1)Foguete de Treinamento Básico lançado nesta quarta (13) da Barreira do Inferno (Foto: Fernanda Zauli/G1)
O lançamento do Foguete de Treinamento Básico que aconteceu na tarde desta quarta-feira (13) no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim, foi um sucesso. A avaliação é do coronel Marco Vieira de Resende, diretor no CBLI. O lançamento aconteceu às 15h e fez parte da operação Barreira IX.
De acordo com o coronel, a duração do voo - que compreende da decolagem até o impacto – foi de 2 minutos e 53 segundos. O foguete atingiu a altura de 34 quilômetros e o alcance de 18 quilômetros mar a dentro.
A finalidade do lançamento do foguete, de acordo com a assessoria do CBLI, foi o treinamento operacional do Centro de Lançamento e, ainda, a obtenção de dados para qualificação e certificação do foguete, cumprindo as atividades previstas no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE).
Coronel Marco Resende avaliou o lançamento como um sucesso (Foto: Fernanda Zauli/G1)Coronel Marco Resende avaliou o lançamento como
um sucesso (Foto: Fernanda Zauli/G1)
“Um lançamento como este faz toda a estrutura do centro funcionar e, dessa forma, nos mantém operacional. Desde segunda-feira que todo o pessoal do Centro de Lançamento está trabalhando nessa operação”, disse o coronel Marco.
De acordo com a assessoria da CLBI, a Operação Barreira IX envolve direta e indiretamente, respectivamente, 198 e 450 servidores, entre civis e militares.

Próximos lançamentos
O coronel Marco informou ainda que a Barreira do Inferno já tem outros três lançamentos confirmados para este ano. "Estamos angariando mais um ou dois lançamentos ainda para 2013", disse.
 

Sem ar, mas com raça, Galo bate o Strongest e garante vaga nas oitavas

O Galo ganhou até da altitude. Na noite desta quarta-feira, o Atlético-MG, na raça, bateu o Strongest, da Bolívia, por 2 a 1, em jogo válido pela quarta rodada do Grupo 3 da Taça Libertadores. A equipe brasileira, enquanto teve fôlego, mandou na partida, dominou as ações e esteve à frente no placar, com um gol marcado por Diego Tardelli, logo nos primeiros minutos. Mas o ar rarefeito da cidade de La Paz, a 3.600 metros de altitude, prejudicou os jogadores do clube mineiro. A bola rápida, resultado da menor resistência do ar, traiu o goleiro Victor, que, no fim do primeiro tempo, soltou nos pés de Reina uma bola chutada da intermediária. Mas, na vontade, quando o empate já estava encaminhado, Serginho criou a jogada para que Méndez, todo atrapalhado, marcasse contra o patrimônio. E o Galo está nas oitavas de final.
Diego Tardelli e Ronaldinho comemoram gol do Atlético-MG contra o Strongest (Foto: Reuters)Diego Tardelli e Ronaldinho comemoram gol do Atlético-MG contra o Strongest (Foto: Reuters)
Os jogadores do Atlético-MG realmente sentiram bastante a altitude. Embora não tivessem que recorrer aos tubos de oxigênio disponíveis no banco de reservas, alguns atletas se mostraram mais ofegantes que o normal e fizeram um enorme esforço para fazer coisas simples. Um mero pique se transformava em uma maratona. Um chute despretencioso contra o gol de Victor criava uma expectativa enorme. Já no intervalo, vários atleticanos reclamaram de cansaço e, no segundo tempo, sofreram para acompanhar as jogadas.
Destaques nas últimas apresentações do Galo, Bernard e Ronaldinho Gaúcho não conseguiram render o esperado. O primeiro, ainda debilitado, já que se recuperou recentemente de uma inflamação na garganta, não conseguiu mostrar bom futebol. R10, homenageado nos últimos dias pelas autoridades bolivianas, ficou muito aquém do que poderia apresentar. O torcedor de La Paz acabou vendo os defensores do Atlético-MG brilharem. Réver e Leonardo Silva evitaram um placar desfavorável aos mineiros.
Com a vitória, o Atlético-MG chegou aos 12 pontos, assumiu a liderança geral da competição e está garantido, de forma definitiva, na próxima fase, independentemente do resultado entre São Paulo e Arsenal, nesta quinta-feira. As duas equipes se enfrentarão às 21h30m (de Brasília), no estádio Julio Grondona, em Sarandí, na Argentina. O Strongest tem três pontos e está atrás do Tricolor, tem quatro. Os argentinos, na lanterna, têm somente um ponto. Com a derrota o Tijuana, do México, para o Corinthians, no Pacaembu, por 3 a 0, o Galo passou a ter a melhor campanha entre os 36 clubes e é o único com 100% de aproveitamento.
Na quinta rodada, o Atlético-MG encara o Arsenal, no Independência, em Belo Horizonte, no dia 3 de abril, às 22h. O Strongest, por sua vez, receberá o São Paulo, novamente em La Paz, no dia 4 de abril, às 21h30m. O próximo compromisso do Galo, porém, será pelo Campeonato Mineiro. No domingo, o time alvinegro enfrentará o América-MG, às 18h30m, no Independência.
Castigo no fim
Quem imaginava que o Strongest, logo de cara, teria uma postura ofensiva, se enganou. Os bolivianos respeitaram o Atlético-MG e, mesmo diante do torcedor, esperavam os ataques dos brasileiros e buscavam apenas os contra-ataques. Aos 8 minutos, Réver, após cobrança de Ronaldinho Gaúcho, já havia levado perigo ao gol de Vaca. Mas, um minuto depois, aos 9, o Galo abriu o placar. Jô recebeu de Bernard, entrou na área, tentou finalizar, mas a zaga tirou. Na sequência, Jô, insistente, fez um cruzamento perfeito, na cabeça de Diego Tardelli, que, sem goleiro, marcou para o Atlético-MG.
O Galo tomava as rédeas do jogo. Bernard ainda teve outra chance de marcar, mas o Strongest, atrás no marcador, saiu um pouco para o ataque. Em uma jogada pela esquerda, Pablo Escobar teve condições de finalizar, mas Junior Cesar, na raça, evitou o empate.
A partir daí, quem passou a buscar os contragolpes foi o Atlético-MG, principalmente quando a bola passava por Ronaldinho Gaúcho. Mas os bolivianos, aos poucos, passaram a criar diversas jogadas de perigo, e Victor, até então um espectador, teve que trabalhar e fez grandes defesas.
O Strongest tentava surpreender o goleiro do Galo em chutes de longa distância. Na altitude e com o ar rarefeito, a bola ganha velocidade. Porém, Victor estava atento e sempre defendia em dois lances ou espalmava para a linha de fundo. Bejarano, Cristaldo e Escobar eram os mais perigosos.
Porém, aos 43 minutos, o Strongest chegou ao empate. Cristaldo, da intermediária, bateu forte. A bola explodiu no peito de Victor, que vacilou no lance. Reina, muito esperto, foi mais rápido que o goleiro do Galo e empurrou a bola para as redes: 1 a 1.
Pressão e vitória heroica
Após respirarem no vestiário, os jogadores do Atlético-MG voltaram para o segundo tempo um pouco mais bem organizados. O Strongest, porém, aos poucos, novamente tomou conta da partida. Em determinados momentos, os bolivianos fizeram uma pressão terrível na defesa atleticana, que se virava como podia. Victor, inseguro, não passava tranquilidade aos zagueiros.
Aos 16 minutos, o jogador que mais sentiu os efeitos da altitude deixou o campo. Bernard não conseguiu render e foi substituído pelo volante Serginho. A intenção de Cuca era dar mais força de marcação ao meio-campo.
As chances do Atlético-MG eram raras e, por isso mesmo, os lamentos pelas oportunidades perdidas eram maiores. Aos 24 minutos, em um respiro profundo, Jô e Diego Tardelli puxaram um contra-ataque rápido. Porém, Méndez, com um biquinho na bola, tirou do alcance de Jô. Por pouco, o Galo não voltava a comandar o placar.
Mas, aos 37 minutos, o Atlético-MG pulou na frente. Serginho, com fôlego, arrancou pela direita, chegou à linha de fundo e cruzou rasteiro, buscando Ronaldinho Gaúcho. Méndez, apavorado com a presença de R10, ao tentar tirar a bola, tocou para as próprias redes. Gol contra, e Galo na frente, garantindo mais três pontos. Depois disso, o Galo "cozinhou" o adversário e esperou o tempo passar.
 

Com Pacaembu lotado, Corinthians mostra força e dá o troco no Tijuana Timão se recupera de derrota na grama sintética e faz 3 a 0 com autoridade no time mexicano. Após punição, estádio recebe mais de 33 mil torcedores

Os melhores 45 minutos do Corinthians no ano foram suficientes para a equipe de Tite conseguir vencer e convencer na revanche contra o Tijuana, nesta quarta-feira, no Pacaembu. Mordido após a dura derrota na grama sintética do México, semana passada, o Timão fez 3 a 0 nos Xolos, mostrou impressionante autoridade no primeiro tempo, apenas administrou no segundo e voltou a ficar em situação confortável no Grupo 5 da Taça Libertadores. O adversário, que não havia levado um gol sequer na Libertadores, volta para casa com três na bagagem.

Melhor para a torcida alvinegra, que lotou o Pacaembu e pôde ver o primeiro jogo internacional da equipe após o título do Mundial de Clubes no Japão – a partida contra o Millonarios teve portões fechados após a punição da Conmebol por conta da morte de Kevin Espada, atingido por um sinalizador na primeira rodada da chave. Mais de 33 mil compareceram ao estádio, vibraram com os gols de Alexandre Pato, Guerrero e Paulinho, gritaram "olé" nos minutos finais do confronto e irritaram um Tijuana mais interessado em bater do que em jogar futebol.
A única preocupação ficou por conta de Pato, que deixou o jogo com um incômodo muscular logo após o seu gol, aos 25 do primeiro tempo. A boa vitória levou o Corinthians aos sete pontos no grupo, contra nove do ainda líder Tijuana. O Millonarios tem três pontos e enfrenta o San José (com um pontinho só) nesta quinta-feira, na Bolívia.
Pela competição internacional, o Corinthians só volta a jogar dia 3 de abril, contra o Millonarios, na Colômbia. Sábado tem duelo pelo Campeonato Paulista, às 18h30m (de Brasília), no Pacaembu, contra o União Barbarense.
Pato Corinthians x Tijuana (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Pato comemora o gol marcado, pouco antes de sair machucado (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
'O Pacaembu fica muito mais bonito com vocês'
A faixa com os dizeres acima foi levada pelos jogadores do Corinthians para o gramado do Pacaembu e serviu para homenagear a torcida, que pôde assistir no estádio ao primeiro jogo de Libertadores desde o título mundial, em dezembro – devidamente lembrado num mosaico nas arquibancadas. Depois de uma partida sem graça e sem torcida contra o Millonarios, o Timão resolveu brindar seus fanáticos com os melhores 45 minutos da temporada.

Em um jogo grande, com a pressão por uma vitória, os comandados de Tite deram a resposta esperada. Bem mais solto do que na grama sintética do México, o Timão resolveu o problema chamado Fidel Martinez com um antídoto dos bons: Renato Augusto. Taticamente perfeito, o meia caiu pelo lado direito do ataque, segurou os avanços do "Neymar equatoriano" e aproveitou as deficiências do lateral-esquerdo Ábrego, que levou um baile na primeira etapa.
Corinthians mensagem pacaembu (Foto: Marcos Ribolli)Corinthians entrou em campo com homenagem
(Foto: Marcos Ribolli)
Com Renato, as melhores chances apareceram pelo lado direito. Dois chutes por ali exigiram duas boas defesas de Cirilo Saucedo. Nervoso, o goleiro do Tijuana gritava com seus companheiros e pedia que o time saísse da defesa. Só conseguiu ver alguns lances esporádicos de Riascos pela direita do ataque, onde Fábio Santos mostrou-se tão desatento quanto no primeiro jogo. Na prática, porém, a defesa alvinegra não teve tanto trabalho.

Renato Augusto foi o personagem que fez outros brilharem. Aos 25, na sua terceira conclusão a gol, a insistência deu resultado. Um chutaço da entrada da área bateu três vezes na trave antes de encontrar o pé do iluminado Alexandre Pato, que só empurrou para a rede e, desta vez, não precisou visualizar uma torcida para comemorar com ele – contra o Millonarios, no Pacaembu vazio, ele dizia ter imaginado a massa corintiana na hora de celebrar.

O segundo gol na Libertadores, após 11 confrontos seguidos, teve seu preço. Com um incômodo muscular, Pato deixou o gramado logo depois, substituído por Romarinho. Sem ele, havia Guerrero. Aos 35, Renato Augusto fez outra boa jogada pela direita, Alessandro desviou, e o peruano acertou bela finalização: 2 a 0.
Guerrero gol Corinthians x Tijuana (Foto: EFE)Com os punhos cerrados e olhos fechados, Guerrero comemora segundo gol do Corinthians (Foto: EFE)
Ritmo cai, mas Timão se garante
A atmosfera do primeiro tempo foi tão boa para o Corinthians que o time achou que já tinha tudo resolvido, mesmo com 45 minutos por jogar. Com Martinez e Riascos menos vigiados, o Tijuana voltou a lembrar aquele time que sufocou o rival brasileiro no México. Alessandro teve as velhas dificuldades em marcar o arisco equatoriano, mas este não estava tão inspirado quanto na semana passada.

A má pontaria dos mexicanos, aliás, foi a responsável pelo Corinthians não tomar grandes sustos. Arce teve boa chance após bate-rebate dentro da área, mas mandou para longe. Minutos depois, Moreno perdeu nova oportunidade em contra-ataque. O técnico Antonio Mohamed tirou o fraco Ábrego e colocou Garza na lateral esquerda, neutralizando a principal jogada corintiana na partida.

O jogo ficou amarrado, e coube à torcida manter o clima de Libertadores. Graças a ela, corintianos e mexicanos chegaram com mais força em algumas divididas, esboçaram alguns desentendimentos, mas não deram trabalho ao árbitro Enrique Osses. Paulinho, então, deu números finais à partida aos 36 minutos, quando fez o terceiro de cabeça. O 3 a 0 ficou de bom tamanho para o Timão, que agora encontra-se em situação confortável no Grupo 5, e para a torcida, que viu grande atuação no primeiro tempo e ganhou esperança de ver a equipe chegar longe na busca pelo bicampeonato.
Corinthians x Tijuana (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Torcida do Corinthians faz mosaico lembrando o bi do Mundial (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
 

Cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio é o novo Papa, Francisco



Ele é o primeiro papa latino-americano e o primeiro jesuíta da história.
Decisão foi anunciada nesta quarta (13) após dois dias de conclave.

O conclave elegeu nesta quarta-feira (13) o cardeal Jorge Mario Bergoglio, argentino, como novo Papa, sucessor de Bento XVI à frente da Igreja Católica Apostólica Romana.
Após uma eleição histórica, ele se torna o 266º Papa da Igreja -o primeiro latino-americano e também o primeiro jesuíta.
O nome do escolhido pelos 115 cardeais foi anunciado com a tradicional fórmula latina "Habemus Papam!" ("Temos um Papa!"), pelo mais velho dos cardeais-diáconos, o francês Jean-Louis Tauran, e recebido com aplausos pelos fiéis que enfrentaram frio e chuva na Praça de São Pedro, no Vaticano.
Também houve festa na Basílica de Buenos Aires, em que 200 fiéis argentinos assistiam à missa no momento do anúncio.
Bergoglio, de 76 anos, escolheu se chamar Papa Francisco, sem o numeral.

A decisão dos cardeais pelo Papa argentino surpreendeu, pois ele, apesar de citado inicialmente, não aparecia nas últimas listas de favoritos, que incluíam o brasileiro Dom Odilo Scherer e o italiano Angelo Scola.
Minutos após ser anunciado, o novo pontífice apareceu na varanda central da Basílica de São Pedro para dar sua primeira bênção 'Urbi et Orbi' (para a cidade de Roma e para o mundo).
Ele foi bastante aplaudido e saudado. Antes, a aparição da "fumaça branca" que, na chaminé da Capela Sistina, indica a eleição do novo pontífice, já havia emocionado os fiéis.
Assista ao relato da enviada do G1 ao Vaticano.
Na breve aparição na varanda, falando em italiano com leve sotaque, ele agradeceu ao Papa Emérito Bento XVI e pediu orações para seu pontificado que se inicia.
O Vaticano informou que o Papa Francisco deve fazer uma oração nesta quinta, e depois se encontrar com os cardeais votantes na Capela Sistina.
No domingo, ele celebra a Hora do Angelus, na Praça de São Pedro.
A missa de Inauguração do pontificado ocorre na terça-feira, dia 19.
O novo Papa assume com a função de manter a unidade de uma igreja que, nas palavras de seu próprio antecessor, o agora Papa Emérito Bento XVI, está dividida e imersa em crises.
Perfil
Arcebispo de Buenos Aires e primado da Argentina, Jorge Mario Bergoglio é um homem tímido e de poucas palavras, que goza de grande prestígio entre seus seguidores, que apreciam sua total disponibilidade e seu estilo de vida sem ostentação.
Ele é admirado por seus dotes intelectuais e, dentro do Episcopado argentino, é considerado um moderado.
Nascido em 17 de dezembro de 1936, em Buenos Aires, na Argentina, Bergoglio formou-se técnico em química, mas escolheu posteriormente o sacerdócio, entrando para o seminário em Villa Devoto. Em março de 1958, ingressou no noviciado da Companhia de Jesus (jesuítas). Em 1963, ele estudou humanidades no Chile, retornando posteriormente a Buenos Aires.
Entre 1964 de 1965, Bergoglio foi professor de literatura e psicologia no Colégio Imaculada Conceição de Santa Fé e, em 1966, ensinou as mesmas matérias em um colégio de Buenos Aires. De 1967 a 1970, estudou teologia.
Em 13 de dezembro de 1969, foi ordenado sacerdote.
Bergoglio foi reitor da Faculdade de Filosofia e Teologia de San Miguel, entre 1980 e 1986.
Após completar sua tese de doutorado na Alemanha, serviu como confessor e diretor espiritual na cidade de  Córdoba.
Em 1992, Bergoglio foi nomeado bispo titular de Auca e auxiliar de Buenos Aires. Em 1997, ele foi nomeado arcebispo titular de Buenos Aires.
Também atuou como presidente da Conferência Episcopal da Argentina de 2005 até 2011.
Foi criado cardeal pelo então Papa João Paulo II, em 2001.
Conclave
O conclave, votação secreta que escolhe o novo pontífice, foi convocado após a renúncia de Bento XVI, anunciada em 11 de fevereiro e concretizada em 28 de fevereiro.
Bento XVI saiu alegando que não tinha mais forças para a tarefa de liderar a igreja. Seu pontificado foi marcado por várias crises, pelo escândalo do acobertamento da pedofilia e pelo vazamento de documentos secretos no chamado escândalo VatiLeaks.
O conclave ocorreu após dez congregações gerais de cardeais, nas quais os problemas da igreja foram debatidos exaustivamente, em meio a muitas especulações e conversas de bastidores sobre os prováveis papáveis.
A imprensa italiana afirmou que um dos principais temas das congregações foi um dossiê preparado no ano passado, a pedido do hoje Papa Emérito Bento XVI, sobre irregularidades na Cúria Romana. Cardeais estariam pressionando pelo acesso ao documento.
Questionados abertamente, o Vaticano e cardeais minimizaram a importância do documento.
Renúncia de Bento XVI
O alemão Bento XVI, desde 28 de fevereiro Papa Emérito, anunciou em 11 de fevereiro que havia decidido renunciar.
Ele foi o primeiro pontífice a renunciar em mais de seis séculos, o que criou situações praticamente inéditas para a Igreja Católica Apostólica Romana.

Desde a renúncia, Bento XVI está em Castel Gandolfo, a residência de verão dos Papas, que fica a cerca de 25 km do Vaticano. Ele permanecerá lá por dois meses e depois ficará recluso num antigo convento sobre as colinas do Vaticano, com vista para a cúpula da Basílica de São Pedro.
 

Brasil fará amistoso com Bolívia, e renda será doada à família de Kevin

CBF marca partida para 6 de abril, em Santa Cruz de la Sierra. Técnico Luiz Felipe Scolari só convocará atletas que atuam no país


A seleção brasileira fará amistoso com a Bolívia, dia 6 de abril, em Santa Cruz de la Sierra, e a renda da partida será destinada à família do jovem Kevin Espada, que morreu no dia 21 de fevereiro. O menino de 14 anos foi atingido por um sinalizador disparado por um torcedor do Corinthians, em Oruro, durante a partida do Timão com o San José, pela Libertadores.
A confirmação do amistoso será publicada no site oficial da CBF na quarta-feira. Como não é uma data reservada pela Fifa para partidas internacionais, o técnico Luiz Felipe Scolari só poderá convocar atletas que atuam no país. O mesmo acontecerá no jogo com o Chile, 24 de abril, na Arena do Grêmio.
Em entrevista ao jornal "O Globo" nesta terça, o presidente da CBF, José Maria Marin, afirmou que a Seleção viajará para a Bolívia no mesmo dia do amistoso e voltará ao país logo após a partida em Santa Cruz de la Sierra.
- É uma causa nobre. Isso não devolve a vida do garoto, mas é uma homenagem do futebol brasileiro à memória dele, e uma ajuda à família - disse Marin ao jornal.
Uma semana após a morte de Kevin, o presidente da Federação Boliviana de Futebol (FBF), Carlos Chávez, afirmou que havia chegado a um acordo com Marin para a realização da partida sem a necessidade de pagamento à CBF.
A Seleção de Felipão tem dois compromissos ainda neste mês na Europa. No próximo dia 21, a equipe enfrenta a Itália, em Genebra. Depois, viaja para Londres, onde fará amistoso com a Rússia, dia 25. Essas partidas serão as últimas que o treinador terá com time completo antes da Copa das Confederações (veja os convocados).
Neymar luiz felipe scolari felipão brasil treino (Foto: Agência Reuters)Neymar, que atua no Brasil, poderá ser convocado para amistoso na Bolívia (Foto: Agência Reuters)
 

Messi faz dois, Barcelona 'renasce' e elimina o Milan com show e goleada



Depois de Daniel Alves admitir queda de rendimento, craque argentino faz
dois belos gols e lidera os 4 a 0 da equipe catalã após derrota no San Siro


Em recente entrevista, Daniel Alves admitiu que o Barcelona havia "perdido a fome" e via um Lionel Messi cabisbaixo - especialmente após a sequência de maus resultados que culminou com a eliminação na Copa do Rei, diante do arquirrival Real Madrid, e a derrota para o Milan por 2 a 0 pela ida das oitavas de final da Liga dos Campeões. Pois esqueça tudo o que aconteceu nas últimas semanas. Como uma psicologia reversa, o time catalão brindou sua aguerrida torcida com uma das melhores atuações há tempos. O resultado foi um verdadeiro show sob o comando do próprio craque argentino, autor de dois gols, e a tão sonhada "remontada" no Camp Nou: vitória por 4 a 0 e vaga nas quartas de final. A noite mágica dos donos da casa foi ainda completada por David Villa e Jordi Alba - este último num contra-ataque nos acréscimos do segundo tempo.
Mosaico - Barcelona x Milan (Foto: Editoria de Arte)
Antes baqueada pelas críticas, a equipe comandada por Jordi Roura chegará às quartas de final embaladíssima. De quebra, receberá nas próximas semanas Tito Vilanova, ausente por longo período para tratar a recaída em seu tumor nos Estados Unidos. O adversário será conhecido através de um sorteio na manhã da próxima sexta-feira, com transmissão ao vivo do GLOBOESPORTE.COM - times como Real Madrid, Bayern de Munique e Juventus podem parar no caminho dos catalães.
Ao Milan, resta focar a sua temporada no Campeonato Italiano. Com 51 pontos, os Rossoneros estão atualmente na terceira posição, a última que dá uma vaga justamente na próxima edição da Champions. No torneio nacional, o time pode contar com Mario Balotelli, grande contratação do clube e ausente nos confrontos diante do Barça por já ter defendido o Manchester City na fase de grupos.
Messi como Messi
Desta vez não foram apenas os 72% de posse de bola, já habituais quando o Barcelona está em campo. Por trás dos números, o que se viu no primeiro tempo no Camp Nou foi um time aguerrido, com sangue nos olhos, faca entre os dentes e lutando por cada bola para provar que as críticas nas últimas semanas foram injustas. Fato é que em poucos minutos já era possível perceber a mudança de atitude dos catalães, refletida inclusive no placar.
Torcida do Barça, Barcelona x Milan (Foto: AFP)Torcida do Barça fez a sua parte antes e durante o confronto (Foto: AFP)
Mordedor, o Barcelona ocupava o seu campo ofensivo sem pretender voltar. Era roubar a bola e procurar o homem mais próximo, de preferência se fosse baixinho, de cabelos lisos e com a camisa 10 às costas. Afinal, era a noite dele.
Foi assim aos cinco, quando Xavi e Messi tabelaram até que o craque argentino, nos primeiros centímetros da grande área e cercado por seis adversários, encontrou espaço para colocar a bola no ângulo de Abbiati. A resposta no campo empolgou a já animada torcida blaugrana, que transformou-se em mais um marcador na busca da tão comentada "remontada".
Virar o confronto era praticamente um dever, mas o Barcelona sabia que do outro lado estava um time que não havia perdido um jogo sequer em 2013 - e também dono de sete títulos da própria Liga dos Campeões. Na base do contra-ataque, o Milan aos poucos foi descobrindo os mínimos espaços disponíveis. Parecia simples, uma vez que Barça só não sofreu gol em apenas um de seus últimos 14 jogos. Aos sete, El Shaarawy recebeu lançamento de Boateng, mas concluiu mal.
Milan para na trave e é punido
Iniesta e Ambrosini, Barcelona x Milan (Foto: AFP)Iniesta roubou a bola de Ambrosini no lance do
segundo gol de Messi (Foto: AFP)
O próprio "Faraó" seria o responsável por outras duas oportunidades dos italianos, aos 29 e 33. Nenhuma deu grande trabalho a Valdés. Minutos depois, porém, o Milan encontraria a liberdade tão desejada num contra-ataque. Mascherano cabeceou mal e deixou Niang à vontade. O francês arrancou até entrar na grande área e chutou... Na trave direita, para desespero de todo o banco rossonero.
Se um gol àquela altura praticamente definiria o confronto - obrigando o Barça a marcar três vezes, mas sob pressão mais forte -, o lance acabou se transformando numa punição aos visitantes. A reação ao perigo veio com um chute forte e rasteiro de Lionel Messi após vacilo de Ambrosini na saída de bola. Iniesta serviu para que o camisa 10 marcasse o seu segundo no jogo e o 58º na história da competição, deixando o holandês Ruud van Nistelrooy (56) para trás e se aproximando ainda mais do ídolo merengue Raúl González (71).
O resultado, em tese, ainda poderia ter sido maior caso o árbitro Viktor Kassai resolvesse assinalar pênalti após o empurrão de Abate em Pedro, aos 11 minutos. Ou, no lance seguinte, se a bomba de Iniesta, de fora da área, tocasse nas mãos de Abbiati e furasse a rede - e não carimbasse o travessão, como aconteceu. O goleiro italiano também teve influencia direta aos 16, quando espalmou chute de Xavi de longe.
Messi chuta para marcar, Barcelona x Milan (Foto: AP)Mesmo cercado por seis, Messi arrumou espaço para marcar: noite decisiva do argentino (Foto: AP)
Villa e Alba selam a 'remontada'
O tempo e o jogo já estavam a favor, mas o Barcelona fazia questão de buscar os quatro gols que lhe dariam alguma tranquilidade. O terceiro não custaria a sair. Primeiro, aos dois, Messi deu o sinal ao receber presente de Constant e finalizar para a defesa de Abbiati. Mas aos dez não houve jeito: David Villa, livre após lindo passe de Xavi, escolheu o canto e saiu para comemorar.
Em desvantagem, o Milan enfim abandonou sua vocação defensiva para tentar o gol salvador. Robinho, Muntari e Bojan foram a campo até os 30 da etapa final, mas o fato é que chegar à área rival parecia uma missão para poucos. Aos 36, Robinho conseguiu e, com um cruzamento rasteiro, encontrou Bojan. Puyol travou e impediu que a revelação de La Masía calasse o Camp Nou.
No fim, aos 47, ainda houve tempo para que o Barcelona selasse sua noite mágica com mais um gol após apenas quatro toques na bola. Sánchez escapou pela direita, recebeu passe de Messi e cruzou na medida para Jordi Alba invadir a área, dominar e tocar na saída de Abbiati: um 4 a 0 para ninguém esquecer.
 

Grêmio permite virada ao Caracas e deixa escapar a liderança do grupo


Ainda de luto pela morte do presidente do Hugo Chávez, a Venezuela voltou a sorrir. Pelo menos por 90 minutos. Dentro do quase impraticável gramado do Estádio Olímpico, na noite desta terça-feira, o Caracas derrotou o Grêmio por 2 a 1 , de virada, e embolou a classificação do Grupo 8 da Taça Libertadores. Enquanto o Tricolor gaúcho desperdiçou a chance de assumir a liderança isolada, a equipe venezuelana encostou e manteve vivas as chances de classificação.

O time de Vanderlei Luxemburgo poderia ter alargado o placar quando vencia. Jogou fora contragolpes fulminantes, desperdiçou lances imperdoáveis. Acabou, portanto, castigado e derrotado por um time limitado, mas que jogou com o coração também para alcançar um marco: após 14 confrontos, enfim venceu um clube brasileiro na competição continental.
O resultado deixa o Grêmio ainda em segundo lugar, com seis pontos, porém ameaçado pelo próprio Caracas, com a mesma pontuação, mas saldo de gols inferior (-1 contra 4). O líder é o Fluminense, com sete. O Huachipato tem quatro e segura a lanterna. A próxima rodada ocorre nos dias 3 e 10 de abril, com Caracas x Huachipato e Grêmio x Fluminense, respectivamente. Antes, o Tricolor gaúcho volta as suas atenções ao estadual: no sábado, enfrenta o Lajeadense em seu primeiro confronto pelo Gauchão na Arena.
Barcos do Grêmio e Andres Sanchez do Caracas (Foto: AP)Barcos Andres Sanchez disputam bola em jogo truncado (Foto: AP)
Capital comovida, estádio alheio
A direção do Caracas esperava cerca de 13 mil pessoas num Estádio Olímpico com capacidade para 20 mil - o borderô indicou a presença de 7 mil. Embora o jogo fosse decisivo para o futuro do time na competição, o clima de consternação pela morte de Hugo Chávez, vítima de câncer, afastou o público de eventos esportivos. A rodada do campeonato local havia sido cancelada no fim de semana, por exemplo.
Estavam proibidas manifestações políticas nas arquibancadas, o que não impediu os torcedores de se emocionarem, entoando em uníssono, todos de pé, o hino nacional. O civismo, no entanto, registrou uma mancha. Um lança-chamas, artefato típico dos fãs do Caracas, porém proibido pela Conmebol desde a morte de um torcedor na Bolívia, foi avistado entre os populares.
Em um campo esburacado, remendado e com o botão do sistema de irrigação exposto, o Caracas deu provas de que iria dominar as ações. Logo com 15 segundos, após corte falho de Pará, Dida precisou fazer difícil defesa em chute à queima-roupa na área. Mas foi um susto apenas. Aos poucos, sobretudo por meio de contra-ataques velozes, o Grêmio assumiu o protagonismo da partida.

Mantra da bola aérea vira realidade
E por falar em estrela, Barcos surgiu. Aos oito, num drible, desmontou dois rivais e, de canhota, lançou chute potente e rasante ao poste de Baroja. Era o sinal de que estava por vir algo melhor. Mesmo que, ainda pouco acostumados ao campo ruim, muitos jogadores teimavam em escorregar e perder boas chances no ataque. A saída, portanto, foi pelo alto, mantra repetido intensamente durante a semana preparatória. Dito e feito. Aos 16, André Santos alçou bola na segunda trave. Preocupados com o oportunismo de Barcos, os zagueiros venezuelanos deixaram o não menos astuto Elano sozinho. O golpe de cabeça saiu tão certeiro quanto o seu chute diante da LDU, ainda na fase preliminar: 1 a 0.
Aos 25, Elano poderia ter ampliado, mas preferiu chutar cruzado, à espera de uma intervenção de Barcos, o que não aconteceu. A partir de então, o time de Luxa caiu. Permitiu sucessivos avanços dos donos da casa. Aos 34, uma chuva de cruzamentos atormentou a defesa gremista, mas Barcos e, depois, Pará afastaram os cruzamentos, grande fonte de sobrevida aos poucos inspirados venezuelanos, que, desta vez, estiveram mais ofensivos, com duas alterações na equipe e ainda com mudança de esquema, do 4-5-1 para o 4-4-2.

Crime e castigo: Caracas cresce e empata
Embora com menos intensidade, o Grêmio seguia levando perigo. Aos 43 minutos, Zé Roberto encontrou espaço para chute venenoso, nas mãos de Baroja. O primeiro tempo chegaria ao fim com apenas uma nota triste para os azuis. Elano levou cartão amarelo e, suspenso, não enfrenta o Fluminense na Arena. No entanto...

Aos 46 minutos, mais uma bola parada para o Caracas nas proximidades da área de Dida. O chute, forte e seco, esbarrou no corpo de Fernando e se ofereceu na altura da meia-lua para o camisa 10, craque do time, Peña. E ele estufou as redes: 1 a 1. Festa no estádio, torcida inflamada e mais lança-chamas surgiram, numa geração espontânea de luzes e fogos.
- O árbitro não está bem, não foi falta. E o Caracas está batendo muito - reclamou o diretor executivo de futebol Rui Costa, no intervalo.
- Estamos bem no jogo, mas precisamos prestar mais atenção na bola parada deles - conformou-se Zé Roberto.

Grêmio abusa de erros, rival cresce e vira
Sem mudanças nas equipes, a tônica da partida seguiu inalterada. Grêmio melhor, com o Caracas dotado de lampejos. Assim, aos seis minutos, os visitantes fizeram do problema uma solução. Zé Roberto chutou de fora da área e quase enganou o goleiro com o "montinho-artilheiro". Baroja se virou como pôde.
O Caracas tinha Peña. O centro do time, a pedra no sapato tricolor. Com dribles curtos, municiou o ataque com bons cruzamentos. Mas nenhum bem aproveitado. Aos 17, então, foi a vez de o Grêmio desperdiçar. Num contra-ataque, em dois contra um, Vargas errou o passe final para Barcos. Dois minutos depois, o argentino recebeu cruzamento bem mais certeiro de Elano, mas, na entrada da pequena área e pressionado, roçou a bola pela linha de fundo.
O desperdício do Grêmio teve o seu preço. O Caracas adiantou o time, passou a pressionar. Aproveitou-se do cansaço de Elano. Também viu Souza e Fernando, sobrecarregados, dando espaços no miolo do meio-campo. Mas foi pela ponta, sobre o improdutivo Pará, que Cure fez cruzamento para o pé esquerdo de Farías. Na pequena área, sozinho após se descolar de Cris, o centroavante apenas escorou para as redes.
Calma e oportunismo que faltaram a Willian José, que entrou no lugar de Vargas. Aos 36, sozinho na marca do pênalti, não conseguiu dominar a bola e a viu escapar para o lado do campo. Um retrato do Grêmio, sobretudo no segundo tempo: errático, nervoso e derrotado. Agora, o Fluminense novamente terá que ser o caminho para a recuperação. Os gremistas só querem que, na Arena, se repita a boa história contada no Engenhão.
Zé Roberto contra o Caracas, na Venezuela (Foto: Lucas Uebel / Grêmio, DVG)Zé Roberto contra o Caracas, na Venezuela (Foto: Lucas Uebel / Grêmio, DVG)
 

Fernandinho Beira-Mar é condenado no Rio a 80 anos por crimes de 2002

Sentença é por traficante mandar matar criminosos de dentro de Bangu 1.
Logo após a leitura da pena máxima, Beira-Mar disse que vai recorrer.


Beira-Mar escuta a sentença lida pelo juiz (Foto: Lívia Torres/G1)Beira-Mar escuta a sentença lida pelo juiz (Foto: Lívia Torres/G1)
O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, foi condenado a 80 anos de prisão — a pena máxima — por crime de homicídio qualificado ocorrido em 2002. A sentença foi lida no início da madrugada desta quarta-feira (13), pouco depois das 0h30, pelo juiz Murilo Kieling, após ouvir decisão do júri presente no Tribunal de Justiça (TJ), no Centro do Rio, onde o julgamento foi realizado a partir das 14h de terça (12). Logo após o anúncio, o próprio Beira-Mar disse que vai recorrer.
Beira-Mar, de 45 anos, terá que cumprir a sentença inicialmente em regime fechado, segundo o juiz. A pena foi dividida em 30 anos por cada homicídio, dos também traficantes Antônio Alexandre Vieira Nunes e Edinei Thomaz Santos, e mais 20 anos por tentativa de homicídio, de Adaílton Cardoso de Lima, que sobreviveu. O criminoso teria ordenado os assassinatos de dentro da penitenciária de segurança máxima Bangu 1, onde estava preso na época. Os executores não foram identificados.
Segundo o TJ, antes do julgamento, as condenações de Beira-Mar apenas no Rio somavam 69 anos e meio de prisão. No total, considerando também outros estados, eram 120 anos. Com o veredito desta terça, a soma vai a 200 anos. O traficante está preso desde 2002.
"Seus predicados pessoais e a predileção por atividades ilícitas renderam-lhe frutos. Ganhou status de maior criminoso nacional. A maldade bebe na maior parte o veneno que produz", disse o juiz durante a leitura da sentença.
O promotor Marcelo Muniz Neves ficou satisfeito: "Dificilmente há coragem por conta do magistrado de impor a pena máxima. Mas, por conta das circunstâncias, não tinha como ser de outra maneira. Acho que dentro do que é possivel foi alcançado o que se pretendia".
Sorriso e beijos na entrada
Na chegada ao plenário do 4º Tribunal do Júri, escoltado por quatro agentes do Departamento Penitenciário Federal, a serviço do Ministério da Justiça, Beira-Mar, de óculos de grau, tentou esconder as algemas, sorriu, acenou e mandou beijos para parentes e amigos. O criminoso chegou de helicóptero de Bangu 1, onde passou a noite após a chegada ao Rio nesta segunda-feira (11) — ele cumpre pena na Penitenciária Federal de Catanduvas (PR).
O interrogatório começou às 15h. Antes, a defesa pediu a suspensão da sessão porque nenhuma das seis testemunhas compareceu. A promotoria, por sua vez, disse que não seria necessário ouvi-los, e o juiz decidiu prosseguir com o julgamento, e perguntou se o réu usaria o direito de permanecer em silêncio. Beira-Mar preferiu responder.
O juiz perguntou, então, se o réu teria ordenado os homicídios. "Não, de forma alguma", respondeu. "Tanto que eu mandei socorrer o Adaílton, que era meu olheiro", disse sobre o sobrevivente, que desapareceu após o crime e foi uma das testemunhas ausentes no julgamento.
O traficante afirmou que apenas ordenou a realização de uma reunião na favela Beira-Mar, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, para esclarecer uma guerra que estava acontecendo entre traficantes da comunidade. Nesta época, segundo ele, a ordem foi dada por meio de um dos telefones celular que ficavam à sua disposição em Bangu 1. De acordo com o réu, durante o encontro, o criminoso conhecido como Pepito teria se descontrolado e atirado a esmo, matando inclusive inocentes.
Estudante de teologia
O traficante contou também que iniciou a faculdade de teologia, à distância, e que só não está trabalhando porque a prisão de Catanduvas não oferece esse tipo de serviço.
Eu tinha uma outra visão de vida. Estou sofrendo bastante e quero pagar o que devo à Justiça"
Beira-Mar
Questionado pelo MP sobre o interrogatório anterior, em que negou ter conhecimento das mortes e que não se tratava de sua voz nas escutas telefônicas, Beira-Mar admitiu que mentiu para não produzir provas contra si mesmo. "Na época, eu tinha uma outra visão de vida. Estou sofrendo bastante e quero pagar o que devo à Justiça", disse o traficante, acreditando que quem tiver acesso às escutas telefônicas perceberá que não partiu dele a ordem para os homicídios.
As gravações a que se refere foram feitas pela Polícia Federal em 2002, e mostram Beira-Mar conversando com subordinados por telefone, de dentro da cadeia. Sons de tiros são registrados no áudio gravado, como mostraram reportagens do "Fantástico" e do "Jornal Nacional", da TV Globo, exibidas no julgamento a pedido do promotor Marcelo Muniz Neves.
Após 1h30min de tese da acusação, foi dada a palavra à defesa, por volta das 18h10. O advogado Wellington Correa sustentou que as escutas telefônicas não tinham autorização judicial e, por isso, a prova seria ilícita. "Luiz Fernando da Costa é uma pessoa notoriamente perseguida pela imprensa, mas tem direito a ampla defesa. Não há autorização judicial nesse processo", disse.
Após o fim do debate entre acusação e defesa e novo intervalo, a sessão foi retomada por volta das 20h, com a réplica do MP, seguida da tréplica da defesa. Por fim, os sete integrantes do júri se reuniram por cerca de uma hora, até o juiz anunciar a sentença, à 0h30.
O traficante Luiz Fernando da Costa, conhecido como Fernandinho Beira-Mar, chega de helicóptero para seu julgamento no TJ-RJ (Foto: Luiz Roberto Lima/Futura Press/Estadão Conteúdo)O traficante Luiz Fernando da Costa, conhecido como Fernandinho Beira-Mar, chegou de helicóptero para seu julgamento no TJ-RJ (Foto: Luiz Roberto Lima/Futura Press/Estadão Conteúdo)
 

Primeira votação tem fumaça preta, e conclave ainda não elege novo Papa



Votações prosseguem nesta quarta (13) na Capela Sistina, no Vaticano.
Cardeais escolhem o sucessor de Bento XVI no comando da Igreja Católica.


Os cardeais reunidos no conclave na Capela Sistina, no Vaticano, não conseguiram escolher o novo Papa na primeira votação, realizada nesta terça-feira (12).
A fumaça preta se ergueu da chaminé da Capela Sistina, onde ocorre a reunião secreta dos cardeais, às 19h41 locais (15h41 de Brasília), segundo o Vaticano, durante vários minutos, indicando que nenhum participante obteve a maioria de dois terços dos votos necessária para eleger o novo pontífice.
O público que estava na Praça de São Pedro, sob chuva e frio, e que esperava a fumaça branca e os sinos que indicariam a escolha de um novo Papa recebeu a fumaça preta produzida pela queima dos votos dos cardeais com decepção. Logo depois, a praça ficou vazia.
Veja relato da repórter do G1 no Vaticano.
Com o fim da primeira votação, os cardeais seguem confinados na Casa de Santa Marta, e o conclave para eleger o sucessor de Bento XVI continua nesta quarta-feira, com duas votações pela manhã e outras duas à tarde, ou até que um dos participantes obtenha os 77 votos necessários ou mais para ser escolhido o novo Papa.
A eleição do novo pontífice ocorre após a surpreendente renúncia do agora Papa Emérito Bento XVI, anunciada em 11 de fevereiro e efetivada em 28 de fevereiro, e que criou uma situação praticamente inédita para a Igreja moderna, em que dois pontífices, um atuante e outro "aposentado", devem coabitar o Vaticano, a poucos metros um do outro.
O alemão Josef Ratzinger deixou o cargo após oito anos de um pontificado marcado por crises e divisões internas.
Ele deixa para seu sucessor desafios como os escândalos relativos aos casos de pedofilia no clero de vários países, as disputas internas na Cúria Romana e a expansão do secularismo e de religiões concorrentes.
O cardeal brasileiro Dom Odilo Pedro Scherer é citado, pela imprensa e por analistas, como um dos cotados para ser o novo Papa, ao lado do italiano Angelo Scola, mas a previsão é de a eleição difícil, sem favorito absoluto.
Cardeais ouvidos pela agência Reuters nesta terça afirmaram que a decisão poderia levar cerca de 5 dias.
Segundo informou o padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, pouco depois de fecharem as portas da capela, os cardeais que entraram na Capela Sistina para eleger o novo Papa estão "em muito boa forma".
Missa Pro Eligendo Pontifice
Mais cedo, Dom Angelo Sodano, cardeal decano da Igreja Católica, apelou pela "colaboração" e pela "unidade" dentro da Igreja, durante a missa Pro Eligendo Pontifice, que precedeu o conclave.
Todos os cardeais presentes em Roma, eleitores ou não, participaram na cerimônia, uma das mais intensas dos últimos anos. Eles entraram na Basílica de São Pedro com semblante sério e concentrado.
Sodano exortou os cardeais a "colaborar para edificar a unidade da Igreja" e "cooperar com o sucessor de Pedro". "Estamos convocados a cooperar com o Sucessor de Pedro, fundamento visível de tal unidade eclesiástica', afirmou o influente cardeal.
"Eu os exorto a se comportarem de maneira digna, com toda humildade, mansidão e paciência, suportando-se reciprocamente com amor, tentando conservar a unidade do espírito por meio do vínculo da paz", disse Sodano, em referência à carta de São Paulo aos Efésios.
Ao ser citado pelo cardeal decano, o Papa Emérito Bento XVI, que está repousando na residência papal de verão em Castel Gandolfo, foi bastante aplaudido.
Sodano afirmou que o pontificado de Bento XVI foi "luminoso" e expressou a gratidão dos cardeais ao Papa Emérito, pedindo a Deus que dê "outro bom pastor à sua Santa Igreja". "Queremos agradecer ao Pai que está nos Céus pela amorosa assistência que sempre reserva a sua Santa Igreja e em particular pelo luminoso pontificado que nos concedeu com a vida e as obras do 265º sucessor de Pedro, o amado e venerado pontífice Bento XVI, ao qual neste momento renovamos toda a nossa gratidão", disse.
No sermão, o cardeal também citou os Papas João Paulo II e Paulo VI, alem de lembrar o trabalho importante da Igreja nos últimos anos, que tem impacto não apenas entre os fieis, mas em diferentes culturas.
“Oremos para que o próximo Papa possa continuar esse incessante trabalho de nível mundial”, afirmou.
Cardeais assistem à missa Pro Eligendo Pontifice nesta terça-feira (12) na Basílica de São Pedro, no Vaticano (Foto: AFP)Cardeais assistem à missa Pro Eligendo Pontifice nesta terça-feira (12) na Basílica de São Pedro, no Vaticano (Foto: AFP)
Cardeais concentrados
A missa atraiu principalmente pessoas ligadas à Igreja, como seminaristas, padres e freiras, e também fiéis. Dentro da Basílica, todos estavam muito atentos às orações e respeitosos aos ritos.
O máximo de conversa ouvida durante a missa foi a tradução das palavras para outros idiomas entre pessoas próximas – a missa foi celebrada basicamente em latim e italiano, com a primeira leitura em inglês e a segunda em espanhol-, além de orações dos fieis em cinco outros idiomas, incluindo o português.

Para conseguir um lugar sentado – especialmente perto do altar, onde ficaram os cardeais – foi preciso acordar cedo.
Às 9h, uma hora antes do início da missa, todos os lugares sentados já estavam ocupados. Muitas pessoas ficaram em pé nas laterais. Pouco antes do inicio da missa, o rosário foi rezado em latim.

Na entrada dos cardeais, nem mesmo os religiosos tiveram cerimônia – centenas de câmeras fotográficas e celulares foram levantados para registrar imagens dos homens que irão eleger o próximo pontífice a partir desta tarde. Quase todos os cardeais entraram concentrados, com semblante sério.
Alguns, entretanto, se destacavam – foi o caso do brasileiro Dom João Braz de Aviz, que entrou e saiu muito sorridente, visivelmente emocionado, olhando os fieis nos olhos e cumprimentando-os com o olhar.
O norte-americano Timothy Dolan, arcebispo de Nova York ,também era só sorrisos na entrada e na saída dos cardeais – ele chegou ate a arriscar acenos para os fiéis.
 

É a décima! Kamilla deixa a casa do BBB13 com 68% dos votos


Chega o momento de Pedro Bial anunciar mais um eliminado do BBB13. Desta vez, o apresentador revela quem é o décimo brother a deixar o jogo. "Por aqui, Kamilla", ele conta, ao chamar a paraense para fora do jogo. A miss deixa a disputa pelo prêmio de R$ 1,5 milhão depois de receber 68% dos votos do público. Andressa ficou com 24%, e Nasser 8%.

Assim que fica sabendo de sua eliminação do reality, a paraense se caminha para a porta da casa e se despede de todos. "Gente, boa sorte! Deus proteja vocês", a miss deseja para os que ficam no jogo. "Força na peruca", a sister diz ao abraçar Fernanda, que dá um selinho na amiga no momento em que ela passa pela porta do confinamento. "Obrigada, amiga. Te amo", diz a Líder, chorando.
Reveja a trajetória de Kamilla no BBB13
A paraense Kamilla teve que enfrentar outro confinamento antes de entrar na casa do BBB13: a Casa de Vidro. A miss foi escolhida pelo público para entrar no programa depois de ser a mais votada, junto com Marcello. E, desde a sua entrada na casa mais vigiado do Brasil, a sister já deu o que falar. E até o que cantar! Kamilla foi a confinada que mais cantou e a que mais fez caras e bocas durante as suas performances. Isso incomodou alguns brothers, que já manifestaram – quase sempre sem o conhecimento da paraense – a insatisfação por vê-la tão animada todos os dias.
Paraense deixa o jogo em Paredão tiplo com casal
Kamilla também causou polêmica ao ter beijado Elieser depois de ter lambuzado seu rosto com sorvete. A polêmica não surgiu pelos dois terem virado o mais novo casal do BBB, mas por ter incomodado Anamara, que questionou as atitudes da sister. Marcello, inicialmente, também não aprovou o beijo que a miss deu no veterano. Mesmo assim, ela seguiu em frente com o relacionamento e sofreu ao saber que enfrentaria o seu affair no Sexto Paredão, já que Elieser também foi indicado.
O romance dos brothers durou até a Festa Volta ao Mundo, quando tudo acabou. Após uma série de contratempos ao longo da balada, o casal rompeu e, com a saída de Elieser na semana seguinte, não houve tempo para uma possível reconciliação. Ainda no dia da eliminação, horas após a saída do paranaense, Kamilla se disse “viúva”.
Depois de discutir com Anamara sobre o seu comportamento, Kamilla foi indicada para o Paredão pela Líder baiana, que utilizou o relacionamento dela com Elieser como justificativa para mandá-la para a berlinda. Mesmo depois de falar aos quatro cantos que não concordou com o posicionamento de Maroca e de ficar chateada por estar emparedada, a sister não perdeu o bom humor. Ela, inclusive, proporcionou um animado jogo de futebol no jardim com uma bola feita com meias.
Antes de ser emparedada, Kamilla também teve o seu dia de luxo fora do confinamento. Por ser a primeira a entrar na despensa no dia do “Sumiu, apareceu”, a miss foi “sequestrada” e levada a um spa, onde desfrutou de massagens, banhos relaxantes e de um belo banquete!
Por falar em comida, Kamilla se revelou uma comilona de mão cheia. E mais: confessou que come escondido! A miss já deu várias escapulidas até a cozinhaquase sempre antes dos outros brothers acordarem – para comer sanduíches, queijos e o que tivesse pela frente. Aliás, o misterioso sumiço de grandes fatias de queijo deixou todo mundo com a pulga atrás da orelha. Ela também já confessou que há outra coisa que também gosta de fazer sem que seja notada: escutar conversas atrás da porta.
Kamilla também foi alvo de muita crítica: teve a atenção chamada por tomar banho de piscina com óleo no corpo, por supostamente não ajudar na limpeza e até pelo tom da sua voz. Mesmo tendo sua higiene colocada em xeque, a sister se mostrou preocupada com a escova de cabelos, limpando-a com uma faca na bancada da cozinha.
Kamilla Bial (Foto: BBB / TV Globo)Sister ganha carinho do apresentador Pedro Bial
No entanto, quando foi Líder, após uma prova de resistência, a miss reinou com a parceria dos amigos Fernanda e André, com quem diz formar uma “irmandade”. A miss indicou Marien para o Paredão e, em seu reinado, a mineira foi eliminada do BBB13.
Kamilla também já foi imunizada pelo Anjo Marcello, o que a livrou de ser votada e protagonizar outro Paredão. A sister também foi imunizada por Elieser, depois que ele atendeu a um Big Fone. Antes, porém, de saber da boa notícia, ela teve que andar com um colar preto no pescoço até o dia do anúncio do presente.
A saída de Kamilla do BBB13 acontece depois de ela ser indicada por Andressa na formação do Décimo Paredão do jogo. A esteticista ganhou o direito de emparedar alguém após a abrir a misteriosa caixa surpresa que foi colocada no jardim da casa na última sexta. Dois dias depois de ser emparedada, Kamilla deixa a casa com 68% dos votos, passando a ser mais uma ex-sister do reality.
 

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