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31 DE MAIO EM RG
Navio militar que integra missão no Líbano atraca no Porto de Natal
Fragata "Liberal" integra Força Tarefa Marítima da ONU no oeste asiático.
Mais de 250 militares estão na missão. Navio ficará em Natal até quarta (13)
Jocaff Souza
Do G1, em Natal
da Marinha do Brasil (Foto: Cleber Ribeiro)
Outra forma de manter a serenidade dos militares foi com a ajuda da tecnologia. De acordo com o comandante da Fragata, um grande aparato tecnológico foi instalado no navio para que a tripulação pudesse se comunicar com os familiares. “Sabemos que essa missão tinha um clima diferente, porque existia a possibilidade real de entrarmos em conflito com outras tropas. Por conta disso, foi solicitado um esquema de antenas via satélite, para que a nossa tripulação tenha acesso à internet e possa conversar com sua família. Isso motiva o grupo e faz com que o trabalho fique menos estressante”, conta.
Segundo o capitão Canela, a passagem por Natal também serve como um “período de arejamento” para os militares, pois muitos estão há tempos longe de casa e em determinado momento tem o seu rendimento profissional diminuído. “Além da questão logística, nossa passagem por Natal é importante, por questões logísticas para o reabastecimento da embarcação e serve também para que a nossa tripulação possa sair um pouco do navio para manter a estabilidade emocional, já que ficamos muito tempo nesse ambiente de área de conflito. Muitos dos nossos homens são da região Nordeste do Brasil e as famílias acabam se programando para se encontrar e matar a saudade”, explica.
Percurso paradisíaco
A fragata Liberal embarcou para a missão o extremo oeste asiático no dia 10 de abril de 2012, para iniciar a “Operação Líbano II”. Durante o percurso, fizeram duas paradas para reabastecimento, sendo a primeira no Porto Las Palmas, nas Ilhas Canárias, e a segunda na Base de Taranto, na Itália. A chegada ao Líbano foi um mês após o embarque, com a responsabilidade de ser a primeira força de paz a serviço da ONU naquela região.
Durante o período em que permaneceu em operação, a fragata Liberal recebeu visitas protocolares e de membros da ONU para verificar o desenvolvimento da ação. Em território asiático, os militares brasileiros foram responsáveis por um “período de adestramento” com a tropa libanesa, que dispunha de pouco contingente e tecnologia. O comandante da embarcação explica que o treinamento é simples, mas que exigiu dos militares brasileiros uma motivação especial para auxiliar a Marinha do Líbano. “Ao chegarmos no Líbano, fomos convocados para um adestramento com os militares libaneses. Eles não possuem tanta tecnologia como a nossa Marinha, tão pouco um número equivalente a nossa tropa. Mas sobrou disposição e vontade de aprender as instruções. Isso motivou ainda mais os nossos homens, que puderam passar um pouco da experiência militar”, destacou o capitão de fragata Canela.
Existia a possibilidade real de entrarmos em conflito com outras tropas"
Capitão de Fragata Canela, Comandante da Fragata Liberal
Ao passar pela Itália, a fragata Liberal atracou no Porto de Civitavecchia, na cidade de Roma, onde participaram de uma audiência com o Papa Bento XVI e representantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). De lá, a embarcação passou pela região de Tenerife, maior ilha do arquipélago das Canárias, que pertence à Espanha. Em Natal, a Fragata e sua tripulação ficarão atracadas até a próxima quarta-feira (13), onde seguem viajem para o Rio de Janeiro.
Estrutura moderna
Sua tripulação é composta por 29 oficiais e 250 praças, dividida em quatro departamentos – armamento, operações, máquinas e intendência. Para a “Operação Líbano II”, um grupo do Destacamento de Mergulhadores de Combate, formado por nove militares, foi designado para ficar de prontidão, caso houvesse qualquer conflito. Outro grupo, formado por 19 fuzileiros navais, fez o suporte para a segurança da embarcação durante toda o período em operação.
Força Tarefa Marítima (Foto: Jocaff Souza/G1)
O navio possui quatro motores e duas turbinas, que utilizados em força máxima, atingem uma velocidade de até 31 nós, o que representa em média 60 quilômetros.
“Filho da terra”
Uma experiência inesquecível. É assim que muitos militares relatam sobre as ações e os serviços praticados ao longo desses dez meses fora do país. Para um deles, a emoção da volta é ainda mais especial, já que é nascido aqui em Natal. O sargento Marcos Santos é especialista em operação de sonar e trabalha numa das áreas mais críticas da embarcação, o centro de operações de combate.
Natalense de nascimento, Marcos fala da emoção de reencontrar a família e da responsabilidade de honrar a sua atividade. “A felicidade é muito grande, principalmente por estar em Natal, já que sou filho da terra, como costumamos falar. Quando estamos em ação e dizemos que somos brasileiros, a recepção é diferenciada. Isso mostra a responsabilidade que temos com a nossa pátria e com o nosso serviço”, conta.
Para a PRF, rodovias no RN estão 'tranquilas' neste início de carnaval
Operação Carnaval iniciou à meia-noite de sexta e segue até quarta (13).
Objetivo de ação é prevenir acidentes e fiscalizar as ações da lei seca.
Operação Carnaval é realizada pela PRF
nas estradas potiguares (Foto: Patrícia Andrade )
O movimento nas rodovias do Rio Grande do Norte
está tranquilo nesse início de carnaval. De acordo com a Polícia
Rodoviária federal, até as primeiras horas da manhã deste sábado, nenhum
acidente com vítimas foi registrado.nas estradas potiguares (Foto: Patrícia Andrade )
Segundo o inspetor Everaldo Morais, o movimento e o número de ocorrências é bem menor do que em anos anteriores. “As primeiras horas da Operação Carnaval tem sido bastante tranquilas, diferentemente dos anos anteriores, porque esses primeiros dois dias de folia costumam ser os mais complicados, devido a grande quantidade de veículos nas estradas, o que aumenta a possibilidade de acidentes”, comenta o inspetor.
O inspetor alerta também para três trechos que se encontram com grande retenção de veículos e que dão acesso a polos carnavalescos do estado. Na BR-101, sentido litoral Norte, nas proximidades da Avenida Thomaz Landim; na BR-304, no sentido Natal-Mossoró, o trânsito é lento e exige cuidado, sobretudo no município de Macaíba, nas imediações da reta Tabajara, onde ocorre à sobreposição com a BR-226, que dá acesso ao município de Caicó, principal cidade da região do Seridó e que possui um dos carnavais mais agitados do RN.
Nesta segunda-feira (11), a Polícia Rodoviária Federal divulga um balanço parcial dos primeiros quatro dias da Operação Carnaval no Rio Grande do Norte.
Operação Carnaval
Iniciada à meia-noite dessa sexta sexta-feira, a Operação Carnaval tem como objetivo prevenir os acidentes na rodovias federais e fiscalizar o cumprimento da lei seca. A ação deve acontecer até a meia-noirte da quarta-feira (13) de cinzas.
confira o que rolou de bom no carnaval de São Paulo 2 noite
Mocidade Alegre, Unidos de Vila Maria e Acadêmicos do Tucuruvi eGaviões da Fiel foram os destaques da segunda noite de desfiles das escolas do Grupo Especial do carnaval de São Paulo.
Entre a noite de sábado (9) e a madrugada de domingo (10), sete escolas
passaram pelo Sambódromo do Anhembi, na capital paulista.
Nenê de Vila Matilde, Gaviões da Fiel, Tom Maior e Império de Casa Verde também se apresentaram e agora aguardam a apuração dos votos, que ocorrerá na terça-feira (12).
(VÍDEOS AO LADO: Resumo do 2º dia; o dramaturgo Zé Celso em ala de Canudos da Nenê; Sabrina Sato desfila pela Gaviões; bateria da Mocidade Alegre; comissão de frente da Tom Maior; sósia do cantor Psy na Vila Maria; comissão de frente da Tucuruvi; Casa Verde)
Não houve imprevistos nos desfiles e nenhuma escola estourou o tempo máximo permitido.
Os desfiles paulistanos homenagearam o centenário do humorista Mazzaropi e os 50 anos da imigração coreana no Brasil. Também abordaram as lutas pela igualdade, a publicidade e as glórias do Corinthians, a sexualidade, a cura e as tentações.
Entre as beldades mais conhecidas, passaram pelo Anhembi Sabrina Sato, Ângela Bismarchi, Adriana Bombom e Caroline Bittencourt.
Mocidade Alegre
À 1h15, os portões foram abertos para a atual campeã, Mocidade Alegre, com o enredo “A sedução me fez provar, me entregar à tentação... da versão original, qual será o final?”.
A escola usou bom humor para recriar dogmas da humanidade, em uma tentativa de questionar verdades e conceitos que são transmitidos de geração para geração. O final de lendas e contos de fadas foi transformado ao longo do desfile: Branca de Neve virou uma moça malvada que come criancinhas, Pinóquio quis continuar boneco de madeira e as madrastas, representadas pelas baianas, viraram "boadrastas”.
Os filmes "Avatar", de James Cameron, "Inteligência Artificial", de Steven Spielberg, e "O Feitiço de Áquila", de Richard Donner, também foram lembrados em algumas das 25 alas do desfile, que contou com 3.200 componentes e cinco alegorias. Em alguns momentos, a bateria de Mestre Sombra fez "paradonas", deixando o público e os componentes da escola cantarem o samba. A Mocidade fechou o desfile mostrando o final que a escola quer para todas as histórias: de muita felicidade, com alas que representaram a paz mundial, fartura na mesa do brasileiro e também um carnaval unido em São Paulo.
Unidos de Vila Maria
A imigração coreana no Brasil foi o tema da Unidos de Vila Maria. Já no abre-alas, um sósia do cantor Psy, que virou fenômeno mundial depois de fazer sucesso na internet, mostrou o lado pop da Coreia.
Também tiveram destaques a tecnologia, a força econômica dos Tigres Asiáticos, as tradições e a história dos coreanos, marcada por guerras. O carnavalesco Chico Spinosa dividiu os 4,5 mil componentes em 27 alas e cinco alegorias.
Um dos carros da escola teve problemas no início do desfile, mas a escola contornou o improviso. Um integrante precisou entrar embaixo da alegoria, que trazia um grande tigre articulado, para ajeitar o eixo. A Vila Maria falou, ainda, de folclore, mitologia e da gastronomia. O desfecho da apresentação deu destaque para as artes marciais, moda, futebol e a amizade entre Brasil e Coreia.
Acadêmicos do Tucuruvi
A vida e a obra do humorista Mazzaropi foram retratados com muitas cores pela escola Acadêmicos do Tucuruvi no Anhembi. Os carros alegóricos representavam as cinco áreas de atuação do artista: o circo, por onde o artista passou na adolescência; o teatro de rua, mambembe; o rádio e sua consagração como artista; o programa Rancho Alegre; e a sua trajetória no cinema.
No carro abre-alas, um parente de Mazzaropi, também comediante, representava o artista em um palco. Vários dos 30 filmes do humorista foram homenageados no percurso, entre eles "O Puritano da rua Augusta", "Candinho", "Meu Japão Brasileiro" e "O Noivo e a Jirafa”
O alegre samba-enredo, com um som de risada no meio, foi um dos destaques da noite. À frente da percussão sambavam a rainha Valéria de Paula, que ocupa o posto há sete anos, a madrinha, a modelo Caroline Bittencourt, além da musa Renée de Oliveira. Outra beldade a desfilar pela escola foi Lívia Andrade.
Nenê de Vila Matilde
De volta ao Grupo Especial, a Nenê de Vila Matilde foi a primeira no Anhembi na 2ª noite de desfiles. A escola defendeu o enredo "Da Revolta dos Búzios à atualidade. Nenê canta a igualdade". Além da insurreição que dá título ao enredo -- que ocorreu na Bahia no século 18 e terminou com 40 revoltosos presos e quatro deles executados --, as 22 alas com 3.000 integrantes no total representaram movimentos como a Revolução Francesa e a Cabanagem, a luta sindical, pela reforma agrária e pela diversidade sexual.
Já no abre-alas, a tradicional Nenê mostrou que vinha com uma proposta diferente em 2013. O enorme carro ocupava quase toda a largura de 14 metros da pista do sambódromo e mostrou a dualidade entre o bem e o mal por fantasias em tons diferentes: azul e branco de um lado e vermelho e branco do outro. Bonecos de águias (o símbolo da escola) montados por pessoas presas por cordas de segurança eram movimentados por 18 funcionários dentro da alegoria. Na bateria, o mestre Renato comandava 250 ritmistas. À frente, vieram a rainha Deborah Caetano vestida de diabo e a diva Adriana Bombom representando um anjo.
Gaviões da Fiel
“Ser Fiel é a alma do negócio”, segundo o enredo da Gaviões. A escola falou da publicidade, da comunicação e das glórias do Corinthians. O desfile marcou a estreia do carnavalesco Max Lopes, do Rio, no carnaval paulistano. Outro que estreou no Anhembi foi o goleiro corintiano Cássio. A escola ainda teve a participação de outros atletas do clube, do publicitário Washington Olivetto e do locutor Osmar Santos.
A Gaviões desfilou com 3,8 mil componentes divididos em 25 alas e cinco alegorias que mostraram a propaganda desde a descoberta do Brasil até os dias de hoje. A bateria teve 250 ritmistas caracterizados como barões do café. À frente, a rainha, Tatiane Minerato, e a madrinha, Sabrina Sato. A ave símbolo da escola abriu e fechou o desfile: fazendo propaganda dos 43 anos da Gaviões, no abre-alas; e ao mostrar as conquistas da publicidade nacional e do Corinthians, na última alegoria.
Tom Maior
Quarta escola da 2ª noite, a Tom Maior falou da sexualidade no enredo “Parque dos Desejos – O seu passaporte do prazer”.
O bilhete de entrada para as atrações propostas pela escola foi retratado como se fosse um preservativo. A agremiação buscou resgatar a história do sexo e transformar o assunto numa brincadeira sem perder de vista a saúde, com alerta pelo uso de preservativos e para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).
Antes do início do desfile, a vice Miss Bumbum 2012, Andressa Urach, se envolveu em uma polêmica com representantes da Tom Maior. Um diretor da escola e a musa discutiram. Ela alega que tinha recebido a promessa de um lugar de destaque, mas ficou no fundo de um carro e cercada de fumaça. A escola levou ao Anhembi 2,5 mil integrantes divididos em 23 alas e cinco carros alegóricos.
Império de Casa Verde
A Império de Casa Verde encerrou os desfiles do carnaval 2013 de São Paulo com enredo sobre a cura. A sétima e última agremiação da noite entrou no Anhembi às 6h02. A agremiação levou para o Sambódromo também a cura religiosa, espiritual e por meio da medicina ao cantar "Quem canta seus males espanta – pra todo mal, a cura".
A madrinha de bateria, Andrea Andrade, veio fantasiada de Cleópatra. No abre-alas, a escola recriou os jardins suspensos da Babilônia, com vegetação natural. Chamaram a atenção cerca de 800 vasos com plantas naturais.
No carro da medicina moderna, o quinto da escola, 8 mil CDs foram usados para retratar o avanço da tecnologia. Também houve referências a remédios e vacinas.
Confira a seguir algumas imagens marcantes das escolas no primeiro dia de desfiles no Anhembi:
Membros cantam "o, a Nenê voltou", em comemoração ao retorno ao grupo de elite, no carro abre-alas
(Foto: G1)
Um dos carros alegóricos da Nenê (Foto: Raul Zito/G1)
Ala da Gaviões, que contou a história da propaganda em seu enredo (Foto: Flavio Moraes/G1)
O carro abre-alas da Gaviões representou o funcionamento de uma agência publicitária (Foto: Raul Zito/G1)
Nani
Moreira vestida de serpente ajudou a abrir o desfile da Mocidade
Alegre, que apresentou enredo sobre sedução e tentações (Foto: Raul
Zito/G1)
Carro alegórico 'assopra' papel picado por corneta durante desfile da Mocidade Alegre (Foto: Raul Zito/G1)
Carro da Tom Maior, que mostrou um 'parque dos desejos' e enredo sobre sexualidade (Foto: Flavio Moraes/G1)
Em seu quarto carro, a Tom Maior fez referência às mil e uma noites e ao 'Kama sutra' (Foto: Flavio Moraes/G1)
Comissão de frente da Vila Maria representam a fênix para mostrar o renascimento do povo coreano (Foto: Raul Zito/G1)
Destaque do quarto carro alegórico da Vila Maria (Foto: Raul Zito/G1)
Abre-alas
'O Circo: hoje tem gargalhada, tem sim senhor' fala sobre o início da
carreira de Mazarropi, quando ele era adolescente e se apresentava no
personagem do caipira (Foto: Flavio Moraes/G1)
Humorista de Taubaté interpreta Mazzaropi no carro abre-alas (Foto: Flavio Moraes/G1)
Comissão
de frente retrata os xamás fazendo um ritual de cura em torno do Baobá,
a árvore da vida para os africanos (Foto: Raul Zito/G1)
Integrante da Império de Casa Verde, última escola do grupo especial do carnaval paulistano a desfilar. (Foto: Raul Zito/G1)
Nenê de Vila Matilde, Gaviões da Fiel, Tom Maior e Império de Casa Verde também se apresentaram e agora aguardam a apuração dos votos, que ocorrerá na terça-feira (12).
(VÍDEOS AO LADO: Resumo do 2º dia; o dramaturgo Zé Celso em ala de Canudos da Nenê; Sabrina Sato desfila pela Gaviões; bateria da Mocidade Alegre; comissão de frente da Tom Maior; sósia do cantor Psy na Vila Maria; comissão de frente da Tucuruvi; Casa Verde)
Não houve imprevistos nos desfiles e nenhuma escola estourou o tempo máximo permitido.
Os desfiles paulistanos homenagearam o centenário do humorista Mazzaropi e os 50 anos da imigração coreana no Brasil. Também abordaram as lutas pela igualdade, a publicidade e as glórias do Corinthians, a sexualidade, a cura e as tentações.
Entre as beldades mais conhecidas, passaram pelo Anhembi Sabrina Sato, Ângela Bismarchi, Adriana Bombom e Caroline Bittencourt.
Mocidade Alegre
À 1h15, os portões foram abertos para a atual campeã, Mocidade Alegre, com o enredo “A sedução me fez provar, me entregar à tentação... da versão original, qual será o final?”.
A escola usou bom humor para recriar dogmas da humanidade, em uma tentativa de questionar verdades e conceitos que são transmitidos de geração para geração. O final de lendas e contos de fadas foi transformado ao longo do desfile: Branca de Neve virou uma moça malvada que come criancinhas, Pinóquio quis continuar boneco de madeira e as madrastas, representadas pelas baianas, viraram "boadrastas”.
Os filmes "Avatar", de James Cameron, "Inteligência Artificial", de Steven Spielberg, e "O Feitiço de Áquila", de Richard Donner, também foram lembrados em algumas das 25 alas do desfile, que contou com 3.200 componentes e cinco alegorias. Em alguns momentos, a bateria de Mestre Sombra fez "paradonas", deixando o público e os componentes da escola cantarem o samba. A Mocidade fechou o desfile mostrando o final que a escola quer para todas as histórias: de muita felicidade, com alas que representaram a paz mundial, fartura na mesa do brasileiro e também um carnaval unido em São Paulo.
Unidos de Vila Maria
A imigração coreana no Brasil foi o tema da Unidos de Vila Maria. Já no abre-alas, um sósia do cantor Psy, que virou fenômeno mundial depois de fazer sucesso na internet, mostrou o lado pop da Coreia.
Também tiveram destaques a tecnologia, a força econômica dos Tigres Asiáticos, as tradições e a história dos coreanos, marcada por guerras. O carnavalesco Chico Spinosa dividiu os 4,5 mil componentes em 27 alas e cinco alegorias.
Um dos carros da escola teve problemas no início do desfile, mas a escola contornou o improviso. Um integrante precisou entrar embaixo da alegoria, que trazia um grande tigre articulado, para ajeitar o eixo. A Vila Maria falou, ainda, de folclore, mitologia e da gastronomia. O desfecho da apresentação deu destaque para as artes marciais, moda, futebol e a amizade entre Brasil e Coreia.
Acadêmicos do Tucuruvi
A vida e a obra do humorista Mazzaropi foram retratados com muitas cores pela escola Acadêmicos do Tucuruvi no Anhembi. Os carros alegóricos representavam as cinco áreas de atuação do artista: o circo, por onde o artista passou na adolescência; o teatro de rua, mambembe; o rádio e sua consagração como artista; o programa Rancho Alegre; e a sua trajetória no cinema.
No carro abre-alas, um parente de Mazzaropi, também comediante, representava o artista em um palco. Vários dos 30 filmes do humorista foram homenageados no percurso, entre eles "O Puritano da rua Augusta", "Candinho", "Meu Japão Brasileiro" e "O Noivo e a Jirafa”
O alegre samba-enredo, com um som de risada no meio, foi um dos destaques da noite. À frente da percussão sambavam a rainha Valéria de Paula, que ocupa o posto há sete anos, a madrinha, a modelo Caroline Bittencourt, além da musa Renée de Oliveira. Outra beldade a desfilar pela escola foi Lívia Andrade.
Nenê de Vila Matilde
De volta ao Grupo Especial, a Nenê de Vila Matilde foi a primeira no Anhembi na 2ª noite de desfiles. A escola defendeu o enredo "Da Revolta dos Búzios à atualidade. Nenê canta a igualdade". Além da insurreição que dá título ao enredo -- que ocorreu na Bahia no século 18 e terminou com 40 revoltosos presos e quatro deles executados --, as 22 alas com 3.000 integrantes no total representaram movimentos como a Revolução Francesa e a Cabanagem, a luta sindical, pela reforma agrária e pela diversidade sexual.
Já no abre-alas, a tradicional Nenê mostrou que vinha com uma proposta diferente em 2013. O enorme carro ocupava quase toda a largura de 14 metros da pista do sambódromo e mostrou a dualidade entre o bem e o mal por fantasias em tons diferentes: azul e branco de um lado e vermelho e branco do outro. Bonecos de águias (o símbolo da escola) montados por pessoas presas por cordas de segurança eram movimentados por 18 funcionários dentro da alegoria. Na bateria, o mestre Renato comandava 250 ritmistas. À frente, vieram a rainha Deborah Caetano vestida de diabo e a diva Adriana Bombom representando um anjo.
Gaviões da Fiel
“Ser Fiel é a alma do negócio”, segundo o enredo da Gaviões. A escola falou da publicidade, da comunicação e das glórias do Corinthians. O desfile marcou a estreia do carnavalesco Max Lopes, do Rio, no carnaval paulistano. Outro que estreou no Anhembi foi o goleiro corintiano Cássio. A escola ainda teve a participação de outros atletas do clube, do publicitário Washington Olivetto e do locutor Osmar Santos.
A Gaviões desfilou com 3,8 mil componentes divididos em 25 alas e cinco alegorias que mostraram a propaganda desde a descoberta do Brasil até os dias de hoje. A bateria teve 250 ritmistas caracterizados como barões do café. À frente, a rainha, Tatiane Minerato, e a madrinha, Sabrina Sato. A ave símbolo da escola abriu e fechou o desfile: fazendo propaganda dos 43 anos da Gaviões, no abre-alas; e ao mostrar as conquistas da publicidade nacional e do Corinthians, na última alegoria.
Tom Maior
Quarta escola da 2ª noite, a Tom Maior falou da sexualidade no enredo “Parque dos Desejos – O seu passaporte do prazer”.
O bilhete de entrada para as atrações propostas pela escola foi retratado como se fosse um preservativo. A agremiação buscou resgatar a história do sexo e transformar o assunto numa brincadeira sem perder de vista a saúde, com alerta pelo uso de preservativos e para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).
Antes do início do desfile, a vice Miss Bumbum 2012, Andressa Urach, se envolveu em uma polêmica com representantes da Tom Maior. Um diretor da escola e a musa discutiram. Ela alega que tinha recebido a promessa de um lugar de destaque, mas ficou no fundo de um carro e cercada de fumaça. A escola levou ao Anhembi 2,5 mil integrantes divididos em 23 alas e cinco carros alegóricos.
Império de Casa Verde
A Império de Casa Verde encerrou os desfiles do carnaval 2013 de São Paulo com enredo sobre a cura. A sétima e última agremiação da noite entrou no Anhembi às 6h02. A agremiação levou para o Sambódromo também a cura religiosa, espiritual e por meio da medicina ao cantar "Quem canta seus males espanta – pra todo mal, a cura".
A madrinha de bateria, Andrea Andrade, veio fantasiada de Cleópatra. No abre-alas, a escola recriou os jardins suspensos da Babilônia, com vegetação natural. Chamaram a atenção cerca de 800 vasos com plantas naturais.
No carro da medicina moderna, o quinto da escola, 8 mil CDs foram usados para retratar o avanço da tecnologia. Também houve referências a remédios e vacinas.
Confira a seguir algumas imagens marcantes das escolas no primeiro dia de desfiles no Anhembi:
(Foto: G1)
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